Bope realiza treinamento de tiro preciso

Equipe foi formada por profissionais da PF e PM/MT

24/02/2018 08:14

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Agência Alagoas

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Seguindo a tríade das Operações Especiais: treinar, dar treinamento e operar, integrantes da equipe de atiradores de precisão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar de Alagoas, participaram, na manhã desta sexta-feira (23), de um treinamento de tiro de precisão promovido na unidade especializada.

O objetivo do treinamento para o emprego do tiro de comprometimento é, além de propiciar uma ampla troca de experiências entre os profissionais, buscar fomentar o aprimoramento técnico e doutrinário desta importante especialidade policial.

O tenente-coronel Lima Neto, comandante do Bope, que é especialista em Gerenciamento de Crises, destaca que o Batalhão segue o ritmo do avanço da criminalidade no país.

“Temos que estar sempre prontos para o que vier e, para isso, conto com policiais que, além de exercerem com afinco as missões confiadas em prol da segurança pública, não deixam de treinar e de repassar os conhecimentos adquiridos, tanto para os companheiros de unidade, quanto para as demais unidades coirmãs e órgãos que solicitam instruções”, explanou o oficial.

Os ‘snipers’ do Bope foram formados no Curso de Atirador Policial de Precisão do COT (Comando de Operações Táticas) da Polícia Federal e no Bope da Polícia Militar do Estado do Mato Grosso (PMMT), com doutrina sólida, baseada em estudos técnico-científicos e doutrina difundida pelas FFAA dos EUA, a exemplo dos Rangers e Força Delta, unidades de operações especiais do Exército dos Estados Unidos.

O major César Monte, subcomandante do Bope, que também é atirador policial de precisão, explica que a vida do cidadão inocente em uma ocorrência de crise, por exemplo, depende do trabalho do ‘sniper’. “Se ele tiver que agir, deverá acertar; ele só tem essa opção”’.

Os atiradores de precisão do Bope estão sempre prontos para, em missões de alto risco, executarem todas as alternativas táticas em ocorrências de crise: negociação, uso de equipamentos menos letais, tiro de precisão e invasão tática, de forma a garantir a aplicação da lei, manutenção da vida, dentro de padrões legais e éticos.

"Torcemos sempre para que essas situações não aconteçam, porém, temos que estar sempre preparados. O ‘sniper’ não pode errar, e o treinamento repetitivo é o caminho para a perfeição", esclarece o major César Monte, acrescentando ainda que todo o protocolo de negociação é obedecido antes de acionar o atirador de precisão.

Primeira Edição © 2011