Saúde assegura tratamento de Glaucoma

10/02/2018 10:13

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Ascom SMS

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A Secretaria Municipal de Saúde vai enviar um documento ao Governo Federal pedindo um prazo de seis meses para recadastrar e reavaliar os pacientes com Glaucoma para demonstrar a real situação. Enquanto isso, os pacientes residentes em Maceió, já cadastrados no programa, terão continuidade no atendimento a partir do dia 19, logo após o carnaval. Serão utilizados os recursos próprios do Município, até que seja reavaliada a situação pelo Ministério da Saúde.

A situação foi sanada após diversas tratativas com as sete clínicas prestadoras do serviço que terão o pagamento assegurado pelo município. “Foi uma determinação do secretário José Thomaz Nonô. Conversamos com os representantes das clínicas prestadoras que aceitaram a proposta e os pacientes poderão procurar atendimento nas clínicas e terão também a garantia do colírio. Esse é um compromisso do município de não deixar a população desassistida. Enquanto isso vamos ficar lutando para conseguir sensibilizar o Ministério da Saúde para que solucione o problema levando em conta o recadastramento dos pacientes”, explicou o diretor de Regulação, Controle, Avaliação e Auditoria da SMS, Deraldo Lima de Souza.

A SMS vai dar início, no próximo dia 19, a um recadastramento dos pacientes cadastrados no Programa do Glaucoma no município. Nesta primeira etapa, passarão pelo recadastramento os 12 mil pacientes residentes em Maceió. Em um segundo momento, os demais 15 mil usuários do Estado cadastrados e atendidos com consultas e dispensação de medicação pelo Programa na Capital.

“Nosso objetivo é atualizar esses números, garantindo uma base consistente para argumentar com o Ministério da Saúde uma correção de valores do teto financeiro repassado para Maceió. E o recadastramento será ainda uma grande oportunidade de reavaliarmos esses pacientes para sabermos quais realmente têm glaucoma, redirecionando-os às clínicas e dando continuidade ao seu tratamento, independente dos repasses que serão feitos pelo governo federal”, finalizou o diretor da SMS.

A suspensão do atendimento foi motivada pela redução de recursos que o Ministério da Saúde (MS) fez no teto financeiro do Programa do Glaucoma em Alagoas, após um estudo realizado em todo o País apontar um índice de casos de glaucoma muito acima da média nacional. Na posição de gestor macro da Saúde, o MS resolveu, em novembro do ano passado – após quase 10 anos de atividade de auditoria sobre o Programa – determinar o corte e a imediata adequação à realidade dos demais Estados brasileiros.

Na capital alagoana, o teto financeiro caiu de R$ 1,3 milhão/mês para R$ 370 mil/mês. “Uma redução drástica que precisa ser reavaliada”, defendeu Deraldo. Ainda de acordo com o diretor, mesmo após a publicação da Portaria, o município manteve em dezembro o compromisso de fazer o pagamento integral, ainda sem reduções, das obrigações financeiras devidas às clínicas prestadoras do serviço.

Primeira Edição © 2011