TJ discute violência contra a mulher durante campanha do Laço Branco

Ações defendem a luta masculina pelo fim da violência contra a mulher; além de servidores do TJ transeuntes do centro também receberam a ação

07/12/2017 11:29

A- A+

Diretoria de Comunicação – Dicom TJ/AL

compartilhar:

A Coordenadoria da Mulher em situação de Violência Doméstica e Familiar, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), em parceia com a Secretaria do Estado da Mulher e dos Direitos Humanos, promoveu, na manhã desta quarta-feira (06), a campanha Laço Branco, em alusão ao Dia Nacional da Luta do Homem Pelo Fim da Violência Contra a Mulher.

A comitiva abordou o tema durante as sessões da Câmara Criminal e da 1ª Câmara Cível do TJ/AL. Juízes auxiliares da Presidência, gabinetes dos desembargadores, servidores da Direção Geral e transeuntes do centro também receberam a ação.

A secretaria estadual da Mulher e dos Direitos Humanos, Cláudia Simões, falou sobre a importância do auxílio do Poder Judiciário na luta pelo fim da violência contra a mulher. “Temos uma grande parceria com o Tribunal, por meio da desembargadora Elizabeth Carvalho, com todo o apoio do presidente Otávio Praxedes, que fez a sala Lilás, especificamente para este fim. Hoje estamos aqui para abordarmos o tema em diversas salas, além de realizar essa ação no centro da cidade”, explicou.

A superintendente da Secretaria de Estado da Defesa Contra a Mulher, Anne Fidelis, destacou que há também homens engajados e preocupados com a integridade das mulheres. “Esse dia serve para que possamos mostrar a sociedade, que mesmo com a violência contra as mulheres, que acaba vitimando muitas pessoas, esse não é o pesamento de todos os homens”, disse Anne Fidelis.

A secretária-executiva da Coordenação da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, Éryka Lessa, representou a desembargadora Elisabeth Carvalho durante a atividade.

Desembargadores e servidores da Câmara Criminal também participaram da ação, nesta quarta (6). Foto: Vítor Menezes

A data foi escolhida em homenagem às 14 mulheres assassinadas no dia 6 de dezembro de 1989, no Canadá. Marc Lepine, de 25 anos, entrou em uma sala de aula, ordenou que todos os homens se retirassem e atirou contra as mulheres. Depois saiu pelos corredores da escola gritando "Eu odeio as feministas", feriu mais 14 pessoas, sendo 10 delas mulheres.

Após o episódio, mais conhecido como “Massacre de Montreal”, homens canadenses decidiram se organizar para promover ações de combate à violência contra a mulher. Eles elegeram o laço branco como símbolo e adotaram o lema “jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência”.

A Campanha do Laço Branco hoje está presente em todos os continentes e em mais de 55 países, sendo apontada pela ONU como a maior iniciativa mundial voltada para o envolvimento dos homens com a temática da violência contra a mulher.

Primeira Edição © 2011