A reforma eleitoral e o interesse que vai prevalecer

25/08/2017 22:35

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Romero Vieira Belo

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De tão séria, porque ponto de largada para uma real transformação no país, a reforma do sistema político e eleitoral deveria será gestada, discutida, analisada e votada por um colegiado específico, eleito exclusivamente para tal fim.

Hoje, a competência do Congresso Nacional para aprovar e reformar leis é indiscutível, está prevista na Carta Maior. Questionável é a falta de isenção e de propósitos do atual Parlamento para aprovar mudanças que, convergentes com os anseios nacionais, colidem com os interesses dos parlamentares.

Somente os mais ingênuos acreditam que os políticos, eleitos sob as regras hoje vigentes, se disporão a modificá-las e até suprimi-las, de modo a dificultar-lhes a renovação dos mandatos.

Mudanças vitais à oxigenação do sistema eleitoral não serão introduzidas de forma plena. Os avanços, se houver, serão tímidos, parciais, aquém do que a nação espera. Mesmo o fim da eleição proporcional para as casas legislativas – que representa uma fraude à vontade do eleitor, como entende o senador Renan Calheiros – encontra forte resistência por parte, principalmente, dos deputados, os grandes beneficiários do atual sistema.

Lamentavelmente, pretende-se manter a figura indefensável do suplente de senador, aquele sortudo que – afastado o titular – assume a cadeira no Senado sem jamais ter sido votado, pois se trata de personagem anônimo e desconhecido dos eleitores.

Com quase um terço de seus membros respondendo a algum tipo de processo – os crimes vão de homicídio a estupro, passando pelos irresistíveis atos de corrupção – a Câmara fará uma reforma superficial, do tipo meia-sola, de forma a preservar a essência das regras que consagraram os atuais parlamentares.

Ou seja, as mudanças que a sociedade quer, com profundidade e amplitude, vão ficar, mais uma vez. para um ‘futuro incerto’...

LOCAL IMPRÓPRIO

A cotação de Lula está em baixa, todos sabem, mas o comando do PT foi no mínimo descuidado ao levar o ex-presidente para um ato simples na Fênix, um clube símbolo da elite alagoana.

 

FALTOU POVO

O mais aconselhável seria uma grande concentração no Papódromo, numa área densamente habitada e com 99% dos moradores com perfil de beneficiários do Bolsa Família.

 

SIMPLES ‘QUESTÃO DE MOMENTO’

Lula já recebeu ‘honoris causa’ em Coimbra, onde funciona uma das mais categorizadas universidades do mundo, mas em outro momento, seja, antes das denúncias, dos processos e da recente condenação. Portanto, a entrega de títulos do gênero, agora, aqui no Brasil, parece mais uma afronta ao Judiciário, embora algumas homenagens tenham sido aprovadas em anos atrás.

 

SEM CHANCE

Prefeitos, aliados dos dois senadores, podem naturalmente convergir, no voto, mas não existe perspectiva de formação de uma dobradinha Renan-Benedito rumo ao Senado, em 2018.

 

LEMBRANDO 2014

Aos de memória curta, vale lembrar que em 2014, Renan Filho, hoje governador, teve como adversário principal exatamente Biu de Lira, numa campanha eleitoral das mais acirradas.

 

ANIVERSÁRIO DE UM POLÍTICO DIGNO DE APLAUSO

Familiares, amigos, políticos e correligionários comemoram, nesta terça-feira, 29 de agosto, mais um aniversário do ex-deputado e ex-senador Alcides Falcão. Com modelar atuação legislativa, expoente do velho MDB e depois PMDB, Alcides Falcão figura na galeria dos políticos alagoanos que honraram a delegação eletiva e contribuíram, com trabalho sério e competente, para o desenvolvimento Do nosso Estado.

HERANÇA MALDITA

Na virada de 2015 para 2016, Dilma já trabalhava com um déficit orçamentário superior a R$ 100 bilhões. Era a consequência de sua desastrada ação econômica, que detonou a arrecadação.

 

APENAS HERDEIRO

Temer, por sua vez, foi o herdeiro do caos. Onde o atual governo gastou demais até agora? Logo, o déficit atual é a soma da herança à queda da arrecadação devido ao efeito recessivo.

 

RUI NÃO ESQUECE O APOIO DOS TAXISTAS

Ao priorizar os taxistas, que ajudaram a reelegê-lo no ano passado, Rui tenta preservar um reduto eleitoral de bom porte, mas sem ter, ainda, a contabilidade dos operadores e clientes do Uber. O fato é que o aplicativo Uber fez muitos adeptos em Maceió, mas os taxistas sofrem a concorrência dos clandestinos e até dos moto-taxistas, estes cada vez mais numerosos.

 

TROCA INÓCUA

Se o Congresso Nacional abolir as coligações, na eleição proporcional, e criar ‘federações de partidos’, sem o voto majoritário, terá simplesmente trocado seis por meia dúzia.

 

VALOR INVERTIDO

O que frauda a vontade do eleitor, como reitera Renan Calheiros, é o voto de legenda, nos pleitos legislativos, ao permitir que um candidato ‘poca-urna’, derrote um campeão de votos.

 

ALVOS DAS OVADAS PETISTAS

Alguém joga pedra em árvore que não dá frutos? Mesmos os incautos já perceberam que os petistas não arremessam ovos em João Dória e Jair Bolsonaro por sua ‘fealdade’, mas porque são potenciais adversários de Lula com chances de vitória.

 

 

Primeira Edição © 2011