"Rui abandonou Guarda Municipal", denunciam agentes

15/07/2017 10:14

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Em abril deste ano, ao firmar convênio com o Tribunal de Justiça para proteger a sede do TJ e o Fórum da Capital, acionando agentes da Guarda Municipal, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) anunciou um engajamento cada vez maior da Prefeitura no combate à violência urbana da capital, mas tudo parece não ter passado de um discurso de boas intenções.

Na última terça-feira (4), denunciando o “mais completo abandonado” da Guarda Municipal, integrantes do órgão de proteção ao patrimônio público do Município ‘se aquartelaram’ em protesto contra a decisão do prefeito de ignorar a mobilização da categoria em torno de reajuste salarial.

 

PARALISAÇÃO

É RESPOSTA

- O prefeito Rui Palmeira não tem nenhum compromisso com a Guarda Municipal, que está entregue às baratas, por isso decidimos por um aquartelamento de 14 horas – disse o líder Carlos Pisca, acrescentando que a GM de Maceió está completamente desintegrada por falta de apoio do prefeito.

- Temos cerca de 700 homens, mas não existem coletes de proteção a balas, as viaturas estão destroçadas, com pneus carecas, a sede do órgão está imprestável, e o prefeito não dá o mínimo para nossas reivindicações – salientou.

Segundo o agente, o que a Guarda Municipal tem utilizado são ferramentas de trabalho doadas pela Polícia Federal e até pela Polícia Civil, isto porque a prefeitura não investe na entidade.

 

DESEMPENHO

EM QUESTÃO

O desempenho da Guarda Municipal tem sido questionado pela sociedade, que só consegue ver os agentes trajados de azul e armados de cassetetes na área central, isto é, nos calçadões do Comércio, onde já é constante a presença de PMs.

Além da falta de condições de trabalho, a Guarda Municipal de Maceió ainda não conseguiu autorização para portar armas de fogo, o que torna seus agentes absolutamente impotentes diante da delinquência armada e disposta a matar e morrer.

 

VENCIMENTOS

CONGELADOS

Líderes dos agentes afirmam que, somado à precariedade do ambiente operacional, também atua negativamente a desatenção de Rui Palmeira para com a reivindicação salarial dos guardas municipais que, a exemplo dos demais funcionários da Prefeitura maceioense, continuam com ‘os salários congelados’.

Eles garante que, de acordo com  os próprios dados financeiros disponibilizados pela Municipalidade, existem sim condições para a concessão de um reajuste inicial de 6,29%, que foi o IPCA de 2016, embora a categoria reivindique uma reposição total de 16% incluindo perdas inflacionárias e pequeno ganho real.

 

POSIÇÃO DO

OUTRO LADO

A Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (Semscs) divulgou nota informando que “a mesa de negociação com os servidores municipais está mantida” e ressaltando que “a Prefeitura acordou com os sindicatos um prazo de 90 dias, durante os quais espera que haja melhora nos indicadores financeiros do município para a negociação de uma proposta sustentável. Além do pagamento dos salários em dia, a Prefeitura tem mantido outros compromissos com os servidores, assegurando a atualização das progressões de carreira”. 

 

GREVE GERAL

SERÁ RETOMADA

Convencidos de que o prefeito dispõe de meios para reajustar os salários de todo o funcionalismo, cobrindo ao menos a inflação de 6,29% apurada pelo IBGE no ano passado, os servidores da Prefeitura continuam se organizando para a deflagração de uma greve geral, mesmo diante das ameaças de que será cumprida a determinação de cortar o ponto dos grevistas.

O líder sindical Sidney Lopes afirma que, em defesa da dignidade profissional e das condições de sobrevivência de cada um, os funcionários municipais de Maceió não podem esmorecer diante da ameaça de corte do ponto durante a paralisação em defesa de reposição salarial.

 

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