Com rombo de R$ 60 mi, Rui propõe mudar Previdência

Prefeito apoia reformas do presidente Michel Temer

14/05/2017 09:32

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Associação dos Semnários de Alagoas

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A Previdência dos servidores públicos da Prefeitura de Maceió registrou um déficit de R$ 60 milhões no ano passado, um rombo que deverá crescer, neste ano, considerando que o número de aposentados tende a crescer em velocidade muito maior do que o aumento da contribuição dos funcionários efetivos.

Para conter a sangria, já que a Prefeitura está tirando até R$ 5 milhões mensais de seu orçamento para pagar os proventos dos aposentados e pensionistas, o prefeito Rui Palmeira está ultimando um projeto com modificações no sistema previdenciário do Município, que funciona com dois fundos de pensão, sendo que um de R$ 3,5 milhões e outro de R$ 5 milhões.

Durante a semana, em entrevista, Palmeira defendeu urgência para as reformas que estão tramitando no Congresso Nacional, mesmo admitindo não conhecer o teor dos projetos, já que não está mais atuando na Câmara dos Deputados.

 


Segundo o prefeito, o valor aportado representa muito dinheiro para a realidade de Maceió, mesma situação de outros municípios brasileiros. “Alguma coisa tem que ser feita, mas agora precisa frear esse rombo previdenciário que numa hora vai estourar. É algo que nos aflige e aos municípios que têm regime próprio de Previdência. Está todo mundo muito preocupado com isso”, declara Palmeira.
Afirmando que, somente em 2016, a Prefeitura teve que alocar em torno de R$ 60 milhões, “dinheiro que sai do Tesouro Municipal para o Instituto de Previdência, porque a conta não fecha”, o prefeito disse que vai encaminhar projeto à Câmara Municipal para equilibrar o sistema e evitar problemas mais sérios no futuro.
Palmeira diz que as regras para aposentadoria não serão alteradas e assegura: “Nem vamos aumentar a alíquota do servidor do município. O que a gente quer fazer é reequilibrar os fundos”.
Enquanto defende as reformas do governo Michel Temer, o prefeito de Maceió diz acreditar que a PEC da Previdência, em votação na Câmara e Senado não terá reflexos com mudanças no sistema previdenciário do Município.

Acrescentou ainda que “então nós queremos fazer um reequilíbrio desses fundos obviamente respeitando a questão atuarial. Nós temos um estudo do Banco do Brasil contratado pelo Município para fazê-lo e esperamos com esse reequilíbrio fazer com que o Município pare de fazer todo mês esse aporte que é muito alto para o Município. Pesa muito e é um dinheiro que a gente poderia estar fazendo obra, investimento em educação, saúde e infraestrutura”.

Primeira Edição © 2011