Alckmin volta a defender prévias para candidatos ao Poder Executivo

14/03/2017 13:47

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Estadão Conteúdo

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a defender nesta terça-feira, 14, a realização de prévias no partido para escolher o candidato a presidente nas eleições de 2018. Um dos tucanos que disputa uma indicação para ser o candidato a disputar o Palácio do Planalto, Alckmin afirmou que fazer prévias remonta ao que o PSDB fez desde o início. Depois de admitir que tem interesse em ser candidato a presidente, Alckmin ainda não confirmou que vai disputar as prévias no partido para concretizar o desejo.

Durante a visita a uma escola no bairro Jardim das Esmeraldas, na zona oeste da capital paulista, Alckmin disse que o PSDB tem duas opções: escolher o candidato entre quatro ou cinco pessoas ou abrir para a militância a eleição do presidenciável. “A democracia começa dentro de casa. A prévia não divide, a prévia escolhe. Você pode escolher na mesa, com quatro ou cinco pessoas, ou pode escolher ouvindo os que participam da vida partidária, 20, 30 mil pessoas”, disse. “Quanto mais você ouve, menos você erra.”

O tucano lembrou que o partido adotou o sistema de prévias na primeira eleição presidencial que disputou. “Quando o PSDB nasceu já era assim, o primeiro candidato a presidente do PSDB foi Mário Covas, em 1989, ele era candidato único e o partido fez prévia”, citou.

Para Alckmin, o maior exemplo de democracia dentro dos partidos está no modelo norte-americano, pois tem apenas duas legendas e realiza primárias para escolher os candidatos. “Não existiria um Obama sem primária. Ele não era do establishment, só chegou lá porque os Estados Unidos têm um modelo democrático, que é o das primárias. Então eu defendo prévia para tudo, prefeito, governador e presidente”, afirmou.

Perguntado se admitia concorrer às prévias no PSDB, Alckmin desconversou. “Não porque este ano não tem eleição. Estamos em ano ímpar e eleição é em ano par. Este ano só se for presidente do Santos Futebol Clube”, brincou.

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