Polícia investiga cemitério clandestino de animais em terreno do Neafa

Investigações das mortes de animais, que estavam sob proteção de ONG, continuam.Ministério Público e OAB acompanham o caso

09/08/2015 09:46

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Redação

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A Polícia Civil, (PC), mantém as investigações no intuito de identificar o(s) autor(es) dos envenenamentos e mortes de vários cachorros que estavam sob cuidados do Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis, (Neafa), localizado a poucos metros da Praça Gonçalves Ledo, no bairro do Farolo, em Maceió.

O crime foi registrado em dezembro do ano passado e até hoje muito mistério e troca de acusações entre policiais que investigam o caso e a direção do Neafa, que desmente envolvimento com as mortes dos animais, dificulta o final do processo, que é acompanhado pela Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil, (OAB), Seccional Alagoas e o Ministério Público Estadual, (MPE).

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Neste final de semana a Perícia Oficial divulgou a informação que equipes da PC estiveram – após uma denúncia – em um terreno de propriedade da ONG, onde foi constatada a existência de um cemitério clandestino de animais. No espaço foram recolhidos ossos e carcaças inteiras, algumas ainda com couro, enterradas de forma irregular. Algumas das ossadas estavam na superfície "devido à ação da chuva e do tempo", aumentando o risco de contaminação do solo e do lençol freático, que deverá passar por uma análise feita por técnicos do Instituto do Meio Ambiente, (IMA).

Outro fato confirmado na descoberta é que alguns dos animais foram colocados dentro de sacos plásticos e, alguns ainda apresentavam forte odor

Tudo foi levado para o Instituto de Criminalística, (IC, onde a perita criminal e médica veterinária Bárbara Fonseca, identificou que o material colhido era de cães e gatos desovados no terreno a vários meses. Na Nota encaminhada a imprensa é citado que a perita, devido ao estado de decomposição dos animais, não pôde diagnosticar as possíveis doenças que eles haviam adquirido.

A direção do Neafa informou que o período da morte de parte dos animais desovados teria sido o mês de dezembro, quando alguns deles foram mortos envenenados. Mas a confirmação só poderá ser atestada após a conclusão do laudo.  

Pela análise das características e aparência dos que estavam em estado mais recente de decomposição, Bárbara Fonseca acredita que a data é condizente. 

A assessoria de comunicação do Neafa disse que, por enquanto, a ONG não comentaria o assunto, mas que, atualmente, animais que morrem devido a doenças ou velhice são encaminhados para uma empresa especializada em incineração. Segundo o núcleo, as carcaças encontradas são antigas e a medida de incinerar foi adotada no final do ano passado, já que antes não existia em Maceió nenhuma empresa que pudesse fazer o serviço.

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