A Alagoana que faz a diferença na educação.

07/04/2013 09:19

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Por> Professor José Queiroz de Oliveira

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Neste domingo acordei cedo para curtir mais um dia longe da minha família, o que não tem sido fácil. Dei uma busca rápida nas redes sociais e encontrei um post do querido professor Eduardo Setton sobre a Larissa Maranhão, resultado: muita emoção, alegria, pulsação intensa como intensa é a vontade de abraçar esta jovem que, apesar da pouca idade, tem a consciência que se estamos aqui neste mundo para uma passagem rápida, só nos resta compartilhar o amor na sua mais pura forma.
A Larissa escolheu dedicar-se a educação. Todos nós alagoanos sabemos que ostentamos os piores índices educacionais do país. E o pior, a gestão que poderia reverter esta situação é caótica para não utilizar outras qualificadoras mais contundentes.
O Movimento Pelo Nordeste o qual tenho a honra de coordenar está viabilizando algumas ações importantes na área educacional para acontecerem entre 2013/2014, que por certo produzirão grandes reflexões e com muita fé resultados animadores.
Mais leiam um pouco sobre a Larissa nesta matéria da revista Veja que reproduzo abaixo, mas não deixem de acessar o vídeo com ela, é apaixonante. No final do post está o link.
O estado de Alagoas ostenta alguns dos piores índices do país quando o assunto é leitura. Segundo dados da Prova Brasil, avaliação que mede a qualidade da educação pública no ciclo básico, apenas 13% dos estudantes dominam os conhecimentos esperados de língua portuguesa ao final do 5º ano do ensino fundamental. No 9º ano, a situação é ainda mais dramática: só 8% aprendem o que deveriam. Isso significa que quase todos os alunos alagoanos completam nove anos de instrução acadêmica sem capacidade para compreender o conteúdo de um texto simples. É triste para cada um deles, e um desastre para o Brasil.
Larissa Maranhão (assista ao vídeo), de 18 anos, nasceu e cresceu em Alagoas. Ao contrário da esmagadora maioria dos jovens de seu estado, contudo, tem intimidade com as letras – e paixão por elas –, fruto da educação recebida em uma boa instituição de ensino privada e do apreço de sua família pelo conhecimento. Um exemplo: Larissa passou a infância em meio aos 10.000 livros acumulados pelo avô em uma biblioteca particular e, ainda pequena, recitava versos do poeta Gonçalves Dias. O apreço pelo conhecimento adquirido pela leitura trouxe consigo a preocupação com aqueles que não dominam as letras. “Sociedade que escreve bem, funciona bem. E o Brasil está longe de atingir esse ideal”, dizia Larissa no vídeo em que apresentou sua inscrição no Prêmio Jovens Inspiradores – primeira etapa da jornada que consagrou a alagoana uma das vencedoras do concurso.
O vídeo revelou uma combatente. E o inimigo que ela elegeu combater foi descoberto por acaso. Ao concluir o ensino médio, Larissa atingiu uma meta perseguida por milhões de jovens brasileiros: a nota 1.000, máxima pontuação possível, na temida prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A dissertação exemplar virou notícia e, além de congratulações, Larissa passou a receber pedidos de ajuda via internet e redes sociais. “Se esse feito foi visto com destaque em âmbito nacional, imagine em um estado pequeno com o mais alto índice de analfabetismo do Brasil”, diz Larissa. “Muita gente me adicionou no Facebook em pouco tempo.” Eram jovens como ela, ansiosos por aprovação no vestibular ou simplesmente por conhecimento. Larissa poderia ter se deitado sobre os louros. Preferiu sentar-se à escrivaninha e, computador em mãos, responder uma a uma as mensagens enviadas. Comentava as redações recebidas, oferecia análises personalizadas, apontava os pontos fracos, ressaltava as qualidades.
Os pedidos de ajuda ganharam tal volume que Larissa migrou para um blog, batizado Enem RED, onde compartilha informações com mais gente. O modelo segue ativo. A cada 15 dias, apresenta um tema para dissertação, além de textos de apoio, no formato dos grandes vestibulares. Todas as redações enviadas são corrigidas e ninguém fica sem resposta – garante Larissa. Adicionalmente, a cada quinze dias, um professor convidado dá orientações complementares.

Em breve, o Enem RED se converterá em um portal, oferecendo também subsídio àqueles que buscam ajuda em matemática.
Parabéns Larissa e conte com o Movimento pelo Nordeste, vamos cerrar fileiras juntos.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/larissa-maranhao-a-alagoana-que-quer-construir-um-pais-de-letrados

Primeira Edição © 2011