Nave realiza voo mais rápido da história até Estação Espacial Internacional

29/03/2013 05:44

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CNN com agências internacionais

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A nave russa Soyuz TMA-08M realizou o voo mais rápido da história entre a Terra e a Estação Espacial Internacional. O foguete, com três tripulantes a bordo, se acoplou com sucesso nesta sexta-feira (29) à ISS (sigla em inglês), menos de seis horas depois de ser lançado.

A Soyuz se encaixou com sucesso à estação às 22h28 (1h28 horário de Brasília), cinco horas e 45 minutos após o lançamento. Ela havia decolado do cosmódromo russo de Baikonur, no Cazaquistão, às 02h43 (17h43 de quinta-feira (28) no horário de Brasília).

"O acoplamento aconteceu em regime automático e na hora prevista", disse um porta-voz da Roscosmos, a agência espacial russa, citado pela agência oficial "RIA Novosti".

A nave levou à plataforma orbital os cosmonautas russos Pavel Vinogradov e Aleksandr Misurkin e o astronauta norte-americano Christopher Cassidy.

Os recém-chegados são recebidos pelos atuais tripulantes da ISS: o canadense Chris Hadfield, o russo Roman Romanenko e o norte-americano Tom Marshburn.

A viagem
O voo durou bem menos que os dois dias que astronautas e cosmonautas tradicionalmente levam para percorrer o trajeto entre a Terra e a Estação Espacial.

Reportagem da rede de televisão norte-americana "CNN" explica que, apesar de estar a menos de 400 quilômetros de distância da Terra, a estação está sempre em movimento. Isso obriga a nave a ter de dar várias voltas ao redor da Terra até alcançar a ISS. Em geral, o foguete percorre 16 vezes a orbita da Terra. A Soyuz precisou orbitar apenas quatro vezes antes de se juntar à estação.

A escolha da via "expressa" aconteceu depois que a Rússia lançou com sucesso para a ISS três naves não-tripuladas nos meses de agosto e outubro de 2012 e fevereiro de 2013. Os foguetes chegaram à estação orbital em seis horas.

A opção por essa via mais rápida permitiu que a tripulação da Soyuz economizasse 45 horas de viagem e antecipasse em 5 meses e meio o cronograma da missão, segundo a "CNN". (Com agências internacionais)

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