Policiais da UPP da Mangueira são feridos durante abordagem

Um PM foi atingido por uma pedrada; outro sofreu um corte com caco de vidro

07/12/2012 05:30

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R7

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Dois policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Mangueira ficaram feridos, na madrugada desta sexta-feira (7), após serem atingidos por objetos jogados por moradores. Os policiais foram ao local para verificar a informação de que traficantes haviam invadido o antigo prédio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística).

Ao chegarem, os dois PMs foram atingidos por objetos. Um deles foi ferido com uma pedrada e o outro sofreu um corte com um caco de vidro.

Após o confronto, os policiais pediram reforço e um suspeito de participação na agressão foi detido. Ele chegou a ser levado para a Delegacia de São Cristóvão (17ª DP), no entanto, foi liberado após verificação da ficha criminal.

Morte de policial de UPP

Nesta quinta-feira (6), morreu o policial militar Fábio Barbosa da Silva, de 38 anos, baleado na cabeça e na perna durante troca de tiros com criminosos no Complexo do Alemão.

Ele foi enterrado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste do Rio, às 16h30. O sepultamento teve honras militares. Barbosa deixou mulher e um filho de 9 anos.

O cabo teve morte cerebral no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio. O militar ingressou na corporação em 22 de janeiro de 2001 e desde setembro de 2012 prestava serviço à UPP Alemão.

O coordenador-geral das UPPs, coronel Rogério Seabra, lamentou a morte do policial e reafirmou o compromisso da instituição em preservar vidas e liberdades nas comunidades pacificadas. As buscas para encontrar os responsáveis pelo crime continuam.

Fábio fazia patrulhamento na localidade conhecida como Areal, quando foi surpreendido por bandidos armados. Ferido, ele foi encaminhado para o Hospital Estadual Getulio Vargas, na Penha, e depois foi transferido para o Hospital Central da Polícia Militar. O cabo chegou a ser operado, mas não resistiu.

Parque Proletário

O mês de novembro, quando a retomada do Complexo da Penha e do Complexo do Alemão, na zona norte, fez dois anos, houve registro de vários confrontos.

No dia 27 de novembro, um adolescente foi apreendido por policiais da UPP Parque Proletário, após uma troca de tiros na rua Seis. Na ocasião, houve tiroteio e os suspeitos fugiram, mas o jovem foi localizado após buscas no local. No mesmo dia, o jovem Gledson Paiva de Souza, conhecido como Novinho, de 23 anos, morreu em um troca de tiros com PMs da UPP Nova Brasília.

Em represália pela morte, no dia 28 de novembro, PMs da UPP Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, foram atacados a tiros. Bandidos dispararam contra uma viatura na localidade do Grotão e contra um contêiner que serve como base da UPP na localidade da Merendiba. Ninguém ficou ferido.

No mesmo dia, policiais da UPP Parque Proletário se envolveram em um confronto com traficantes na comunidade, pouco depois das 21h. Segundo a CPP, os PMs estavam em patrulhamento pela rua Seis, quando viram um grupo suspeito próximo à esquina com a rua Vinte e Nove. De acordo com a polícia, depois que PMs deram a ordem para que os suspeitos encostassem no muro para serem revistados, dois deles atiraram contra os policiais, que revidaram. O grupo conseguiu fugir e ninguém ficou ferido.

No dia 29, os bandidos voltaram a disparar tiros na comunidade Parque Proletário, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. Policiais ouviram estampidos e foram às ruas para tentar prender os responsáveis pelos disparos, mas ninguém foi encontrado.

Os Complexos do Alemão e da Penha receberam oito UPPs entre abril e agosto deste ano.

Primeira Edição © 2011