Após brigar com os pais, garota simula o próprio sequestro e é presa em São Vicente (SP)

07/12/2012 15:44

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Brigou com os pais, saiu de casa e foi presa por estelionato ao simular o próprio sequestro. Policiais da Deas (Delegacia Antissequestro) de Santos (72 km de São Paulo) descobriram a farsa na noite dessa quinta-feira (6). Outros cinco homens que participaram do crime também estão detidos e responderão pelo crime de extorsão.

A jovem, de 21 anos e que não teve a identidade revelada, mora com a família em São Vicente (65 km de São Paulo), onde o grupo foi detido. Após uma discussão, partiu para a casa da tia, onde disse ter recebido o telefonema de “um moleque”. “Foi quando eu peguei [sic] e planejamos tudo”, disse, em entrevista à TV Tribuna.

A moça afirmou não ter tido a intenção de tirar dinheiro dos pais: queria saber o quanto eles gostam dela. Porém, quando parentes a localizaram pelo celular, fez de conta que tinha sido levada. O grupo que contou tê-la sequestrado pediu dinheiro aos pais dela em troca de sua libertação.

“Ela pegou o telefone e simulou choro, simulou sofrimento, deixou os familiares superpreocupados. Ela participou efetivamente falando com a mãe ao telefone”, disse o delegado Carlos Alberto da Cunha, para explicar por que a jovem também está detida.

“Quando eu vi minha mãe e minha tia aqui [na sede da Polícia Civil em Santos, onde se registrou a ocorrência], eu fiquei muito, muito, muito abalada. O coração acelerou. Eu jamais queria fazer isso”, declarou a moça.

Segundo informações da Deas, a jovem foi levada à cadeia anexa ao 2º DP (Distrito Policial) de São Vicente. Ela responderá pelo crime de estelionato e poderá ficar entre um e cinco anos na cadeia.

Se for ré primária –o que não foi informado pela Deas–, há possibilidade de que a pena se resuma a prisão em regime semiaberto ou aberto e ao pagamento de multa. A polícia indiciou os cinco homens que participaram da farsa por extorsão e os conduziu à cadeia anexa à Delegacia Sede de São Vicente.

Hoje (7) à tarde, eles deverão ser transferidos ao CDP (Centro de Detenção Provisória) local. Poderão ser condenados à prisão por quatro a dez anos, com aumento da pena em até um terço do tempo pelo fato de terem cometido o crime em grupo. 

Primeira Edição © 2011