Cemitério de cães é encontrado em faculdade investigada por extermínio

Polícia gaúcha vai abrir um novo inquérito sobre a denúncia de matança de cachorros no hospital veterinário da Universidade Luterana do Brasil, em 2008. No terreno foram encontrados animais mortos recentemente.

21/11/2012 05:27

A- A+

Redação

compartilhar:

A polícia gaúcha vai abrir um novo inquérito sobre a denúncia de matança de cachorros no hospital veterinário da Universidade Luterana do Brasil. Os investigadores descobriram ossadas de animais em um terreno da Ulbra.

Peritos estiveram nesta terça-feira (20) no local onde os cachorros eram descartados, em um terreno que fica dentro do campus da universidade. As ossadas estavam embaladas em sacos plásticos e atiradas a céu aberto. Elas foram encontradas pela equipe do Ministério Público, que investiga o caso. A área foi indicada por um ex-funcionário que teria participado da matança dos animais em 2008.

O que chamou atenção da polícia foi que entre as ossadas depositadas no local há mais de quatro anos, também foram encontrados cães mortos recentemente. A própria reitoria da Ulbra, com base em informações da direção do hospital veterinário da universidade, acredita que as mortes ocorreram há cerca de 15 dias.

Representantes da universidade registraram ocorrência na polícia.

“Isolamos o local, colocamos dois vigilantes permanentemente no local até que a polícia faça a perícia. Parece ser prova plantada, ou seja, alguma coisa querendo incriminar a universidade pelo que ela não fez", analisa o diretor-jurídico da Ulbra, Jonas Dietrich.

Imagens gravadas por celular mostram os cães, inclusive filhotes, recebendo injeções letais. Segundo a denúncia, as ordens para matar os cachorros eram dadas pela veterinária Carla Koeche, que na época era vice-diretora do hospital. Ela nega as acusações.

A polícia vai investigar se os crimes continuam a ser praticados no hospital veterinário.

“Nós estamos instaurando um novo inquérito policial, não só para apurar a questão ambiental relativa ao descarte destes animais em local que a gente não sabe se é adequado, como também a origem destes animais, quem fazia este descarte, porque eles estavam lá”, aponta a delegada Sabrina Deffenti.

Assista a reportagem do Jornal Nacional

Primeira Edição © 2011