Cerca de 10 mil presos anunciam que se somarão à greve de fome na Turquia

05/11/2012 06:21

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EFE

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Quase 10 mil presos curdos anunciaram que se somarão nesta segunda-feira à greve de fome que outros 682 já estão realizando em defesa dos direitos da população curda.

A agência pró-kurda 'Firat' reproduz um comunicado que informa sobre a adesão ao protesto 'em nome de todos os presos do Partido dos Trabalhadores de Curdistão (PKK)' 'exceto idosos, crianças e doentes'.

Os participantes da greve, que começou em 12 de setembro e completa hoje 55 dias, exigem o direito de se defender nos tribunais em curdo, sua língua materna, e que esta seja introduzida no ensino primário.

Além disso, pedem para suspender o regime de isolamento de Abdullah Öcalan, o líder do PKK, preso desde 1999, para que possa participar de uma solução negociada do conflito curdo.

Bülent Arinç, vice-primeiro-ministro da Turquia, reiterou hoje à emissora 'NTV' que as duas primeiras reivindicações 'já estão sob análise'.

Ele se referiu ao programa político de seu partido, e declarou que esse tipo de proposta deve ser tratado no Parlamento, e não através de outras ações.

'Conclamo todos a pôr fim à greve de fome', disse Arinç.

Há duas semanas, os manifestantes que apoiam a greve de fome e a polícia entraram em confronto quase diariamente em várias cidades turcas. 

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