Arranjos Produtivos Locais discutem oferta de crédito para cooperativas com BNB

Mais de nove mil produtores participam de cooperativas dentro do território dos arranjos

23/10/2012 05:51

A- A+

Divulgação

compartilhar:

Na tarde desta segunda-feira (22), gestores do Programa de Arranjos Produtivos Locais (PAPL), coordenado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), em parceria com a Desenvolve – Agência de Fomento de Alagoas e o Sebrae/AL, estiveram reunidos com a diretoria do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

O encontro, que aconteceu na unidade Jaraguá da Seplande, discutiu linhas de crédito para o fomento ao cooperativismo dentro dos arranjos e apresentou ao banco as oportunidades de negócio dentro das cadeias.

Na ocasião, a diretora de Arranjos Produtivos Locais (APL), Fátima Aguiar, apresentou o funcionamento do programa e suas modificações ao longo dos últimos anos. “Através do PAPL, o Governo do Estado tem conseguido atingir essa parcela de pequenos produtores de uma forma mais eficiente. Com o passar do tempo fomos identificando as necessidades e potencialidades de cada região e neste ano conseguimos estender o grupo para 18 APLs, envolvendo micro e pequenos empreendedores do agronegócio ao turismo”, explicou.

De acordo com os dados referentes à parte dos APLs em funcionamento até agora, todo o programa abrange mais de 30 cooperativas, o que corresponde a mais de nove mil produtores envolvidos. Dentro do APL Ovinocaprinocultura no Sertão de Alagoas, um dos mais antigos em andamento, por exemplo, são cinco cooperativas, depois da mudança da então associação Natucapri, e nove associações.

“O APL abrange a bacia leiteira, todo o alto e médio sertão, produzindo leite e derivados, carne e o beneficiamento de couro. Esse último é um dos processos mais complexos realizados pelos nossos produtores”, relatou o gestor do APL Ovinocaprinocultura, Reginaldo Guedes.

Já o APL Horticultura no Agreste, um dos mais novos, com quatro anos de atuação, conta com três grupos formalizados. “Por ser um APL novo, ainda assessoramos um número menor de produtores e precisamos de investimentos para o segmento.

Nesse momento, qualquer recurso que possa ser concedido para esses produtores é muito bem vindo, poderíamos diversificar as culturas, a exemplo da introdução dos fitoterápicos agora. Algumas espécies de hortaliças muito importantes são trazidas de outros estados, temos produtores e uma terra rica, poderíamos desenvolver isso aqui mesmo”, ressaltou o gestor do APL Horticultura, Humberto Sant’Anna.

Depois das apresentações, o gerente de microfinanças do BNB, Alysson Palladino, exaltou a quantidade de oportunidades de investimentos que os arranjos abrigam em seus territórios e deixou claro o interesse do banco em facilitar o acesso ao crédito. “É fato que o BNB precisa estar mais envolvido com vocês, pontualmente.

Cada gestor desempenha um papel que difere do outro, então por isso necessitam da intervenção de um técnico diferente, que possa orientá-los da melhor forma possível. Vamos levar o que vimos aqui para a nossa equipe e nos comprometemos em apresentar um retorno satisfatório”, concluiu Alysson.

Primeira Edição © 2011