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Superavit primário do governo central recua em junho e no ano

31/07/2012 13:42

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Folha.com

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O volume economizado pelo governo para pagar juros da dívida caiu 28% em junho para R$ 1,3 bilhão, ante superavit primário de R$ 1,8 bilhão registrado em maio. Na relação mensal, esse é pior resultado desde junho de 2010 (R$ 668 milhões).

Com isso, o resultado primário do primeiro semestre também ficou abaixo do registrado na primeira metade do ano passado. Nos primeiros seis meses deste ano, o governo central (formado pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) economizou R$ 48,1 bilhões, 14,1% a menos do que no mesmo período de 2011.

Apesar da queda, o governo conseguiu cumprir no primeiro semestre praticamente 50% da meta de superavit primário para o ano, que é de R$ 96,97 bilhões. Isso ocorreu devido aos bons resultados registrados nos primeiros meses de 2012. Até abril, o resultado primário no ano já chegava a R$ 45 bilhões e superava o volume economizado no mesmo período de 2011.

A queda do superavit em junho foi reflexo de uma retração de 1,9% na receita total e de uma alta de 5,8% no conjunto de despesas. No semestre, a receita cresceu (8,7%), mas num ritmo menor que os gastos (12,5%).

O crescimento menor da arrecadação do governo se deve a desaceleração da economia, o que reduziu o recolhimento de impostos sobre a lucratividade das empresas e sobre a produção industrial, por exemplo. Além disso, o governo tem aberto mão de receita, concedendo desonerações para alguns setores como o automotivo, com objetivo de tentar estimular a recuperação da atividade.

No acumulado em 12 meses, o superavit primário em relação ao PIB caiu para 2%.

Separadamente, o Tesouro Nacional registrou saldo positivo de R$ 4,1 bilhões, enquanto que a Previdência Social e o Banco Central apresentaram deficits de R$ 2,8 bilhões e R$ 79,7 milhões, respectivamente.

ENTENDA

Superavit primário é o quanto de receita o governo consegue economizar, após o pagamento de suas despesas, sem considerar os gastos com os juros da dívida.

Como o governo precisa reduzir a proporção da dívida pública em relação ao PIB, essa economia de receitas tem sido usada para pagar os juros desses débitos de modo a impedir seu maior crescimento e sinalizar ao mercado que haverá recursos suficientes para honrá-los no futuro.

Nos últimos anos, o governo brasileiro tem mantido uma política de superavit altos quando comparados aos resultados obtidos pela maioria dos outros países.

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