Crianças podem sofrer traumas psicológicos após acidentes de trânsito, alerta psicóloga

30/07/2012 14:21

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Assessoria

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Uma recente pesquisa realizada pela ONG Criança Segura, subsidiada por dados do Ministério da Saúde, alertou para uma realidade pouco conhecida: Alagoas é o quinto estado do Nordeste na lista de mortes de crianças de até 14 anos causadas por acidentes de trânsito. Esses acidentes, quando não fatais, podem deixar marcas permanentes nos envolvidos, principalmente nos mais jovens.

A psicóloga do Hapvida Saúde, Lívia Vieira, alerta para o cuidado que tem de ser tomado pelo responsável do menor. “Logo após o acidente, a lembrança do que ocorreu é constante e pode perturbar até durante o sono”, conta. O trauma pode se tornar estado permanente na vida da vítima, mas, se bem tratado, o resultado pode ser eficaz. “O acompanhamento psicológico ajuda a vítima a lidar com isso de forma que não lhe seja prejudicial no futuro”.

Lívia destaca a importância de ser contada a verdade sempre, e explicar como e o que aconteceu. Deste modo, a criança poderá fazer sua própria avaliação, no seu ponto de vista. “Quando crescerem, é possível que tenham medo de sentar ao volante ou de atravessar uma rua, mesmo na faixa de pedestre. Eles têm de entender desde pequenos os riscos reais e saber que a melhor forma de prevenir acidentes, é sendo prudente”, conclui.

É importante que o psicólogo sente com a criança e ouça o que ela lembra, o que ela tem a dizer. Se a vítima tiver idade capaz de entendimento, na faixa dos 8 aos 16 anos, esse trabalho necessita ser mais pontual, pois as chances de trauma são maiores. Em alguns casos, é necessária a intervenção com medicamentos.

Acidentes de trânsito podem ser causados não só por capotamento ou batida, mas também por atropelamento. O trauma pode decorrer em grandes chances também se o jovem presenciou algum acidente envolvendo alguém com vínculo próximo, como genitores, irmãos ou avós.

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