Cães também contraem doenças sexuais. Conheça o tumor venéreo transmissível

30/07/2012 08:50

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Jessica Pacheco

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Você sabia que os cães também contraem doenças sexuais? É o que os médicos veterinários chamam de TVT, o Tumor Venéreo Transmissível, tratado com quimioterapia e que pode levar o animal a morte caso não seja diagnosticado com rapidez ou não tenha o tratamento devido.

Arquivo PEEssa doença é mais comum em animais de rua, pois só através do coito, da lambida ou da cheirada que a célula tumoral é transmitida, então, segundo a médica veterinária Rafaela Pastl consultada pelo Primeiro Edição, o indicado é que o animal não fique solto na rua.

Atualmente, a ONG de proteção animal de Maceió, o GVAM, e a médica veterinária vêm tratando diversos animais de rua portadores do TVT. É um trabalho voluntário, feito por ambas, para que o problema não venha se tornar uma epidemia na população canina de rua.

Entenda o TVT

Como a médica veterinária, Rafaela Pastl, já adiantou, não é apenas pelo coito que a doença é transmitida, mas também pelo contato com a célula tumoral. Dessa forma, a especialista alerta que não há tratamento preventivo contra a doença e por isso a melhor maneira é ter cuidado com seu cãozinho de estimação.

Divulgação/GVAM

“Os animais castrados diminuem o risco de contaminação, mas como há a contaminação por via oral, ainda existe o risco”, explicou ela. “O principal cuidado seria mesmo não deixar o animal solto na rua”, alertou.

Tanto os machos quanto as fêmeas podem contrair o TVT, por isso é necessário ficar atento para os sinais da doença que, segundo a veterinária, começam com o aparecimento de uma secreção ‘sanguinolenta’ e em seqüência, os tumores.

Divulgação/GVAM“Nas fêmeas, o aparecimento do tumor na vulva pode chegar ao útero, provocando a ruptura da parede do órgão, causando uma hemorragia. Nos machos, acontece na base do pênis chegando até a ponta do órgão”, explicou veterinária.

Contudo, ainda de acordo com ela, o TVT pode afetar também outras partes do corpo do animal.

“Muitas vezes os cães também sofrem com os tumores na cabeça, ao redor dos olhos, boca, nariz, enfim, pode inclusive corroer os ossos, causar cegueira”, resumiu a especialista, alertando para o risco de morte.

De acordo com a Dra. Rafaela, a dor que o TVT provoca no animal também é intensa, ‘ele sente como se estivesse corroendo’, disse ela. Isso pode levá-lo a não ingerir água ou alimento e até dificultar a respiração.

O tratamento do TVT é feito através de sessões de quimioterapia, para tentar matar a célula tumoral. No final do tratamento, ainda é recomendável que o animal passe por uma cirurgia de castração, para evitar nova contaminação via coito.

Sobre o contágio ao homem, a especialista afirma que não há perigo para o ser humano.

Tratamento de Animais em Maceió

Como havia sido citado, a médica veterinária e o Grupo Vida Animal de Maceió (GVAM) vem realizando um tratamento intenso de animais com TVT em Maceió. É um trabalho solidário entre os voluntários e a Dra. Rafaela Pastl, que contam também com a boa vontade da população de Maceió.

Divulgação

O objetivo é não deixar que a doença se propague na população canina de rua em Maceió.

“Finalizamos o tratamento de dois machos, a última aplicação de quimioterapia foi na quinta-feira [26]. Começamos agora com uma fêmea e estamos esperando outra, mas o pessoal não está mais encontrando a dona do animal”, explicou a Dra. Rafaela.

A cadela a qual a especialista se refere é, segundo o GVAM, de uma senhora alcoólatra que cata lixo na rua, não tem lugar fixo e possuem outros animais, por isso o animal será recolhido pelos voluntários. Contudo, há alguns dias a dona e a cadela não estão sendo mais encontradas. De acordo com a ONG, o cadelinha precisa de tratamento com urgência, já que seu tomar está em estágio avançado.

Divulgação/GVAMO trabalho é realizado da seguinte forma: O GVAM recolhe o animal da rua ou de pessoas de baixa renda, que não tem condições de angariar com o tratamento, e encaminham o animal para a Dra. Rafaela que faz seu trabalho, enquanto ONG tenta angariar ajuda para o tratamento, seja com doações em dinheiro, ou dos medicamentos e matérias para o tratamento.

“Quero fazer um agradecimento especial a Dra. Rafaela Pastl que tem dado um grande apoio e ajuda aos nossos casos de TVT. Desde o caso do cão ‘Batatinha’ [Conheça a história do Batatinha], que elas apóia o GVAM, então gostaria de fazer esse agradecimento aqui para que ela as pessoas saibam o quanto somos gratas por isso”, disse Luceli Mergulhão, coordenadora do GVAM.

Para que os cães de rua em Maceió continuem sendo ajudados, a população tem contribuir com o trabalho da ONG. Dessa forma, quem puder ajudar com doações em valores ou em material, alimento e medicação basta entrar em contato com a coordenadora do GVAM, Luceli Mergulhão, pelos números (82) 9625.3013 ou (82) 8888.6570. Para contribuir em valores, o GVAm possui uma conta que segue abaixo.

CONTA PARA OS DEPÓSITOS:
Caixa Econômica Federal
conta - 00037779-5
Op. - 013
agência - 2047
Luceli Pereira M de Brito

*Com consultoria da médica veterinária Rafaela Pastl, que atende nas clínicas Focinho & Cia, na Ponta Grossa e no Santo Eduardo – Maceió-AL: (82) 3221-6998 e (82) 3337.1760.
 

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