Reserva técnica da PM de Alagoas critica anúncio de concurso público para as polícias

Para os aprovados no concurso público de 2006, governo é omisso com a causa da classe e tem 'passado' a perna na reserva técnica

27/06/2012 14:22

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Thayanne Magalhães

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O anúncio do concurso público para as polícias Civil e Militar, feito durante o lançamento do Plano Nacional de Segurança, na manhã desta quarta-feira (27), não deixou o pessoal da reserva técnica da Polícia Militar satisfeitos. De acordo com Melqui Zedeque dos Santos, aprovado no concurso de 2006, os 992 aprovados planejam se manifestar para exigir suas reivindicações.

“Estamos aptos para exercer as funções, faltando ainda o exame pré-adicional e o curso de formação para soldados, que dura em torno de seis meses. Se o governo quisesse uma solução rápida para combater a violência, ele ficaria favorável com a nossa causa”, explicou.

De acordo com Melqui Zeduque, se o pessoal da reserva ainda demoraria no mínimo seis meses para estarem atuando nas ruas, combatendo a criminalidade, os possíveis aprovados no concurso que deve ser lançado nesta quinta-feira (28), demorariam pelo menos um ano. “O concurso sendo lançado amanhã, que eu só vou acreditar nisso quando eu ver, só teriam as provas aplicadas em pelo menos 90 dias. Depois de um mês sairia o resultado e, após quase seis meses, os aprovados entrariam no curso de formação de soldados, que dura outros seis meses”.

Para Zedeque, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB) tem ‘passado a perna’ na reserva técnica. “O governo fica tentando nos passar para atrás. Quando nos reunimos para realizar um ato, para reivindicar nossas nomeações, ele nos procura, diz que está analisando nossas ações, mas passa a perna na gente”, acusa.

“Quando faltavam cinco dias para o concurso expirar, o governador chamou 900 pessoas das reserva. Mas todo mundo sabe que quando se oferecem 900 vagas, ele deve chamar o dobro de pessoas, porque muitos perdem nos exames físicos. Pouco mais de 600 compareceram e só passaram nos exames adicionais pouco mais de 500”, lembra Melqui, reafirmando sua opinião sobre a omissão do governo com a reserva técnica da PM.

“Os programas de segurança lançados pelo governo têm tudo para dar certo, mas o governo não investe em pessoal. A Ronda Cidadã, por exemplo, têm uma viatura para cobrir dois ou três bairros e, se você for nas bases comunitárias sem avisar, vai constatar que só tem um ou dois policiais militares trabalhando. Então, não funciona nunca”, disse Melqui, pontuando ainda que o problema do aumento da violência se dá pela falta de efetivo. “Ter policiais na rua não é tudo, mas coíbe a criminalidade. A situação é caótica porque falta efetivo, então vamos investir”.

Um documento com o resumo das ações realizadas pelo pessoal da reserva, foi entregue ao ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, durante o lançamento do Plano de Segurança. “Vamos torcer para que ele possa se sensibilizar com a nossa causa”.
 

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