"Meu repúdio pelo atendimento que o Estado dá à sociedade alagoana", critica Judson Cabral

Deputado relata situação de gari que amputou perna depois de acidente e ainda não conseguiu laudo do IML para receber benefício

21/06/2012 13:20

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Thayanne Magalhães

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O deputado estadual Judson Cabral (PT) se mostrou indignado com a situação do gari Pedro Bernardo da Silva Filho, de 26 anos, que foi atropelado e teve uma perna amputada em março deste ano. O parlamentar utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), durante a sessão ordinária desta quinta-feira (21), para relatar o descaso do Instituto Médico Legal (IML) com a situação do homem, que está impossibilitado de trabalhar e ainda não recebeu um laudo do órgão para dar entrada no benefício do INSS, no caso, o auxílio de acidente de trabalho.

“Aqui nós retratamos o desrespeito que sofreu esse cidadão no HGE [Hospital Geral do Estado]. A perna amputada estava apodrecendo e foi preciso que nós, depois dos apelos dos familiares, conseguíssemos leva-lo para o Hospital dos Usineiros. Esse cidadão encontra-se em casa, totalmente inabilitado para o trabalho, sofrendo as consequências e os traumas do acidente”, relembrou o parlamentar.

“Como ele precisava do laudo do IML para poder ter direito ao seguro do INSS, eu, como presidente da Comissão de Direitos Humanos [da ALE], procurei o secretário da Defesa Social, Dário César, e consegui com que um perito fosse fazer o laudo na casa dele. Disseram que dentro de 20 dias o documento estaria pronto, mas já são 45 dias e o laudo não foi entregue”, criticou.

Nesta quinta, o deputado afirma que esteve pessoalmente na sede da Perícia Criminal de Alagoas, no Centro de Maceió, e lá foi informado de que o laudo ainda não tinha chegado até o órgão. “Disseram que o documento estava no IML e chegando lá, eu simplesmente fui informado de que o laudo não existe. Ninguém sabe o que aconteceu. Isso é um desrespeito do Estado. Senhor governador, essa é a maior violência contra um cidadão que está de favor na casa de parentes, sem conseguir trabalhar e ele não tem direito a um laudo?”, questionou o deputado.

“Não se tem explicação e nem justificativa para quadros como esse. Imaginem o que não passam as famílias que dependem da boa, ou má vontade, ou irresponsabilidade de um órgão como é o IML? É lamentável, mas constatei pessoalmente”, relata.

Cabral disse ainda que vai procurar o Ministério Publico Estadual (MPE/AL) e se informar sobre quais medidas poderão ser tomadas contra o Estado nesse caso. “Não sou da área jurídica, mas quero saber se nesse caso cabe uma representação, se se trata de improbidade. Meu repúdio pelo tipo de atendimento que o Estado está dando à sociedade alagoana”.

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