Governador de GO vai ter que se explicar em CPI esta semana

Marconi Perillo precisa esclarecer venda de casa a bicheiro e nomeações suspeitas

11/06/2012 05:48

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Chegou a vez de o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), se explicar na CPI do Cachoeira, que tem sua oitava sessão marcada para esta terça-feira (12). Os parlamentares esperam que ele esclareça as contradições sobre a venda de uma mansão em 2011 no valor de R$ 1,4 milhão para Carlinhos Cachoeira, além de oito nomeações para administração de Goiás sob suposta influência do contraventor.

As inconsistências entre a versão de Perillo e a do empresário Walter Paulo Santiago, interrogado pelos membros da CPI sobre a origem do dinheiro para a compra do imóvel, levantou hipóteses de que o governador goiano teria recebido duas vezes pela transação.

Há também especulações sobre o valor de fato pago pela mansão. O pagamento declarado foi de R$ 1,4 milhão, porém haveria outra parte paga "por fora" - em diálogo obtido pela PF (Polícia Federal), Cachoeira faz menção ao valor real do imóvel, que seria de R$ 2 milhões.

As suspeitas sobre Perillo pesaram depois que Santiago deu seu depoimento na última terça-feira (5), no qual afirmou pagar R$ 1,4 milhão pela casa do governador à vista e em dinheiro - em vez de cheques, conforme sustentava o governador. O imóvel, localizado no condomínio de luxo Alphaville, em Goiânia, era utilizado por Cachoeira.

Previsões

O palpite de membros da CPI, no entanto, é de que Perillo mantenha não mude sua versão. Ao comentar a situação do governador, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) foi categórico.

— Seguramente, Perillo vai chegar aqui e manter a mesma versão dos três cheques.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), no entanto, defende o governador e colega de partido, ao dizer que Marconi vai “virar o jogo” ao depor na CPMI.

— Ele vai ser convincente e vai virar o jogo. Ele vem reafirmando a mesma sequência de acontecimentos, não há contradição alguma.

A apuração das circunstâncias em que a mansão foi vendida pode ajudar a estimar a proximidade do governador goiano com Carlinhos Cachoeira, acusado de envolvimento com jogos ilegais e de comandar uma rede criminosa envolvendo políticos e empresários.
 

Primeira Edição © 2011