Crianças são as maiores vítimas de queimaduras

Itatibenses são conscientes na hora de utilizar fogos de artifício e Santa Casa registra poucos casos

10/06/2012 07:33

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Rede Bom Dia

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O alerta é tão velho quanto às tradições das Festas Juninas: cuidado na hora de soltar os fogos de artifícios e de manusear objetos inflamáveis ou com fogo (caso da fogueira, por exemplo). Mas, acredite, o número de gente queimada no Brasil só aumenta. Em Itatiba, felizmente, a realidade é mais animadora: os casos existem, mas não são alarmantes.

É o que dizem os médicos plantonistas do pronto socorro da Santa Casa local. Segundo o médico Fernando Jerez, vítimas com queimaduras mesmo em épocas de festas de época como as festas juninas são zero.

“Em três anos que estou como plantonista na Santa Casa nunca presenciei nenhum caso de queimaduras por fogos de artifício, e ainda espero que neste ano também não tenhamos vítimas deste produto”, diz Jerez que ainda ressalta: “Caso algum paciente necessite de atendimento no PS da Santa Casa estamos preparados para receber e para realizar todos os procedimentos médicos que a queimadura necessita. Se o caso do paciente for grave, a transferência dele para um hospital especializado é aconselhado. Na região existem muitos e a proximidade é um fator que melhora ainda mais a recuperação da vítima”.

Marcel Belotto, também médico do PS, confirma a baixa incidência de casos. “Não é comum recebermos vítimas de queimaduras pelos fogos, em dois anos que atuo no PS não vi casos desse tipo”, relata.

O plantonista Jerez ainda deu orientações de como proceder antes de soltar os fogos. “É importante o usuário seguir as recomendações do fabricante do produto, e principalmente não realizar o consumo de álcool antes do uso do mesmo. Não aconselho em hipótese alguma o uso dos fogos por crianças, apenas adultos devem manusear estes produtos. Não estourar foguetes próximos às residências e sempre utilizar um equipamento de proteção adequada”, são as indicações do médico para evitar o problema tão comum nesta época, e crescente no país.

“O que percebemos em relação ao número de atendimentos é um crescimento de queimados, não uma evolução tão intensa como há 10 anos, mas ainda um crescimento”, fala o pediatra Rodrigo Feijó, um dos diretores da SBQ (Sociedade Brasileira de Queimaduras).

De acordo com dados da secretária estadual de Saúde, 257 pessoas morreram nos últimos dois anos no estado vítimas de queimaduras: 137 em 2010 e 120 em 2011. De cada três pessoas que dão entrada em atendimento médico por conta desta ocorrência, duas são crianças, as maiores vítimas.

Mais dicas

- Nunca soltar rojão segurando diretamente na mão: o ideal é interpor com vários rojões já usados ou mesmo varetas, deixando a uma distância de pelo menos 60 cm da mão e afastado do rosto

- Não apontar para onde há pessoas circulando

- Evitar proximidade com fios elétricos

- Se beber, não solte fogos ou mesmo brinque nas proximidades de fogueiras 

Primeira Edição © 2011