Vacinação contra a gripe é prorrogada até 1º de junho

Em Alagoas, meta é vacinar 80% da população-alvo. Balanço parcial indica cobertura de 67,41%, com melhor adesão das crianças

24/05/2012 09:12

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Divulgação

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O Ministério da Saúde prorrogou a 14ª Campanha de Vacinação contra Gripe em uma semana, até o dia 1º de junho. A ampliação do prazo, que terminava nesta sexta-feira (25), possibilitará que um número maior de pessoas se vacine e se proteja da doença.

Até esta quinta-feira (24), 305.329 alagoanos já tinham tomado a vacina, o que representa 67.41% do público-alvo, formado por pessoas com mais de 60 anos de idade, trabalhadores de saúde, crianças entre seis meses e menores de dois anos, gestantes e povos indígenas. A meta da campanha é imunizar 80% deste grupo prioritário, correspondente a 452.944 mil pessoas.

De acordo com levantamento parcial das coberturas vacinais da Campanha de Vacinação contra Influenza em Alagoas, até as 10h desta quinta-feira (25), foram vacinados 65.50% dos idosos com 60 anos e mais; 74.85% das crianças de 6 meses a menores de 2 anos; 62.82% das gestantes; 73.65% dos trabalhadores da saúde; e 73.77% da população indígena.

Ainda segundo dados do vacinômetro - levantamento da alimentação do banco de dados – 79 municípios estão com cobertura maior ou igual a 50% e menor que 80%; 22 municípios têm com cobertura igual ou maior que 80%; e um município está com cobertura menor que 50%.

Campanha – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alerta sobre importância da vacina, que é oferecida gratuitamente nos 34 mil postos de saúde de todo o país. Padilha lembra que ela é segura e protege contra os três vírus que mais circulam no Brasil. “Prorrogamos o prazo para que todas as pessoas que não tiveram tempo de ir aos postos de saúde possam se vacinar contra a gripe e estejam protegidas no inverno, período de maior circulação do vírus. A vacina é a melhor maneira de evitar a doença”, afirma Padilha.

O principal objetivo da campanha de vacinação é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações provocadas por infecções do vírus da gripe. Como resultado da imunização, em 2011, houve redução de 64,1% nas mortes por agravamento da gripe H1N1 – foram 53 óbitos no Brasil, contra 148 no ano anterior. Já o número de casos graves notificados diminuiu 44% - de 9.383 para 5.230.

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, descarta mitos de que a vacina possa ter efeitos nocivos. “Ela é segura. A maioria das reações adversas é leve, como dor e sensibilidade no local da injeção. Só quem tem alergia a ovo não pode tomar a vacina”, ressaltou. O secretário explicou ainda que é impossível contrair gripe após a vacinação, como algumas pessoas costumam afirmar. “O vírus usado nesta vacina é inativado”, observou.

A escolha dos grupos prioritários foi recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), respaldada em estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. Ao vacinar os grupos prioritários, quebra-se a cadeia de transmissão para a população em geral.

Proteção - Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e, de 39% a 75%, a mortalidade global. Entre os residentes em lares de idosos, a vacina reduz o risco de pneumonia em cerca de 60%, e o risco global de hospitalização e morte, aproximadamente de 50% a 68%, respectivamente. 

Primeira Edição © 2011