Sem proposta, anestesistas continuam em greve em Maceió

Segundo SMS, reajuste teria impacto de mais de R$ 1 milhão/mês

26/03/2012 08:24

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Marigleide Moura

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A paralisação dos médicos anestesistas que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Maceió pode se estender por mais alguns dias. É que a categoria aguarda uma proposta de reajuste da tabela de procedimentos, mas até o momento a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não deu resposta.

A reportagem do Primeira Edição entrou em contato com a SMS na manhã de hoje (26) e a assessoria de comunicação informou que o secretário aguarda um retorno por parte do Sindicato dos Médicos de Alagoas para voltar a discutir a questão do reajuste da tabela de procedimentos do SUS para os anestesistas.

Ainda segundo a assessoria, o presidente do SINMED, Wellington Galvão, foi definido como intermediador da negociação na última reunião que participou com o secretário Adeílson Loureiro e representantes da Cooperativa dos Anestesistas, ocorrida na segunda-feira (19) passada.

Agora, segundo a SMS, cabe ao SINMED a tarefa de analisar os dados comparativos das tabelas do SUS e da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) e seu respectivo impacto financeiro da implantação do reajuste. 

De acordo com a SMS, a proposta de reajuste defendida pelos anestesistas provocaria um impacto financeiro de mais de R$ 1 milhão/mês aos cofres do município de Maceió. 

Em entrevista ao Primeira Edição, Wellington Galvão explicou que o secretário de saúde de Maceió, Adeilson Loureiro, pretende falar com o secretário de saúde do Estado, Alexandre Toledo, e com o prefeito Cícero Almeida (PP) sobre o reajuste. “No momento, a secretaria não tem como viabilizar o reajuste que a categoria quer. O secretário vai buscar ajuda e por enquanto não tem prazo para apresentar a proposta”, informou.

Já o médico Dário Braga, diretor da Cooperativa dos Anestesistas de Alagoas, disse hoje que o secretário Adeilson Loureiro havia dito na segunda (19) que até sexta-feira (23) iria apresentar uma proposta. Agora, eles esperam que ele se pronuncie. Enquanto isso, apenas os procedimentos de urgência e emergência estão mantidos na capital. 

“Nós queremos trabalhar, queremos uma resposta, todo mundo já sabe que os valores estão defasados. Queremos também mais apoio do Sindicato dos Médicos e do Conselho Regional de Medicina nesta luta. Tanto o Conselho quanto o Sindicato precisam entrar mais nesse movimento”, disse Braga.

Dário Braga falou também que a paralisação pode se estender também para a região agreste do Estado. Nesta terça-feira (27) haverá uma reunião em Arapiraca e na quarta-feira, haverá uma assembleia no SINMED, às 19 horas.
 

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