Hipocondria: como tratar e conviver com a síndrome do “alarmismo”

26/03/2012 11:26

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Assessoria

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Considerada muitas vezes como “brincadeira,” a hipocondria, distúrbio psiquiátrico que se manifesta em vários graus e tem uma característica chave de negatividade, é um estado psíquico que pode causar danos à saúde de quem sofre este mal. Segundo uma pesquisa recente, é possível identificar as doenças que mais afetam os portadores desta síndrome.

De acordo com a psicóloga Lívia Vieira, do Hapvida Saúde, ansiedade e transtorno obsessivo compulsivo são alguns dos problemas que podem ser percebidos nos pacientes que sofrem de hipocondria.

“A hipocondria é um mal que envolve a cabeça e gera problemas sérios porque está ligado à dependência. A pessoa tem tanto medo de pegar uma doença, que ela tem medo de se mostrar para o mundo e acaba se automedicando. E a automedicação é um perigo”, explica

Hipocondríacos são descritos como alarmistas, mas acredita-se que em apenas 5% de suas suspeitas sobre doenças são confirmadas. Entre os sintomas relatados com mais frequência nos consultórios médicos, destaques para dor no peito, onde o paciente acredita estar sofrendo ataque cardíaco; sede crônica, que faz o paciente imaginar sofrer de diabetes tipo 2; perda ocasional de memória, relacionando o sintoma ao mal de Alzheimer; além de dificuldade para respirar e dor de cabeça crônica, onde a pessoa imagina estar com tumor na cabeça.

“Os hipocondríacos não ficam de acordo com o que os médicos falam. A pessoa que sofre deste mal cria a doença e acha que pode e deve tomar remédio. Tem gente que chega a tomar um remédio dez vezes durante um dia”, afirma Lívia Vieira.

A especialista alerta que existem maneiras de garantir a qualidade de vida mesmo sofrendo de hipocondria. O primeiro passo para identificar a síndrome é observando a quantidade de remédio que a pessoa guarda dentro de casa.

“É preciso ver a ‘farmacinha’ que é mantida dentro de casa e fazer o questionamento se há necessidade de ter tanto remédio ou se precisa mesmo tomar remédio com qualquer dor que venha a sentir. O grande problema da psicose é que mexendo com a cabeça ela termina tornando a pessoa dependente do remédio”, alerta.

A psicóloga explica que existem dois níveis de tratamento para os casos de hipocondria, mas que só podem ser detectados por especialistas. “Há um tratamento psicológico e um psiquiátrico. É sempre bom passar pela análise de um psicólogo e buscar uma terapia de autoajuda”, disse.

“É possível ter qualidade de vida mesmo sofrendo deste mal, mas, para isto, é necessário ter autocontrole para poder conseguir evitar a automedicação. A terapia ajuda, mas é bom lembrar que as pessoas precisam ter consciência em relação à brincadeira com pessoas que possam sofrer disso. A brincadeira, dependendo do grau e frequência, abala a pessoa e faz com que ela aumente a busca pelos medicamentos”, finaliza.

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