Agência Nacional do Petróleo anuncia novo vazamento na bacia de Campos

Vazamento deve estar vindo de fissuras no fundo do mar, não do poço da Chevron

15/03/2012 14:06

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A ANP (Agência Nacional do Petróleo) informou nesta quinta-feira (15) que foi registrado um novo vazamento de petróleo na mesma região onde a petroleira americana Chevron já tinha um vazamento, no campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ), detectado em novembro do ano passado.

Segundo a assessoria de imprensa da agência, o vazamento deve estar vindo de fissuras no fundo do mar, não do poço da Chevron, que já foi selado. Mais cedo, a empresa disse que encontrou ontem uma nova mancha de petróleo na área da bacia de Campos.

"Dispositivos de contenção foram imediatamente instalados para coletar gotas, pouco frequentes. Hoje, algumas pequenas bolhas foram vistas na superfície", informou a Chevron .

A ANP aplicou até dezembro do ano passado três autuações à Chevron. A última delas se referem à não adoção de medidas para a conservação dos reservatórios do poço 9-FR-50DP-RJS no campo de Frade. Anteriormente, a agência havia autuado a companhia pelo não cumprimento do Plano de Abandono do Poço, uma vez que a companhia "não dispunha dos equipamentos necessários à execução do plano que a própria companhia havia submetido à Agência", e a segunda autuação decorreu da omissão de informações ao órgão regulador, ao entregar imagens editadas das filmagens feitas por veículo remoto nos pontos de vazamento.

No dia 21 de novembro do ano passado, a petrolífera foi multada em R$ 50 milhões pelo Ibama com base na lei do óleo. Já no dia 23 de dezembro o órgão multou a empresa em R$ 10 milhões por descumprimento das condições previstas na licença ambiental.

Após o vazamento, a ANP determinou a suspensão das atividades de perfuração da Chevron em novos poços. A suspensão continua vigorando.

No que toca às multas, a Chevron diz que apresentou sua defesa ao Ibama dentro do prazo e tem procurado esclarecer sua posição no que diz respeito aos seus direitos e aspectos técnicos relevantes dos fatos e acrescenta que continua cooperando com as autoridades brasileiras para esclarecer as causas do incidente.

A Chevron diz ainda estar confiante de que “uma vez que os fatos forem totalmente examinados, eles irão demonstrar que a empresa respondeu de forma apropriada e responsável ao incidente”.

O acidente na bacia de Campos ocorreu no dia 7 de novembro, o volume do vazamento foi contestado por diversas partes. De acordo com a Chevron teriam sido 2.400 barris, já ANP calculou em pelo menos 3.000 barris de petróleo derramados.

Alguns especialistas e o secretário do Meio Ambiente do Rico, Carlos Minc, disseram, no entanto, que o volume pode ter alcançado até 15 mil barris.
 

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