Novo líder na Câmara minimiza crise entre governo e base aliada

14/03/2012 13:11

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Folha Online

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Um dia após assumir a liderança do governo na Câmara, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) minimizou a crise política entre o Planalto e a base aliada no Congresso.

Chinaglia afirmou que "não trabalha com a hipótese de base rebelada".

Ele participou hoje da posse do novo ministro Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário) ao lado do novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM).

Em seu discurso, a presidente Dilma Rousseff não fez referência ao desgaste com deputados e senadores aliados. Na saída do evento, a presidente não respondeu aos questionamentos sobre a crise e apenas cumprimentou os jornalistas.

O vice-presidente Michel Temer e os líderes do PMDB também não quiseram comentar a polêmica.

"Eu não trabalho com a hipótese da base rebelada, agora, trabalho nós vamos ter frente à responsabilidade de decidir temas relevantes e também para termos uma relação do mais alto nível também com a oposição. Então, vou ter trabalho bastante", disse o deputado.

As trocas ocorreram após uma rebelião na base aliada no Senado, na semana passada, quando os senadores rejeitaram o nome de Bernardo Figueiredo para diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), indicação pessoal de Dilma. Oficialmente, o Planalto argumenta que as mudanças são motivadas por um sistema de rodízio que a presidente quer implementar.

VOTAÇÕES

Chinaglia afirmou que vai discutir com os líderes a votação de matéria polêmicas como o Código Florestal e a Lei Geral da Copa.

"Eu tenho de me inteirar daquilo que os líderes estão pensando. E a partir daí a gente vai articular votações quando a gente entender que há segurança para essas votações."

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