CEPRAM renova a licença para exploração de Lagoa Manguaba

Atividade Sísmica 3D realizada pela Petrobras consiste em explosões a 4km sob a superfície, buscando encontrar Petróleo ou gás em áreas alagoanas

14/03/2012 07:27

A- A+

Redação

compartilhar:

Mesmo em meio aos protestos dos pescadores, a reunião extraordinária realizada nesta terça-feira (13), pelo Conselho Estadual de Proteção Ambiental (CEPRAM), presidido pelo vice-governador Thomaz Nonô, renovou a licença ambiental de exploração, por parte da Petrobras, na lagoa Manguaba. A reunião foi realizada a pedido do Instituto do Meio Ambiente (IMA).

A Empresa tem licença expedida desde 2005, mas o prazo da mesma termina no próximo dia 19 de abril. De acordo com técnicos da Petrobras, esse tempo não será suficiente para realizar a Atividade de Pesquisa Sísmica 3D – implica em explosões que atingem 4km abaixo da superfície e permitem encontrar áreas com potencial para petróleo ou gás - que deve durar três meses.

Os representantes da Colônia de Pescadores, da Federação dos Pescadores e das comunidades em torno do Complexo Lagunar Mundaú-Manguaba participaram da reunião, observaram atentamente as explicações dos técnicos, e não ficaram satisfeitos com as explicações do projeto e as conseqüências para a lagoa.

 Para a presidente da Federação dos Pescadores, Eliane Moraes, a situação das Lagoas já é complicada e os impactos desse projeto podem prejudicar ainda mais os 15 mil pescadores que tiram a sua subsistência do local.

Os técnicos da Petrolífera não negaram o impacto ambiental que a Sísmica 3D deve causar a Lagoa, mas segundo eles, esse impacto é reversível e de curto prazo.

Mesmo em meio ao impasse e os pescadores solicitando mais informações sobre o a Atividade da Petrobras na Lagoas, o Conselho Estadual de Proteção Ambiental renovou a licença da Petrobras para as atividades na Lagoa Manguaba.

Veja matéria Relacionada:

Cepram e pescadores discutem estudos da Petrobras na Lagoa Manguaba
 

Primeira Edição © 2011