Peritos priorizam 14 brinquedos em vistoria a Hopi Hari; confira

05/03/2012 15:23

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Folha Online

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No quarto dia de interdição do Hopi Hari, em Vinhedo, interior de SP, peritos da Polícia Técnica da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, além de profissionais do Crea-SP e técnicos do IPT, priorizaram a vistoria a 14 brinquedos do parque.

São eles: Montezuma (montanha russa), Vurang, Ekatomb, Vula Viking, Leva i Traz, Lokolore, Evolution, Rio Bravo, Crazy Wagon, West River, Trakitanas, Simulakron, Giranda di Musik e Dispenkito. O Hopi Hari tem cerca de 60 atrações.

A prioridade obedece às especificações do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado na semana passada com o Ministério Público. O documento leva em conta os brinquedos que precisam oferecer mais segurança ao público.

Nesta segunda, os perito chegaram a ligar o brinquedo La Tour Eiffel, interditado desde o último dia 24, quando a menina Gabriella Nichimura, 14, morreu ao cair dessa atração.

O chefe do Laboratório de Estruturas do IPT, Sérgio Inácio Ferreira, disse que o acionamento do brinquedo foi para que os peritos entendessem o seu mecanismo.

Ainda de acordo com Ferreira, esta segunda-feira (5) foi dedicada para que os peritos se organizem visando a vistoria de todo o parque. Foram reunidos documentos técnicos e manuais das atrações.

O parque foi fechado após a assinatura do TAC para que todos os brinquedos passem por perícia. A interdição deve durar pelo menos dez dias.

ACIDENTE

Gabriella Yukari Nichimura, 14, morreu ao cair do elevador do Hopi Hari no último dia 24. Depois do acidente, apenas esse brinquedo havia sido interditado, mas o Ministério Público entendeu que havia possibilidade de risco ao consumidor em outros brinquedos e propôs o fechamento.

Uma foto apresentada pela família de Gabriella na quinta (1º), feita momentos antes do acidente, provocou uma mudança no rumo das investigações.

A imagem contestou informações preliminares da perícia, já que mostrou que a garota havia se sentado em uma cadeira diferente da analisada pelos peritos.

O assento já não era utilizado havia dez anos, porque técnicos do parque identificaram a possibilidade de algum visitante mais alto encostar na estrutura de metal que simula a torre Eiffel. Por isso, os mecanismos de segurança dele não estavam habilitados.

Por conta dessa informação e com base em depoimentos de testemunhas, a polícia iniciou a investigação acreditando que Gabriella ocupava outro assento. O delegado não descarta que tenha havido má-fé por parte do parque, que sempre afirmou que ninguém usaria aquela cadeira.

Para o advogado do Hopi Hari, não houve omissão de informação. "Em nenhum momento o Hopi Hari enganou, mesmo porque o parque também só soube depois que a garota estava nessa cadeira", disse Alberto Toron.

Agora, a polícia e o Ministério Público investigam como a trava da cadeira foi liberada e de quem foi a responsabilidade por colocar Gabriella no assento.

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