Investimento em cooperativas leva desenvolvimento ao interior

Faturamento mensal dos cooperados chegou a crescer até oito vezes em 2011

05/03/2012 11:19

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Ascom/Seplande

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O incentivo ao trabalho dos pequenos produtores do interior do Estado tem mudado a realidade de centenas de famílias alagoanas. Através de um convênio firmado em 2008 com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o Governo já investiu R$1,6 milhão na capacitação e estruturação de cooperativas, possibilitando a expansão da renda média e do faturamento mensal dos cooperados em até oito vezes.

Os recursos vêm sendo aplicados na inclusão social e produtiva de famílias inscritas no Cadastro Único do Programa Bolsa Família, através do incentivo ao desenvolvimento da cadeia produtiva da ovinocaprinocultura no sertão. Três cooperativas inseridas nesse contexto vêm sendo atendidas diretamente: a Cooperativa de Produtores Rurais do Sertão de Alagoas (Cafisa), a Associação de Produção Artesanal de Cosméticos de Maravilha (Natucapri) e a Associação dos Artesãos de Couro de Batalha (Sertanejas).

Até agora, o convênio tem possibilitado, principalmente, a realização de capacitações para os pequenos produtores e associados. Com isso, eles aprenderam a otimizar a produção e a evitar o desperdício, melhorando, consequentemente, a qualidade do material final.

“Outra característica que vem sendo trabalhada é a estratégia de comercialização dos produtos, que é o grande desafio do Estado, hoje, quando se fala em cooperativismo. Com os investimentos que vem sendo feitos, e com o que ainda está para ser aplicado até o final do convênio, será possível melhorar ainda mais esse aspecto”, destaca o superintendente de Desenvolvimento Setorial e Regional da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), Michael Chinelato.

Ainda este mês, o MDS deve liberar mais R$1,6 milhão para as cooperativas, relativo à segunda parcela de recursos estabelecida no convênio. Segundo a gerente de elaboração de projetos da Seplande, Dayse Souza, ela será destinada, entre outras coisas, à aquisição e entrega de 2.400 matrizes leiteiras para os cooperados, o que deve acontecer até junho.
Os recursos ainda devem contemplar ações de fortalecimento das cooperativas, como aquisição de novas máquinas e material de trabalho, além do fortalecimento de mão-de-obra, com investimentos em mais capacitação.

Inclusão Produtiva

Criada há 12 anos no assentamento Pacu, em Pão de Açúcar, a Cooperativa de Produtores Rurais do Sertão de Alagoas (Cafisa) beneficia, hoje, 120 famílias que trabalham na produção de derivados do leite de cabra. Apesar de ter entrado em pleno funcionamento apenas no ano passado, ela já provocou uma grande mudança na realidade socioeconômica da comunidade, tanto de Pão de Açúcar como de São José da Tapera, que também abriga assentamentos de cooperados.

Através dos recursos disponibilizados junto ao MDS, a Cafisa conseguiu ampliar a produção de 201 para 3.650 litros de leite de cabra, abrindo oportunidade para diversificar a oferta de derivados, e comercializar, também, queijos, licores, doces e iogurtes. Todo esse investimento proporcionou um aumento de R$ 316,00 na renda mensal dos cooperados, e de R$ 35 mil no faturamento anual da Cooperativa.

Para o secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, essa é uma conquista que precisa ser multiplicada, para que mais pessoas possam ascender social e economicamente. “Através da inclusão produtiva, as famílias atendidas deixaram a condição de extrema pobreza para se tornarem empreendedoras.

Futuramente, elas poderão galgar uma posição social ainda melhor, e abandonar definitivamente os programas assistenciais do Governo Federal, dando oportunidade para que outras pessoas, em situação pior, possam receber os benefícios”, destaca o secretário.
Proporcionar essa mudança é o principal objetivo da presidente da Cafisa, Luciene Gadi. “Hoje, com apenas um ano de funcionamento pleno, a cooperativa já conseguiu dar oportunidade de melhoria de vida para 12 famílias de cooperados, mas elas ainda dependem dos programas do Governo Federal para complementar a renda doméstica.

Torná-las completamente independentes desse benefício é minha meta pessoal, e com os incentivos que vem sendo feitos à Cafisa, tenho certeza de que vou conseguir cumpri-la”, conta Luciene.

Além de trabalhar no fortalecimento da Cafisa, a segunda parte dos recursos do convênio com o MDS deve ser destinada, também, à estruturação dos outros grupos de produtores, que ainda enfrentam dificuldades para comercializar e fabricar material. Segundo a gerente de projetos da Seplande, Dayse Souza, o Estado vai incentivar as associações a se estruturarem como cooperativas, proporcionando melhores condições de funcionamento e de desenvolvimento da atividade nos municípios.

Primeira Edição © 2011