Terra
O número de pessoas deslocadas pela cheia do Rio Acre, provocada pelas chuvas dos últimos dias na região, subiu hoje para quase nove mil pessoas.
Segundo o último boletim do governo do Acre, sete mil pessoas perderam suas casas e tiveram que ser abrigadas em alojamentos públicos e residências de parentes, enquanto outras 1.918 tiveram que abandonar seus lares provisoriamente.
De acordo com as autoridades, o nível das águas do Rio Acre subiu hoje para 17,39 metros, a segunda maior marca desse rio que banha vários bairros da capital Rio Branco. A maior cheia foi registrada em 1997, quando as águas subiram até 17,66 metros.
O governo, no entanto, espera que nos próximos dias o nível das águas retorne a seu estado normal, já que está previsto um volume menor de chuvas.
Além de Rio Branco, as inundações afetaram várias localidades do estado e também a região boliviana de Pando e a cidade peruana de Iñapari, localizada na tríplice fronteira.
Segundo relatou hoje em um programa de rádio o presidente da Bolívia, Evo Morales, as inundações nessa região da Amazônia boliviana causaram numerosos estragos nas casas e bens de 900 famílias.
Versões procedentes da Bolívia indicam que a cheia do rio Acre, que nasce no Peru, arrasou o pequeno povoado boliviano de Bolpebra e afetou bairros da cidade de Cobija, capital do departamento de Pando.
Primeira Edição © 2011
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