Elite paulista aumenta em 220% salários de técnicos em dez anos

Técnicos dos quatro grandes de São Paulo mostram valorização monetária da função

14/02/2012 05:16

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UOL-Esportes

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Eles não fazem gols, não marcam e não passam a bola. Mesmo assim, os salários não param de subir. Em dez anos, os quatro grandes paulistas aumentaram o salário de seus técnicos em 220%. Como comparação, o salário mínimo, no mesmo período, cresceu 141%.

A diferença aumenta ainda mais ao levar em conta os montantes envolvidos. Há 10 anos, a remuneração mínima estabelecida pelo governo federal era de R$ 438,93 (após correção monetária, pelo IGP-M, do valor original de R$ 200,00). Hoje, é de R$ 622,00. Enquanto isso, em média, técnicos de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos ganhavam R$ 193 mil em 2002, contra R$ 427 mil em 2012.

O UOL Esporte buscou, nos arquivos da Folha de S. Paulo, os valores divulgados de salários dos treinadores nos últimos dez anos para chegar à variação. O time com a maior oscilação no período é o Palmeiras, com aumento de 472% entre Vanderlei Luxemburgo, em 2002, e Luiz Felipe Scolari, que comanda a equipe atualmente.

No São Paulo, o movimento é inverso. Emerson Leão recebe 63% (com correção monetária) do que a média entre os salários de Nelsinho Baptista e Oswaldo Oliveira, que comandaram a equipe em 2002. O treinador, porém, é quem mais apareceu nos quatro clubes no período: foram seis passagens (duas em São Paulo e Santos e uma em Corinthians e Palmeiras).

O segundo na lista dos mais requisitados é Vanderlei Luxemburgo, com cinco “projetos” no quarteto: dois no Palmeiras e três no Santos. Ele foi, ainda, o técnico que recebeu o maior salário do período. Em sua passagem pelo Palmeiras em 2008, ele ganhava 28% a mais do que Luiz Felipe Scolari, o técnico mais bem pago do país atualmente (em valores atualizados).

Primeira Edição © 2011