Museus são atrativos para quem quer conhecer a história de Maceió

10/02/2012 13:52

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Secom

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A capital alagoana não se resume a belas praias. Também possui museus e memoriais que contam a história do comércio, da cultura popular, do esporte, da Justiça, de poetas, artistas e personalidades alagoanas. Alguns desses equipamentos são simples; outros são dotados de recursos tecnológicos, mas todos possuem um roteiro para ser apreciado antes ou depois do sol e mar de Maceió.

Quem conhece a orla urbana de Maceió se apaixona só de olhar. Suas praias, com o mar de cor mesclada entre o verde esmeralda e o azul, resumem a capital alagoana como uma das possuidoras das mais belas praias. Sua beleza também se estende aos museus e memoriais, que contam a história do Estado e de personalidades da terra.

Inicie a expedição pelo Centro de Maceió, na Praça dos Martírios, onde está situada a sede do governo de Alagoas, o Palácio Marechal Floriano Peixoto. Em 2006, o palácio transformou-se em museu, possibilitando aos turistas conhecer a suntuosidade do prédio, com mobiliário do final do século XIX, prataria, cristais e objetos decorativos. Nas paredes há inúmeras obras de arte, com destaque para as telas do artista plástico Rosalvo Ribeiro.

O alagoano Rosalvo Ribeiro estudou em Paris com o apoio do governo alagoano e, como reconhecimento, doou suas obras com temas históricos, militares, retratos e marinhas ao Palácio Floriano Peixoto, oferecendo aos turistas uma viagem pela arte. O Museu do Palácio também abriga dois memoriais de ilustres alagoanos: o poeta Lêdo Ivo e o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda.

O Memorial Lêdo Ivo é uma viagem pela poesia, pela vida e pela obra do escritor alagoano. Os espaços Na Linha do Tempo, Farol e Curral de Livros tem recursos tecnológicos que propiciam ao público ouvir e ler as poesias do alagoano, membro da Academia Brasileira de Letras.

Já o Memorial Aurélio Buarque de Holanda é dedicado à história do dicionarista. O espaço museológico guarda o acervo de fotos, livros e objetos do alagoano, que passou cinco anos dedicado ao trabalho mais importante de sua vida: o Novo Dicionário da Língua Portuguesa ou dicionário Aurélio, como ficou conhecido.

Museu Pierre Chalita - No entorno da Praça dos Martírios, outro importante monumento histórico é o Museu de Arte da Fundação Pierre Chalita, com belo e rico acervo de imagens sacras dos séculos 16, 17 e 18. O artista Pierre Chalita, de família de imigrantes libaneses, nasceu em Maceió. Arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a garimpar obras sacras e do período da arte moderna e contemporânea. Falecido no ano de 2010, Pierre Chalita deixou a história da arte sacra e moderna para os alagoanos e turistas navegarem pelo universo dos artistas.

IHGAL - Ainda no Centro de Maceió, o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL) também guarda relíquias da história, como as indumentárias e armas do bando de Lampião e Maria Bonita. Possui valioso documentário histórico sobre a Guerra do Paraguai; um dos mais completos acervos afro-brasileiros do País, a exemplo da "Coleção Perseverança", que reúne objetos usados em cultos africanos, em Alagoas, no ano de 1912; preciosa coleção Marajoara, além de peças de etnografia de grupos indígenas amazônicos.

Memorial Pontes de Miranda - Saindo do Centro de Maceió em direção à Avenida da Paz, o Tribunal Regional do Trabalho - que completou 70 anos - tem sua história guardada no terceiro andar da sede do tribunal, no Memorial Pontes de Miranda e da Justiça do Trabalho em Alagoas. O espaço museológico detém um dos maiores acervos do Judiciário alagoano, com documentos históricos memoráveis, como a primeira ação trabalhista movida por uma mulher, uma cozinheira, e o primeiro processo por assédio sexual em terras alagoanas.

Museu Théo Brandão - Do Memorial Pontes de Miranda em direção ao bairro do Jaraguá, na praia da Avenida, um casarão de dois andares desperta o olhar por sua beleza arquitetônica: o Museu Théo Brandão, com seu rico acervo de cultura popular brasileira. O nome é em homenagem ao professor e folclorista Theotônio Vilela Brandão, cuja coleção de arte popular foi doada ao espaço. O museu expõe, ainda, objetos da cultura brasileira e de vários países, destacando-se México, Espanha, Portugal e alguns africanos. A maior coleção, porém, é de peças nordestinas, sobretudo alagoanas. Destaque para a sala Fé, que mostra o sincretismo religioso e a coleção de ex-votos.

Programação

Museu Palácio Floriano Peixoto e os Memorias Lêdo Ivo e Aurélio Buarque de Holanda - Horário: terças, quartas, quintas e sextas, das 8h às 17h - sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h. Praça Marechal Floriano Peixoto, 517, Centro. Telefone: (82) 3315-7874.

Museu Théo Brandão - terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados, das 14h às 17h. Avenida da Paz, 1490, Centro - Telefone: (82) 3221-2651.

Fundação e Museu Pierre Chalita - segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Praça Floriano Peixoto, 44, Centro - Telefone: (82) 3336-6380

Museu Pierre Chalita - das 8h às 12h e das 14h às 17h - Praça Manoel Duarte, 77- Jaraguá, telefone: (82) 32311755.

Associação Comercial de Maceió - segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Rua Sá Albuquerque, 468 - Jaraguá -Telefone: (82) 3327-0728.

Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas - segunda a sexta, das 8h às 12h. Rua João Pessoa, 382, Centro - Telefone: (82) 3326-9719.

Memorial Pontes de Miranda - segunda a quinta, das 13h às 17h, e na sexta, das 9h às 13h. Avenida da Paz, 2076, 3º Andar - Centro - Telefone: (82) 2121-8122.

Museu dos Esportes - segunda a sexta, das 9h às 11h e das 15 às 17h - Av. Siqueira Campos- Trapiche da Barra - Telefone: (82) 3326-6329.

Casa Jorge de Lima - das 8h às 14h -Praça Sinimbu, S/N - Centro - Telefone: (82) 3336-1470.

Fundação Teotônio Vilela- segunda a sexta ,das 8h às 12h e das 14h às 18h.- Rua Sá e Albuquerque, 468 - Jaraguá -Telefone: (82) 3327-0728.

Memorial Teotônio Vilela - domingo a domingo, das 9h às 21h.- Avenida Dr. Antonio Gouveia, s/n, Pajuçara - Telefone (82) 3227-0728.

Casa da Arte - segunda a sexta, das 8h às 11:30 e das 14h às 18h. Sábados e domingos, das 14h às 18h - Rua São Pedro, 185, Garça Torta, Telefone: 3355-1149.

Museu da Segunda Guerra - segunda a quinta, das 9h às 11h e das 14h às 16h30. - Praça Olavo Bilac, 33, Centro- Telefone: (82) 3336-2459.

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