Técnica da seleção de ginástica rítmica percorre país

Quatro novas atletas serão incorporadas ao grupo que treina em Aracaju

07/02/2012 07:40

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GLOBOESPORTE.COM

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Os olhares atentos denunciam: as seis meninas que formam a equipe de ginástica rítmica de Piracicaba não estão em um treino convencional. A observadora, desta vez, é Camila Ferezin. À frente da seleção brasileira há um ano, a treinadora aproveita o início de temporada para conhecer projetos Brasil afora, passar um pouco de sua experiência e buscar novas atletas. O objetivo? Renovar a seleção, com foco nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Até o final do mês, serão ao menos quatro novidades na equipe, que atualmente conta com oito atletas. A ideia é que passem a ser 11, com uma troca no time atual. Sem ter conseguido a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres, o grupo terá pela frente duas etapas da Copa do Mundo, no Uzbequistão e na Bielorrússia.

- Do atual grupo já teremos uma troca, porque uma das meninas vai se aposentar. E queremos mais três treinando conosco de forma fixa no nosso centro, em Aracaju - disse a treinadora.

A busca por novas atletas não é fácil. As ginastas que disputam individualmente são convocadas a partir do ranking nacional. Na equipe, o chamado fica a critério da técnica. Para que isto ocorra, são horas e horas de viagem acompanhando os principais torneios em disputa pelo país.

- É uma busca incessante por atletas. Nosso trabalho é de pincelar as melhores. E depois, com elas, dar formato à equipe - completa a “caça-talentos”, que, no ano passado, conduziu a seleção ao tetracampeonato dos Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara, no México. Com contrato até o fim de 2012, ela espera que o prazo seja estendido até Rio-2016.

Em suas andanças pelos ginásios, a treinadora encara um problema que atrapalha o desenvolvimento do esporte no país: a falta de continuidade dos projetos, que leva muitas ginastas a desistirem do esporte antes do ápice da carreira. A média de idade das atletas da seleção atualmente é de 17 anos, enquanto as de ponta têm, geralmente, entre 20 e 22 anos.

Daí a importância de pegar meninas na faixa dos 16 anos – o mínimo para ingressar na seleção -, já pensando nos Jogos do Rio.

- A estrutura para a prática da ginástica rítmica ainda é muito aquém no país. E, como consequência, muitas meninas com potencial acabam desistindo do esporte. A nossa luta é para melhorar a longevidade destas atletas.

A fala tranquila de Ferezin sobre os rumos do esporte no país se opõe ao estilo linha-dura na hora dos treinos. Diante das meninas, não abaixa a guarda e não amolece quando algo sai errado.

Primeira Edição © 2011