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Greve da Polícia Militar na Bahia causa pânico na população

Os incidentes na capital baiana ocorreram durante a greve de PMs e bombeiros da Bahia. Justiça decreta a ilegalidade da paralisação

03/02/2012 08:14

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O Povo

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ARESTIDES BAPTISTA/AE

Na madrugada agências bancárias foram alvo de ataques a tiros mas nada foi roubado nem os estabelecimentos saqueados

Quatro agências do Banco do Brasil, em bairros nas proximidades do Centro de Salvador, sofreram ataques a tiros na madrugada de ontem. As as portas de vidro dos estabelecimentos foram quebradas nos incidentes, porém sem registro de feridos. Os episódios aconteceram depois que policiais militares e bombeiros da Bahia iniciaram greve na terça-feira. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, os atentados estavam sendo investigados como atos de vandalismo, com o objetivo de criar pânico, já que não aconteceram saques ou tentativas de roubo nas agências.

Testemunhas ouvidas pela Polícia relataram que os ataques foram praticados por homens em motocicletas. Na mesma linha do que apontou a secretaria, lojas da avenida 7 de Setembro, também no Centro salvadorense, e no Subúrbio Ferroviário fecharam as portas depois de boatos de arrastão. De acordo com informações de transeuntes no local, houve correrias pela rua e a ordem dos proprietários foi de encerrar as atividades.

Ilegalidade

O juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública da Bahia, Ruy Eduardo Almeida Brito, acolheu requerimento do Estado e determinou que os integrantes da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) suspendessem a paralisação. A liminar prevê o cumprimento imediato da decisão, sob pena de multa de R$ 80 mil para a associação por dia de paralisação.

Os cerca de dois mil filiados à Aspra, uma das nove associações que representam os 32 mil PMs e bombeiros da ativa baianos, decidiram cruzar os braços para cobrar do Governo estadual a incorporação de gratificações aos salários, além de regulamentação para o pagamento de adicionais, como de periculosidade e acidente.

O presidente da associação, Marco Prisco, disse que a determinação judicial não prejudicaria o movimento grevista e que o departamento jurídico da entidade foi acionado “para tomar as providências necessárias”. (das agências de notícias)

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A movimentação grevista dos policiais na Bahia, com notícias desencontradas sobre atos de violência, lembra muito o que aconteceu no Ceará no dia 3 de janeiro. De certa forma a ação não chega a surpreender, em virtude da sensação de medo que impera nas grandes cidades brasileiras.

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