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Governador pede perdão oficial pelo Quebra de Xangô de 1912

Episódio foi marcado pela depredação de templos religiosos e espancamento de negros

01/02/2012 19:49

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Rone Barros - estagiário

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Miguel Goes

Governador assina pedido de perdão oficial

Alagoas relembrou nesta quarta-feira (1º) um dos mais emblemáticos casos de racismos e intolerância religiosa do país. Ocorrido em 1912, o Quebra de Xangô, foi episódio de terror com a depredação de templos religiosos e espancamentos de negros, líderes e adeptos do candomblé. O governador Teotônio Vilela Filho assinou um decreto em um pedido de perdão oficial a perseguição aos cultos afrobrasileiros.

O decreto 18.041 descreve o pedido de perdão pela perseguição da religiosidade afroalagoana, ofensa de culto grave e da memória do patrimônio cultural. “Foram assassinados pais e mães de santo, um verdadeiro desfalque em nossa cultura e no aprendizado das nossas raízes, além da confraternização entre raças”, desabafou o governador.

“A liberdade de expressão ainda está sendo conquistada. Tentamos quebrar a intolerância e o desrespeito”, esclareceu Janaína Martins, integrante do Coletivo Afro Caeté.

O governador ainda destacou a participação dos movimentos da religião afro com a realidade social. Movimento como o projeto social Inaê atende crianças e adolescente no bairro Campestre II e na comunidade Santa Fé, em União dos Palmares. “Quero destacar a importância dos movimentos da cultura negra que desenvolvem ações sociais. Cabe ai algumas parcerias com a sociedade. Não irei admitir que seja omitido o episódio bárbaro que feriu a nossa liberdade”, afirmou Vilela.

O mestre Aleluia, 46 anos, do grupo Mucambo dos Angoleiros disse que ainda sente os reflexos da perseguição de 1912. “A capoeira ainda não evoluiu aqui em Alagoas pelo Quebra de Xangô que expulsou grandes mestres para outros estados e isso refletiu na dança de origem brasileira”, lamentou.

A memória dos orixás e as tradições se mantiveram durante décadas o que fortaleceu pais e mães de santos na luta pela liberdade de raças e crenças. “Aqui não está presente nem o ódio, nem o rancor. Estão presente pais e mães de santo que sobreviveram com a força dos orixás. Pela memória de Tia Marcelina que em cada golpe recebido ela prevaleceu em coragem e sabedoria”, afirmou Mãe Neide do grupo União Espírita Santa Bárbara. 

Supervisão: Thayanne Magalhães

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  • sergio castilho ribeiro 01/02/2012

    ainda em nossos dias, a maioria da população brasileira desconhece os cultos afrobrasileiro, é necessário maior apoio e divulgação através dos meios de comunicação pública ou privada.É tarefa interessante para ser abraçada pelas Secretaria da Cultura dos Estados,Ministérios etc.

  • Tadeu Amaral 01/02/2012

    Já não era sem tempo, agora mesmo no FSM em Porto Alegre, este triste episodio da nossa história foi citado. Agradecemos ao senhor Governador Por este ato de Justiça, mas esta longe a verdadeira REPARAÇÃO a nossos irmãos Afrodescendentes. Só o Povo Salva o Povo Tadeu Amaral CBC/CEAC/COLAPOM

  • roberto 01/02/2012

    só esta faltando esses políticos inaugurar logo um terreiro de macumba dentro do congresso nacional.

  • Pejiga Clô D'Ogyian 01/02/2012

    Parabéns Sr. Governador pela iniciativa e pela dignidade de saber pedir PERDÃO.

  • marcos santos 01/02/2012

    lógico q ele assinou é ano politico ta se promovendo ele ñ va cuidar da saúde ,educação e segurança

  • alberto campos 02/02/2012

    é uma vergonha seu governador....em época de politica....que falta de CONHECIMENTO em ???....de sua parte.....claro ano letivo ???? ESTA DO JEITO QUE O DIABO GOSTA ( E DEUS EM ???? )....DEPOIS NÃO RECLAMA DA SORTE.....QUE É DEUS QUE CONSTITUI AS OUTORIDADES .....

  • Adelmo 02/02/2012

    Independentemente de ano político esse perdão oficial é mais uma prova da responsabilidade do Estado pela terrível massacre da intolerância Religiosa. Parabéns governador pelo reconhecimento! NÃO A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA!

  • Adilson 02/02/2012

    Coisa do Diabo? Pensamento pequeno e pobre! Procure se informar! Pena que pessoas alienas por religião ficam cega diante de fatos históricos e de raízes culturais. Meu repúdio diante da perseguição dos negros e seu cultura. Sociedade hipócrita! Unidos pela força dos orixá!

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