Estado e municípios planejam ações para o controle e combate da Hanseníase

26/01/2012 09:37

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Divulgação

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Para lembrar a importância do tratamento da Hanseníase, foi criado pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) o Dia Mundial de Combate à Hanseníase. Para marcar a data, que este ano será no dia 29 de janeiro (sempre no último domingo do mês), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) está trabalhando junto aos municípios na elaboração de planos de ações.

Organizada pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica, a iniciativa pretende apoiar os municípios a divulgar os sinais e sintomas, realizar uma busca por pacientes sintomáticos e promover reuniões, caminhadas e palestras sobre a questão.

Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Cleide Moreira, em 2011, Alagoas teve 325 novos casos da doença em 55 cidades, correspondendo a um coeficiente de detecção geral de 10,42 para cem mil habitantes. Do total de diagnósticos, 24 aconteceram em menores de 15 anos, com índice de 2,64 para cada cem mil moradores.

Ela ressalta que os números são considerados altos para os parâmetros nacionais. “Observa-se uma redução gradativa desde 2004. Em 2010, tivemos 381 novas notificações e um coeficiente de 12,21. Apesar dessa redução, ainda não atingimos as metas preconizadas pelo governo federal”, diz ela, acrescentando que o Brasil ainda é o segundo no ranking da doença.

Cleide Moreira destaca que, dos 40.470 diagnósticos realizados nas Américas no ano passado, 93% ocorreram no País. “Esta situação afeta a vida de milhares de pessoas, pois a hanseníase compromete mecanismos de defesa e gera deformidades e incapacidades neurológicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato”, explica a coordenadora.

Tendo isso em vista, a Sesau vem investindo em ações relacionadas à doença – ao longo de 2011, 46 municípios alagoanos receberam atividades. O tópico foi tema de treinamentos de prevenção de incapacidades e manejo e tratamento dos estados reacionais hansenicos, além de seminários nas ações básicas de vigilância e controle e oficina de avaliação e monitoramento.

Hanseníase
Transmitida pelas vias respiratórias, a hanseníase atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e pode variar entre dois e dez anos. O Bacilo de Hansen tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas a maioria possui defesas contra o agente causador.

Os principais sinais da doença são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, com diminuição ou perda da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato. Composto por três tipos de antibióticos, o tratamento pode ser feito nas unidades básicas de saúde e varia de acordo com o tipo de infecção, podendo durar de seis a 24 meses.

Em 2010, 82,3% dos diagnosticados alcançaram êxito no tratamento, percentual considerado regular em relação à média nacional, que considera bons indicadores apenas a partir dos 90%. Ainda assim, a enfermidade continua endêmica no Brasil, segundo em número de casos – vindo somente atrás da Índia, que ocupa o primeiro lugar da lista.

Primeira Edição © 2011