Rogério Ceni desafia os médicos do São Paulo

24/01/2012 07:08

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Estadão

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O São Paulo deu mais uma semana para que Rogério Ceni tente evitar a cirurgia no ombro direito, que deve ocorrer até sexta-feira. A teimosia do principal ídolo deixa o clube em uma saia justa e o departamento médico do Tricolor mais cauteloso em relação às lesões no elenco.

O goleiro decidiu contrariar a recomendação dos médicos e insiste no tratamento convencional, que pode resolver o problema (estiramento no ombro) em até dois meses - na quinta, Ceni deve fazer um último teste para tentar provar que a recuperação com fisioterapia vem dando resultados. Mas mesmo diante do empenho do goleiro e da boa evolução do tratamento até agora, os médicos não querem correr riscos.

O dilema é semelhante ao que o clube enfrentou com Luis Fabiano no ano passado. Na Espanha, o atacante rompeu os ligamentos do joelho esquerdo em março e seguiu a orientação dos médicos do Sevilla: iniciou tratamento convencional para evitar o procedimento cirúrgico.

Na chegada do jogador ao Morumbi, o São Paulo concordou em manter o tratamento e acabou desperdiçando tempo. As dores não diminuíram e, depois de 2 meses no clube, o atacante foi obrigado a passar por cirurgia por conta de uma fibrose, atrasando sua estreia.

O próprio médico do São Paulo, José Sanchez, admite que Rogério Ceni terá dificuldades para convencer o departamento médico. "A tendência é que opere, mas vamos esperar mais alguns dias para ver se vai haver uma evolução", disse Sanchez. "Ele precisará provar que recuperou a movimentação plena no ombro e sem dor".

Em 2009, Rogério Ceni mostrou poder de recuperação ao romper os ligamentos do tornozelo esquerdo. Diante da grave lesão, o tempo de recuperação previsto foi de até seis meses, mas o goleiro conseguiu abreviar o prazo para apenas quatro. Ele acredita que mais uma vez poderá surpreender os médicos.

Caso o teste de quinta-feira mostre que a lesão no ombro direito é menos grave do que se pensa, o retorno do goleiro será rápido: caso recupere os movimentos com fisioterapia intensiva, poderia voltar ao time do São Paulo já nas primeiras semanas de fevereiro.

Substituto

O técnico Emerson Leão, porém, se mostra cético e está convicto de que perderá o goleiro por 6 meses, tempo médio de afastamento no caso de cirurgia. Por isso, cobrou a diretoria para que busque no mercado um goleiro experiente, que ao menos possa ocupar a reserva de Denis. A diretoria, porém, nega a busca por opções. "O Denis assume e temos outros dois goleiros (Léo e Leonardo). Não vamos precisar contratar alguém para a posição", garantiu o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes.
 

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