Defesa tenta desacreditar provas apresentadas pela acusação

Após o debate das partes, agora acusação e defesa entram na fase de réplica

18/01/2012 12:35

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Marcela Oliveira e Fran Ribeiro

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Em 3 horas de debate, a defesa foi insistente em desacreditar as provas apresentadas pelos promotores do Ministério Público Federal que compõem a acusação junto ao advogado José Fragoso. Além de desacreditar o depoimento da sobrevivente da “Chacina da Gruta”, a defesa refutou laudos e argumentos utilizados pela acusação para construir sua tese.

Entre eles, o depoimento prestado por Maurício Guedes, o Chapéu de Couro. “Se fosse para seguir o depoimento de Chapéu de Couro, quem seria morto era o Augusto Farias”, questionou Welton Roberto. O advogado questionou ainda o relatório telefônico apresentado pela acusação, que comprovaria a ligação dos executores de Ceci com Talvane Albuquerque. “Se esse telefone estivesse com Talvane, como explicar que esse outro número, que seria dele, fez uma ligação para o mesmo? Ele está em Arapiraca e liga para ele mesmo em Brasília. É o fenômeno de estar em dois lugares ao mesmo tempo! Vejam como é falha. Como um mesmo número liga para dois números diferentes? Na dúvida, se absolve”, enfatizou a defesa ao se dirigir a bancada do júri popular.

Outro ponto enfatizado pela defesa foi um laudo da perícia feita no carro, o Fiat Uno que foi encontrado carbonizado no município do Pilar no dia seguinte ao crime e que teria sido usado na fuga dos executores. “Até a minha filha de 7 anos faria um laudo desse. Aqui diz que o carro carbonizado era um Fiat azul burundi, que nada se parece com o verde. Mas quem disse que era verde? O senhor Valmir que viu o carro em fuga”, referiu-se Welton a uma das provas apresentadas pela acusação.

Nesse momento começa a fase de réplica da acusação, que duas horas para reforçar seus argumentos para a condenação dos réus. Logo após, é a vez da defesa utilizar duas horas de réplica para finalizar seus trabalhos.
 

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