Jadielson chora e diz que vai sair vitorioso do julgamento

Acusado volta a negar participação na chacina e dá detalhes sobre sua ida para Brasília após o crime.

17/01/2012 08:28

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Marigleide Moura

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Durante o interrogatório, Jadielson Barbosa da Silva, réu no processo que julga a morte da deputada Ceci Cunha e mais três familiares dela, chegou a chorar e voltou a negar participação no crime na manhã de hoje (17). Ele disse ter convicção que sairá vitorioso do julgamento.

Jadielson ainda acusou Claudinete Maranhão, sobrevivente da chacina, de irresponsável por ter afirmado em seu depoimento, ontem, que o reconhecia como atirador no dia 16 de dezembro de 1998.

O réu disse ao juiz federal André Granja que soube do crime pela rádio quando levava um filho de Talvane Albuquerque para a cidade de Arapiraca. Durante seu depoimento, o acusado, declarou que ao chegar em Arapiraca, soube que Talvane estava sendo acusado de participação no assassinato e decidiu ir para Brasília com medo de ser preso.

"Deixei Maceió para a Brasília, capital federal porque sou uma pessoa pobre e tinha medo de ser preso", afirmou o réu. Momentos depois, o juiz leu trecho de seu depoimento para a polícia. No depoimento consta a palavra ‘fuga’, no entanto, Jadielson fez questão de enfatizar que não usou a palavra fuga usada pelo delegado durante o depoimento que prestou na sede da Polícia Federal na época em que foi preso.

Jadielson disse também ao juiz que sua família foi abordada de forma truculenta pela polícia logo após o crime. “Doutor, a polícia chegou na minha casa e agrediu minha mãe e minha esposa. Minha mãe uma mulher idosa, já doente”, contou.

Depois ele disse que a polícia entrou na casa de sua família como quem procurava um bandido. “Me transformaram em um monstro, em um bandido”, voltou a afirmar Jadielson. Nessa vistoria, a polícia encontrou uma arma que pertencia ao deputado Talvane.

Sobre o diálogo que teve com o pistoleiro Chapéu de Couro, Jadielson disse que se tratava da contratação de dois seguranças para Talvane e não de pistoleiros. Segundo ele, Chapéu de Couro era uma pessoa perigosa e falava com ele o mínimo possível. “Tinha medo dele e era uma pessoa inocente”, falou.

Dentro de instantes outras informações.

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