PF enviará a Polícia Civil de Alagoas áudio sobre suposto plano para matar deputados

Delegado-geral vai analisar material e decidir se abrirá ou não investigação

10/01/2012 09:17

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Redação

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A polícia Civil de Alagoas deve receber da Polícia Federal de Pernambuco o áudio do telefonema anônimo que revelou um suposto plano arquitetado pelo suplente de deputado Cícero Ferro para matar os parlamentares Dudu Holanda (PSD) e Maurício Tavares (PTB) na noite de réveillon.

De acordo com o secretário-adjunto da Secretaria de Defesa Social, Paulo Cerqueira, a Civil fez um pedido de busca de informação sobre o caso. “A Polícia Federal ainda não teve tempo de mandar porque está entrando em contato com a superintendência de Pernambuco”, disse ele desmentindo a primeira informação que foi divulgada de que dois carros com supostos pistoleiros tenham sido interceptados pela polícia. “Ninguém foi preso e nenhum carro foi interceptado, até porque não é crime. Existe o intercrime, que é a cogitação, os atos preparatórios. No Brasil, não é punível”.

Ainda conforme Cerqueira, a Polícia Federal de Pernambuco alegou que recebeu a ligação anônima e checou as informações. “A Polícia Federal disse que checou a denúncia de outras maneiras, que até o momento não sei quais foram. Quando tomamos conhecimento a primeira coisa que fizemos foi avisar os deputados para que tomassem cuidado, pois poderia ser verdade ou não. Isso não foi precipitado. Se eles fossem mortos, a culpa seria das instituições policiais”.

O adjunto também afirmou que o material será encaminhado ao delegado-geral da Polícia Civil, José Edson, que, após analisar o áudio decidirá se o caso será investigado. “Estamos esperando que o documento chegue para ser repassado ao José Edson, que tomará a providência cabível. Se houver indício de autoria, o inquérito será aberto”.

No dia 31 de dezembro, a Polícia Civil foi comunicada que a Polícia Federal em Pernambuco foi informada sobre um suposto esquema para assassinar os deputados Dudu Holanda e Maurício Tavares. Policiais militares pernambucanos teriam sido contratados por Ferro para executar o plano.

Com base na informação, os delegados José Edson e Ana Luiza Nogueira avisaram as supostas vítimas, que já pediram mais segurança ao governo.

Cícero Ferro nega que tenha planejado a morte dos colegas de parlamento e, durante coletiva à imprensa na semana passada, afirmou que renuncia à suplência caso a polícia apresente alguma prova contra ele.
 

 

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