Americano é condenado à morte no Irã por espionagem

09/01/2012 06:06

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EFE

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O americano Amir Mirzaei Hekmati, que confessou perante a televisão iraniana que trabalhava para a CIA, foi condenado nesta segunda-feira à morte por um tribunal de Teerã, informou a agência local de notícias iraniana 'Fars'.

Hekmati tinha sido detectado pelos serviços de inteligência iranianas na base de Bagram que os Estados Unidos têm no Afeganistão e posteriormente foi detido. EFE

Na sentença, Hekmati é considerado um colaborador do Governo inimigo dos Estados Unidos que tentou implicar o Irã em atividades de terrorismo.

Igualmente foi declarado um 'mohareb', aquele que luta contra Deus, por isso que foi condenado à pena capital.

No Irã rege uma interpretação da lei islâmica ou sharia pela qual se condena à morte os assassinos, estupradores, narcotraficantes e aqueles que atentem contra a lei de Alá e a República Islâmica

Segundo a sentença judicial, o acusado alegou em sua defesa que tinha sido 'enganado pelo serviço de espionagem americano', embora tenha admitido que tinha entrado no Irã para interferir no sistema de inteligência do país.

Além de ser um informante da CIA, sempre segundo o pronunciamento judicial, o condenado afirmou que não tênia intenção de prejudicar o Irã e pretendia se estabelecer no país.

O suposto agente da CIA, de origem iraniana, nasceu no Estado americano do Arizona e foi detido em dezembro do ano passado no Irã, quando, segundo as autoridades, tentava se infiltrar no Departamento de Inteligência.

A porta-voz do Departamento de Estado americana, Victoria Nuland, pediu ao Governo iraniano que autorizasse à embaixada da Suíça em Teerã, que abriga o escritório de interesses americanos, a ter acesso a Hekmati e negou que o detido fosse um espião.

Hekmati reconheceu que era um agente da CIA dos EUA em um vídeo divulgado no dia 18 de dezembro pelo 'Canal 3' da televisão oficial iraniana.

Além disso, reconheceu que em 2001 entrou nas Forças Armadas dos EUA, onde teve treinamento militar e de inteligência e aprendeu línguas, especialmente árabe e persa, idiomas que previamente tinha algum conhecimento.

Para sua atual missão, o suposto espião confessou que tinha recebido treinamento especial para se infiltrar nas agências de inteligência iranianas e que previamente tinha trabalhado para os serviços secretos militares dos EUA no Iraque e no Afeganistão.

Segundo as autoridades iranianas, os EUA tinham preparado 'uma complexa trama' para se infiltrar no aparelho de inteligência da República Islâmica do Irã e a CIA organizou a parte operacional do plano com esta missão.

Hekmati segundo a agência 'Irna' tinha sido identificado pelos serviços de inteligência iranianas na base de Bagram que os Estados Unidos tem no Afeganistão e posteriormente foi localizado e detido.

Primeira Edição © 2011