Folha Online
O vice-presidente e chanceler do Uruguai, Danilo Astori, confirmou a candidatura de seu país a um assento como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para 2016 e 2017.
O ministro, que defendeu a candidatura em seu discurso feito na segunda-feira na 66ª Assembleia Geral da entidade, em Nova York, afirmou, após as atividades dessa sessão, que a iniciativa já conta com o apoio de vários países.
Ele qualificou a proposta "de suma importância", posto que o "Uruguai poderá então ter a oportunidade dar sua contribuição aos grandes objetivos em jogo com o mundo, como o são a paz, a liberdade e a democracia".
Antes de sua volta a Montevidéu, Astori se reuniu com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, com quem dialogou sobre a participação uruguaia na reforma do sistema das Nações Unidas.
"O mundo mudou, não é o mesmo que viu nascer a ONU, [motivo] pelo qual é imperiosa uma mudança que reforce o papel político da organização e sua intervenção de equilíbrio, moderação, paz e liberdade", expressou o chanceler, que compareceu à Assembleia Geral no lugar do presidente José Mujica.
Atualmente compõem o Conselho de Segurança China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, com assentos permanentes e poder de veto, e outros dez países, com vagas não permanentes e com mandatos de dois anos que são eleitos pela Assembleia-Geral --entre o quais atualmente figura o Brasil.
O Uruguai cita como um dos argumentos para sua candidatura a colaboração com as Nações Unidas, como a manutenção de um contingente militar na Minustah (Missão para a Estabilização das Nações Unidas no Haiti).
Primeira Edição © 2011
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