Governo de AL estuda a situação, mas problema precisa ser encontrada urgentimente, pois pode prejudicar desenvolvimento do Estado
Jessica Pacheco e Railton Teixeira
Alagoas se destaca no cenário nacional quando o assunto se refere às belezas naturais. Com as mais belas praias do Nordeste, algumas delas localizadas na área urbana da Capital, Maceió, o Estado é considerado nacionalmente como o “Paraíso das águas”. No 6ª Salão de Turismo, que está sendo realizado em São Paulo, o ministro do turismo, Pedro Novais, ficou encantado com as fotos das praias alagoanas. Mas em contraste com tanta beleza, a poluição das praias alagoanas tem deixado à população, que convive com essa realidade, entristecida.
Mas, em contraste com a beleza, as chamadas ‘línguas negras’ têm chamado à atenção da população que convive com esse problema e frequenta, ou melhor, frequentava esses lugares.
Segundo as informações disponibilizadas no site da Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas (Setur-AL), o litoral alagoano é constituído por 230 km “com as paisagens mais encantadoras de todo o Nordeste” (ver link), porém poluídas, em sua grande maioria. As chamadas ‘línguas negras’, presentes em boa parte da orla de Maceió, comprovam isso.
Semanalmente, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) divulga o relatório de balneabilidade das praias alagoanas, e, por vezes, o número de trechos impróprios chega a quase 50% de todos coletados.
No último relatório, divulgado na sexta-feira (8), dos 54 trechos coletados, 13 foram considerados impróprios – poluídas na linguagem popular. Apesar de uma baixa significativa, a poluição ainda está presente nas principais praias de Maceió que compõem a famosa Orla Marítima da capital – Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca.
O grande causador disso pode ser o crescimento desordenado da cidade em conjunto com a falta de planejamento em infraestrutura, em particular, as redes coletores e de tratamento de esgoto, pois todo esse lixo é drenado o oceano.
O famoso riacho do Reginaldo, mais conhecido como riacho ‘Salgadinho’, que corta quase toda a cidade de Maceió e ‘reza a lenda’ que na década de 70 era limpo e despoluído, hoje, é um esgoto a céu aberto com dezenas de canais residenciais que desembocam em suas águas e por fim, termina nas águas da belíssima praia da Avenida. Isso mesmo, belíssima, se fosse vista apenas por foto.
Há 11 anos atrás, a então prefeita Kátia Born, para provar que o riacho mais famoso de Alagoas estava despoluído, tomou banho em suas águas, mera enganação. Até hoje, a população cobra solução para essa contradição na cidade ‘paraíso das águas’.
O rio Tatuamunha, localizado no município de Porto de Pedras, litoral norte alagoano, onde funciona o santuário do Peixe-Boi, apresenta constantemente índices elevados de coliformes fecais.
Alagoas sempre foi conhecida como “o paraíso das águas”, e o turismo sempre foi o potencial e diferencial econômico. Agora, a poluição dos principais atrativos do Estado pode afetar o avanço do turismo e o Governo do Estado busca soluções para o problema, e vários projetos estão sendo estudados, o que a população quer é que o problema seja tratado com o grau de urgência que o assunto merece.
Segundo o próprio governador em exercício, José Thomaz Nonô, no 6º Salão de Turismo, o turismo é mais um veículo do governo de Alagoas para o desenvolvimento do Estado, na geração de emprego e renda e de imagem positiva do estado lá fora, então está mais do que na hora de cuidarmos melhor do nosso principal atrativo: as praias.
Por diversas vezes, a equipe de reportagem do Primeira Edição tentou entrar em contato com a Secretaria de Estado do Turismo, porém, sem êxito.
Por estes dias, o IMA deve divulgar logo mais o novo relatório de balneabilidade das praias alagoanas.
PODEMOS DIZER QUE ISSO TUDO É CULPA DE BOA PARTE DA POPULAÇÃO QUE NÃO TEM UMA EDUCAÇÃO DE PRESERVAÇÃO DO MEIO-AMBIENTE E OUTRA PARTE, CULPA DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS QUE SÃO CONIVENTES COM ESSA SITUAÇÃO NEGATIVA.
Primeira Edição © 2011
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