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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Collor na CPI do Cachoeira

20/04/2012 09:27

Em 1992, Fernando Collor era presidente da República e foi detonado por uma CPI criada para investigar o envolvimento do empresário Paulo César Farias, o PC, com o presidente e com o governo. Consequência: o Congresso Nacional decretou o impeachment (afastamento) de Collor, que renunciou ao mandato, mas, mesmo assim, foi julgado e ficou inelegível por 10 anos. Vitória de Lula e de seus seguidores petistas.
Agora, a roda-gigante da política andou e Collor é membro de uma CPI que terá como alvo, dentre outros, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT, pelo envolvimento com o banqueiro do bicho Carlos Cachoeira.
É isso aí. A CPI criada para investigar os negócios de Carlos Cachoeira terá entre seus integrantes o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), que foi afastado do cargo por corrupção e hoje é senador, e pelo menos outros 17 parlamentares com pendências na Justiça, como o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).
As indicações para a CPI vão ser formalizadas até terça-feira. Somente depois disso a comissão será formalmente instalada e poderá dar início às investigações.
Os partidos já indicaram 25 dos 32 integrantes da comissão, mas pode haver mudanças, porque o governo tem procurado selecionar parlamentares mais afinados.
A CPI vai investigar a ligação de Cachoeira com políticos e empresas privadas --entre elas a Delta, que mais recebeu verbas do Orçamento do Executivo federal desde 2007.
Entre as prioridades dos futuros membros da comissão, estão as convocações de Cachoeira e do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), suspeito de usar o mandato para favorecer negócios do empresário. (Com Folha Online)
 

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O novo conselheiro do Tribunal de Contas

19/04/2012 11:23

 

Em sucessivas matérias e registros, o PRIMEIRA EDIÇÃO vem afirmando uma obviedade: o deputado Fernando Toledo, presidente da Assembleia Legislativa, só não será indicado para conselheiro do Tribunal de Contas se não quiser.
Quem decide? A maioria dos deputados. E quem elegeu Toledo presidente da ALE? A maioria dos deputados. Elegeu para o atual mandato e para o próximo. Portanto, esses mesmos deputados, em número de 17, o escolherão para a vaga no TC-AL.
Aliás, em número de 17, não, em número de 16, porque um deles, Gilvan Barros, também se inscreveu (embora seja possível e provável que, diante de uma tendência consumada) acabe retirando sua candidatura na undécima hora.
Resumo da opereta: diante do quadro mais do que conhecido da Assembleia, dispensa-se bola de cristal para prever quem os deputados indicarão para a vaga do recém aposentado conselheiro Isnaldo Bulhões.
Agora: a primazia do cargo ainda é objeto de demanda judicial. A Assembleia diz que lhe cabe a indicação, posição que também é reivindicada pelo Ministério Público de Contas. Lembrando que quem nomeia é o governador do Estado. De qualquer modo, vale anotar que não se tem notícia de alguém que tenha sido nomeado conselheiro e depois defenestrado do posto.

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Mexendo com maribondos

16/04/2012 09:53

A ânsia de pegar Demóstenes Torres obnubilou os petistas. Bastou a Polícia Federal ligar o senador do DEM ao contraventor Carlos Cachoeira, e a turma do PT se ouriçou toda. Escândalo! Um senador da República, antenado com bicheiro? Corrupção. Guilhotina nele? Cadê o Conselho de Ética? CPI nele!
Obcecados por tirar Demóstenes de cena, cassando-lhe o mandato, os petistas não se deram conta de que Cachoeira poderia se relacionar com outros políticos, do PT inclusive. Correram, anunciaram CPI, provocaram o Conselho de Ética. Necessário sanear o Congresso, tirar do Parlamento o careca que, amigo do bicheiro, vivia pregando ética e denunciando governistas.
A tropa de choque petista seguia célere para armar o patíbulo quando nova revelação da PF a deteve: o esquema de Cachoeira também envolve Agnelo Queiroz. Quem é? Nome de destaque do PT, governador do Distrito Federal. A tropa sentiu o baque.
A novidade mal saía das redações quando a tropa petista, avisada, mudou o tom da conversa. CPI? Pra que tanta pressa? Esse tipo de investigação requer cautela, nada de açodamento...
Verdade. Mormente após o nome de um governador petista aparecer no rol dos denunciados. O Demóstenes, culpado ou não, deve estar se estatelando de rir. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. O PT vive, apanha e nunca aprende. Pensar que uma CPI dessas vai pegar unicamente um inimigo político, é muita miopia. Abram a Comissão Parlamentar e vão ver que o Demóstenes e o Agnelo são só o fio do novelo. Puxem, e talvez encontrem lã suficiente para tecer uma rede parecida com o mensalão. É ir em frente ou dar meia volta. Os mensaleiros estão aí, prestes a serem julgados pelo Supremo Tribunal Federal.

PONTO FINAL
Não, foi só um alarme falso. O guerreiro Antônio Noya não vai seguir com o Troféu Lagoa Mar. A vigésima edição encerrou o celebrado evento turístico, sucesso absoluto em duas décadas.

QUORUM MENOR
Com 31 vagas na Câmara, a eleição de vereador terá um exército de candidatos, o que vai reduzir substancialmente o quorum eleitoral devido ao fracionamento do eleitorado.

EM ALAGOAS, MÉDICOS SÃO VIDENTES
O Conselho Regional de Medicina (CRM) vai intervir na questão das licenças médicas concedidas aos deputados estaduais. Médico que atestar doença inexistente vai se dar mal. Na ALE, o parlamentar adoece quando quer e com tempo definido para ficar bom: 121 dias. Como é que o médico sabe que, quatro meses e um dia após atestar a doença, o deputado estará curado?

NA RETAGUARDA
Eduardo Bomfim, veterano líder do PC do B, descarta sua participação nas eleições deste ano. Quer, porém, que o partido faça bonito em outubro. Sula volta pode acontecer em 2014.

ELEIÇÃO EM 2 TURNOS
Numa eleição fadada a ir para o segundo turno, a multiplicidade de candidatos é inevitável. Os blocos partidários se dividem, testam seu potencial eleitoral, mas voltam a se reagrupar para o turno final.

CHAMADOS DE CANALHAS, VEREADORES CALAM
Heloísa não brinca. Por isso, todo mundo na Câmara se fingiu de morto quando ela, em tom contundente e para uma audiência nacional, chamou de canalhas os vereadores que defendem o aumento de 21 para 31 cadeiras no Deliberativo Municipal. Até aqui, os advogados explícitos do aumento não deram um pio. Já os contras – claro – aproveitam para trombetear que são contras.

CONTRAVENÇÃO NO AR
Jogo do bicho não é contravenção? Então, por que emissoras de rádio transmitem diariamente o resultado lotérico da Paraíba? Ou além só atinge cachoeira, no sentido literal da palavra?

SEM HUMILDADE
A deputada Thaise Guedes se saiu mal no episódio do trânsito. Exibiu arrogância, quando o momento recomendava humildade. Poderá pagar caro por isso na campanha da reeleição em 2014.

SENADOR LAMENTA MORTE DE JANE BRITO
A morte de Jane Brito (56 anos) abriu um vazio no PMDB alagoano. Era secretária executiva do Diretório Estadual e conhecia como ninguém a história do partido em Alagoas. “Jane foi uma pessoa de nossa total confiança, uma auxiliar dedicada e sempre pronta para servir a quem tivesse o privilégio de conviver com ela”, disse o senador Renan Calheiros, presidente estadual do PMDB.

O BOM PALHAÇO
Impressiona o avanço de Alves Correia em Arapiraca. Impressiona e já preocupa os aliados de Rogério Teófilo e Célia Rocha. O eleitorado, que sempre se dividiu, vai rachar em três.

PINTO DEPUTADO
Pinto de Luna não será candidato este ano, mas não significa fim de linha. Pelo contrário, vai se estruturar e se organizar mais para concorrer a um mandato de deputado estadual em 2014.

RENAN NÃO JULGARÁ DEMÓSTENES TORRES
Um dos seis senadores sorteados, Renan Calheiros invocou ‘foro intimo’ ao recusar a relatoria do processo aberto contra o senador Demóstenes Torres no Conselho de Ética do Senado. Ante a recusa dos quatro senadores do PMDB que integram o Conselho, o líder Renan apoiou a indicação do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) para presidir o colegiado.



 

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Cícero Almeida e a 'máfia do lixo'

09/04/2012 15:03

A pergunta do momento, em relação a chamada ‘máfia do lixo’, é: o prefeito Cícero Almeida é culpado?
Como afirmar, se ainda houve julgamento? Embora esteja sendo explorado pelos seus adversários políticos e antipatizantes da mídia, o bloqueio dos bens não passa de medida cautelar muito comum em casos onde existe suspeita de lesão ao patrimônio público.
Até que a Justiça decida, baseada em provas irrefutáveis, o prefeito está respaldado pela presunção da inocência, uma das garantias individuais dispostas no texto da Constituição Federal.
O que diz Cícero Almeida diante desse imbróglio chamado ‘máfia do lixo’? Que assinou um aditivo autorizando a continuidade de um serviço sem o qual a coleta domiciliar do lixo seria suspensa e a cidade em poucos dias viraria um imenso e pavoroso lixão.
Necessário atentar para o seguinte: uma coisa é o gestor (ordenador de despesas) assinar um contrato; outra é participar, por ação ou omissão, de um esquema de desvio de recursos públicos.
Como saber se Almeida tem culpa em cartório? Provando, fazendo justamente o que ele está exigindo em tom de desafio: “Provem que houve desvio de R$ 200 milhões”. Ressalte-se que, em sua denúncia sobre o esquema do lixo, o promotor Marcus Rômulo admite que o desvio pode ter chegado a R$ 5 milhões.
A situação de Almeida faz lembrar a de Lula, Dilma, Lessa e outros governantes que tiveram auxiliares envolvidos em ataques ao Erário. Dilma, por exemplo, já teve de demitir sete ministros por suspeita de corrupção. E qual a participação dela na improbidade?
São 16 os indiciados pela Justiça com base na denúncia do Ministério Público. Quem são? Só se houve falar em Cícero Almeida. Ou seja, sem provas definitivas contra ele e sem julgamento (e com os demais citados mantidos no anonimato), o prefeito está sendo pré-condenado, inapelavelmente, por um ato de improbidade que garante jamais ter cometido.

EPIDEMIA NA ALE 1
Na Assembleia é assim: deputado adoece, mas ninguém sabe de quê. Nem os assessores. A enfermidade – nunca descrita ao público – só aparece quando é anunciado o afastamento.

EPIDEMIA NA ALE 2
Além de serem vítimas de doenças desconhecidas, os deputados adoecem com prazo para cura: 121 dias. O enfermo da vez seria Marquinhos Madeiros, do PT, mas ainda não há nada confirmado.

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
Veja se dá para entender as leis brasileiras. O juiz Anderson Santos Passos negou liminar para que o prefeito afastado de Traipu, Marcos Santos, pudesse receber seus vencimentos, embora fora do cargo. “É uma afronta à sociedade”, disse o magistrado. E é, mas, deputado, quando afastado pela Justiça, também por corrupção, recebe o subsídio normalmente.

CRIME E CASTIGO 1
Os petistas, sobretudo os petistas, sabem que Demóstenes Torres não cometeu crime hediondo, mas, para quem denunciava tanto os governistas, mera ligação com a contravenção basta.

CRIME E CASTIGO 2
Aliás, todo esse sarapatel por causa da relação do senador goiano com Carlos Cachoeira conduz a seguinte questão: quem, no Rio de Janeiro, não se relaciona com banqueiros do jogo do bicho?

NOYA, O TROFÉU LAGOA MAR E O ESTADO
O incansável Antônio Noya deve manter, por mais alguns anos, o Troféu Lagoa Mar, que está completando 20 anos. Mas precisa, para fazê-lo, do apoio efetivo do governo do Estado, o grande beneficiário desse consagrado evento turístico. O Troféu divulga Alagoas no Brasil e no exterior, atraindo jornalistas, autoridades e turistas. Portanto, nada mais justo que o Estado apóie a iniciativa com repasse de verba, com publicidade e até com subvenção.

ZEBRÃO NO AGRESTE?
A briga entre Rogério Teófilo e Célia Rocha, em Arapiraca, pode transformar o comediante Alves Correia na bola da vez. O povo erra, sem dúvida, mas também acerta. Pode acontecer este ano.

QUEM MANDA
Dona Dilma deu uma dentro: mandou banco do Brasil e Caixa Econômica baixarem os juros. Só para se ter uma ideia: na Caixa, a taxa do cheque especial caiu de 8% para 1,35% ao mês.

O SEGUNDO PARECIDO COM O PRIMEIRO
O prefeito Cícero Almeida está conseguindo derrubar o mito de que o segundo mandato nunca se compara ao primeiro. Com obras importantes em andamento e uma virada na gestão da assistência social, Almeida surpreende protagonizando um segundo mandato mais do que produtivo. Será, por isso mesmo, um dos mais importantes cabos eleitorais no processo sucessório de outubro vindouro.

OUTRO PREDESTINADO?
Não é premonição e muito menos bola de cristal, mas, depois que Lula se tornou presidente, tudo pode acontecer no reino dos tupinambás. Portanto, olho no Tiririca, na sucessão de 2014.

BOM JUIZ NÃO APARECE
Como explicar Dilma com mais aprovação popular do que Lula? Simples: ao contrário do antecessor, Dilma faz a vez do juiz de futebol que não aparece, não chama a atenção. A torcida adora.

O DILEMA DO ‘APÓSTOLO’ VALDEMIRO SANTIAGO
“Se o pastor não mostra sinais, o povo não crê porque não vê nada; se mostra, não crê porque é falso profeta. Então, o que devo fazer para convencer o povo?”. Simples: vai para as UTIs, manicômios e escolas de cegos, e faz lá seus milagres. Deixa os loucos sãos, os cancerosos terminais com saúde plena e os cegos (de nascença, bem entendido), vendo. Experimenta...

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Cícero Almeida é culpado?

05/04/2012 18:05

Com base em relato do ex-vereador Marcos Alves (já falecido), o Ministério Público entrou na Justiça com ação civil pública contra 16 pessoas supostamente envolvidas com desvios de recursos municipais, através do esquema conhecido como ‘máfia do lixo’.
Até agora, porém, não houve julgamento. O processo segue tramitando no Judiciário. Portanto, ninguém foi condenado, ninguém está cumprindo pena. Em suma, até agora não existe culpado.
Como prefeito, como responsável pela administração, Cícero Almeida integra o rol dos denunciados, o que basta para que seus adversários explorem o episódio esticando a corda, carregando na tinta das especulações. Não falta inclusive quem saia dizendo por aí que o bloqueio de seus bens é uma condenação. Isso não existe.
O bloqueio de bens, do prefeito e dos outros 15 personagens envolvidos, é medida meramente cautelar. E até que haja julgamento, inexiste culpa formada contra o prefeito.
Cumpre ainda esclarecer: muita gente apregoa que houve um desvio de R$ 200 milhões no esquema do lixo. Falácia. Desinformação ou má fé. Se o contrato com as empresas coletoras do lixo, com duração de cinco anos, foi de R$ 200 milhões, como o valor total do contrato poderia ter sido desviado? E o pagamento pelos serviços da limpeza pública?
Em seu próprio arrazoado, o promotor Marcus Rômulo admite que o desvio poderia chegar a R$ 5 milhões, ou seja, 2,5% do valor que tem sido largamente trombeteado. E não dá para trocar cinco por duzentos.
Houve desvio? Cabe a Justiça apurar e esclarecer. Portanto, até que haja o julgamento final, presumir a inocência de Almeida é o que recomenda a prudência. Quem é ou quem já foi gestor público, ordenador de despesas, sabe: uma coisa é assinar, autorizar uma despesa; outra, é participar de esquema de rapinagem para desviar dinheiro.
Não fosse por certos interesses em jogo (político-eleitorais, inclusive), o mais sensato será concluir que o Ministério Público está cumprindo seu papel, de investigar e apurar o que entende ser lesivo ao Erário; da mesma forma que é absolutamente legítima a atitude do prefeito de proclamar sua inocência.
 

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Primeira Edição © 2011