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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

A Copa do Brasil está ameaçada?

15/05/2012 15:09

Até agora, não há nada que afirme nessa direção, mas a Fifa – a entidade que manda no futebol mundial – diz que é crítica a situação dos estádios brasileiros para o mundial de 2014.
Já o alagoano Aldo Rebelo, ministro dos Esportes, minimiza relatório feito para a Fifa e ataca os consultores que apontaram risco de 5 das 12 arenas não ficarem prontas para o Mundial. Em que se fundamenta Rebelo? Na alegação de que o estudo encaminhado à Fifa, de 83 páginas, datado de 1º de maio, está desatualizado.
Aldo diz mais: "Não é um relatório da direção da Fifa, mas de um consultor. A tradição na área de consultoria é o consultor sempre botar um defeito, um problema, porque senão ele não tem como prosseguir o seu trabalho". Pode ser, mas o Brasil nunca foi um exemplo de cumprimento de cronogramas.
Pela avaliação feita, a situação mais crítica é a do estádio de Natal, classificado como de "alto risco" de não ficar pronto para o Mundial.
Conforme revelado, o estudo também põe em dúvida a possibilidade de os estádios do Rio, Belo Horizonte e Brasília serem concluídos antes da Copa das Confederações de 2013, competição que deverão sediar.
A rigor, das sedes da competição que antecede o Mundial, somente a arena de Fortaleza está sendo construída de acordo com o cronograma.
Mas Aldo esbanja confiança: “O governo não trabalha com a possibilidade de troca de sede na Copa do Mundo ou na Copa das Confederações em nenhuma das cidades candidatas", diz o ministro.
Rebelo afirma ainda que o governo recebe informações detalhadas do andamento das obras nos 12 estádios diariamente.
O relatório da Fifa, contudo, foi comemorado pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), porque aponta as obras do estádio de Salvador, ao lado do de Fortaleza, como tendo baixo risco de atraso. Wagner disse que o relatório ajuda na pretensão baiana para incluir a Fonte Nova como um dos palcos da Copa das Confederações.
"Já que a imprensa vazou, agora eu vou comemorar que Salvador está entre as duas sedes mais avançadas", disse o governador em entrevista à imprensa, ao lado do ministro. (Com Folha Online)

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Ministro do Supremo adia depoimento de Cachoeira à CPI

14/05/2012 19:29

 

 

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello acatou nesta segunda-feira, 15, pedido da defesa do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para que ele seja dispensado de prestar o depoimento marcado para esta terça-feira,15, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga suas relações com agentes públicos e privados.
Na ação protocolada no STF, o advogado de Cachoeira e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos alegou que Cachoeira não deveria comparecer à CPI antes de conhecer os documentos que servirão de base para as indagações dos parlamentares.
Celso de Melo baseou o seu despacho em várias decisões anteriores do STF que reconhecem o direito de qualquer pessoa sob investigação ter acesso ao material sobre o caso, antes de prestar depoimento.
Antes de protocolar o pedido de habeas corpus no STF, a defesa de Cachoeira tinha solicitado ao presidente da CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), que fornecesse as informações. No entanto, o requerimento foi negado. Segundo os advogados, Cachoeira está "impedido de conhecer com inteireza o que pesa contra ele".
A defesa sustentou que para decidir se vai falar ou se vai silenciar na CPI o bicheiro precisa conhecer o material. "De toda sorte, para decidir se fala ou se cala, ele precisa antes saber o que há a seu respeito", afirmam. (Do Estadão Online)

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Renan: "Judiciário é o guardião da cidadania"

11/05/2012 15:07

O senador Renan Calheiros ocupou a tribuna do Senado Federal para prestar sua homenagem ao tricentenário do Poder Judiciário alagoano. Afinal, foi justamente em maio de 1712 que o primeiro Ouvidor Geral, José da Cunha Soares, com formação jurídica de Coimbra, em Portugal, que passou a administrar a vida judiciária na então Comarca de Alagoas.
Renan parabenizou o Tribunal de Justiça de Alagoas e cumprimentou o desembargador Sebastião Costa Filho por sua iniciativa de instituir uma Comissão para planejar e coordenar as comemorações do tricentenário. O senador saudou também o dr. Claudemiro Avelino, magistrado e historiador, que está presidindo a Comissão do Tricentenário do TJ.
Em vários trechos de seu pronunciamento Renan destacou que “é o judiciário a principal instância garantidora e reparadora dos abusos contra a cidadania”. O líder do PMDB afirmou saber que “Alagoas ainda enfrenta muitos desafios para superar as mazelas sociais, mas que tem, no Poder Judiciário, verdadeiramente, uma instância de defesa dos interesses dos mais fragilizados”.
O senador também fez questão de informar que “o Poder Judiciário em Alagoas vez cada vez mais se aproximando da população”. Mais: disse que posso “testemunhar, os magistrados estão conscientes da importância dessa integração com a comunidade; e isto é fundamental, porque as pessoas precisam, de fato, conhecer o real papel do Poder Judiciário e lá buscar direitos que são negados em outras esferas”.
Emocionado, Renan relembrou que, quando esteve à frente do Ministério da Justiça, lutou “pela implementação de uma justiça cidadã, célere e mais próxima das pessoas e fiz disso uma das principais metas daquela Pasta”.
Publicamente, agradeceu ao Tribunal de Justiça de Alagoas que “reconhecendo esse trabalho pela aperfeiçoamento do Judiciário, me concedeu a Comenda Desembargador Moura Castro, a mais importante comenda do Judiciário Alagoano”.
No seu discurso, o senador insistiu na criação de novos juizados especializados “na violência contra a mulher e nas questões da infância e da juventude, porque esses segmentos realmente necessitam de maior proteção dos seus direitos, pela crescente exposição a abusos de toda ordem”. Cumprimentou os Correios, também, pelo lançamento do selo comemorativo aos 300 anos da Justiça em Alagoas.
 

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Sem citar nome, procurador-geral rebate Collor

10/05/2012 09:55


Sem citar nomes, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, atribuiu a réus do mensalão ou a pessoas que já foram alvos de investigação do Ministério Público as críticas que têm sido feitas a ele pela condução das investigações contra o contraventor Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
Quem bateu duro em Gurgel, durante sessão secreta da CPI, foi o senador Fernando Collor, amigo e correligionário do ex-deputado Roberto Jefferson, autor da denúncia sobre o mensalão. Jefferson, então deputado e presidente nacional do PTB, denunciou o esquema de compra de votos no Congresso, mas acabou sendo cassado junto com o petista José Dirceu, então deputado licenciado e chefe da Casa Civil do presidente Lula.
"Eu tenho dito que são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão", afirmou. "É compreensível que pessoas ligadas a mensaleiros queiram atacar o procurador-geral da República", acrescentou. "Eu acho que, se não réus, protetores de réus do mensalão estão como mentores (das críticas)", disse.
Gurgel não quis nominar quem estaria por trás das críticas que têm sido feitas a ele. Disse apenas, ao ser questionado se seria o ex-ministro José Dirceu, que é "notório quem está por trás das críticas". Gurgel disse ainda que as críticas têm como objetivo impedir as investigações do Ministério Público e imobilizar o procurador-geral da República. (Com Estadão Online)


 

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Collor ataca procurador-geral da República

09/05/2012 14:55

O senador Fernando Collor (PTB-AL) afirmou, durante a sessão secreta realizada ontem na CPI do Cachoeira, no Congresso, que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tem pedido ajuda, nos bastidores políticos, para não prestar depoimento à CPI.
Segundo o senador, Gurgel também é responsável por "uma espécie de ameaça velada" aos membros da CPI, pois estaria espalhando a informação de que outros casos envolvendo políticos poderão vir à tona na esteira do escândalo Cachoeira.
O jornal Folha de S. Paulo teve acesso à íntegra de um áudio que registra o depoimento do delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Souza, coordenador da Operação Vegas, desenvolvida entre 2008 e 2009 e paralisada após chegar ao gabinete de Gurgel. O depoimento foi tomado em sessão secreta. A sessão foi aberta apenas aos membros da CPI e um técnico de cada gabinete.
Collor é um dos principais críticos de Gurgel na CPI e insiste, desde o início dos trabalhos na comissão, que Gurgel seja convocado a depor para que esclareça por que nada fez após receber, em 2009, os autos da Operação Vegas que já apontavam indícios da participação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o grupo liderado por Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Após 2h12min de depoimento do delegado, Collor comentou uma visita que o presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), e o relator, Odair Cunha (PT-MG), fizeram a Gurgel para sondá-lo a respeito de um depoimento na comissão. Gurgel se recusou a comparecer.
Segundo Collor, após a audiência Gurgel passou a se movimentar nos bastidores políticos para tentar reverter a sua convocação.
Collor narrou: "Esses contatos externos precisam ser melhor informados aos membros integrantes desta comissão para que nós saibamos as coisas como estão acontecendo aí fora. Depois desse contato que Vossa Excelência teve, em conjunto com o relator desta comissão, o senhor procurador-geral começou a fazer algumas visitas. Recebeu visitas de parlamentares e senadores, companheiros nossos, em que, em tese, ele apresentou justificativas --em tese, eu digo, é o que se comenta-- ele apresentou justificativas do porquê não comparecer à CPI, como que pedindo auxílio: 'Me ajudem para que eu não lá esteja, eu não lá vá'. E depois desses encontros ele também soltou umas notícias, em algumas colunas, falando sobre casos fortuitos, que nos pareceu, uma espécie de ameaça velada no sentido de 'se eu eu for para lá, esses casos fortuitos serão revelados e irão incriminar outras pessoas'.
Após o depoimento do delegado ontem, ganhou força na CPI a proposta de convocar o procurador. Segundo o delegado, a investigação da Vegas foi paralisada após ser remetida ao conhecimento de Gurgel. A decisão, segundo o delegado, lhe foi informada pela mulher de Gurgel, a subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio.
OUTRO LADO
A assessoria de imprensa da Procuradoria-Geral da República afirmou que "há um sentimento geral no Ministério Públiuco Federal de que há uma tentativa de fragilizar o papel do procurador-geral por conta do julgamento do mensalão".
A assessoria confirmou que Gurgel manteve reuniões com parlamentares membros da CPI, mas "nada foi reservado, a imprensa noticiou". Negou que Gurgel tenha "pedido auxílio" aos parlamentares. Segundo a assessoria, Gurgel procurou mostrar impedimentos jurídicos para o seu depoimento. Segundo a versão sustentada pela Procuradoria, Gurgel poderia ter que deixar o inquérito que trata de Demóstenes caso manifestasse opinião à CPI.
O bloco de parlamentares que defende a convocação de Gurgel diz que ele não será questionado sobre detalhes da investigação, mas o motivo pelo qual deixou a investigação paralisada por quase três anos. (Reproduzido da Folha Online)

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