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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Privatização: cai a ficha

14/02/2012 09:39

Privatização: cai a ficha
Que o PT tem sido um exemplo imbatível de incoerência, seja na prática política ou nos atos de governo, isso é indiscutível. O partido ético e ideológico que Lula fundou no início dos anos 80, com o apoio de um grupo de intelectuais, conseguiu em uma década renegar todo seu passado, jogando discursos na lata do lixo, sepultando teses e, o que é pior, aliando-se ao conjunto das legendas que, na sua ótica histórica, representavam a ruína do país cultuando o coronelismo, o populismo e a demagogia.
Para os petistas, tudo era ruinoso até a era Fernando Henrique que livrou o Brasil de seu pior inimigo: a inflação – corrida interminável entre preços e salários, sem chance para os últimos. Mas, como o PT (diga-se Lula) poderia chegar ao poder elogiando FHC e sua equipe que derrubou o dragão inflacionário? A saída foi atacar a privatização das telecomunicações. Traição nacional, corrupção, parceria com a incompetência, entreguismo. Com esse discurso, o PT convenceu o eleitorado e conduziu Lula ao poder.
Agora, cai a ficha. O mesmo PT que demonizou a privatização da era FHC acaba de privatizar os maiores aeroportos do país. Incapaz de resolver a crise do setor aéreo que eclodiu na era Lula, a força dominante praticou o único ato que enxergou de ‘descabido’ nos oito anos de gestão tucana. Com uma interrogação que só o tempo vai esclarecer: a privatização das teles deu certo (é só ver a massificação da telefonia em todos os sentidos) e o que vai acontecer com os aeroportos administrados por grupos privados?

ESTALEIRO 1
Lembra do discurso que Renan fez no Senado, no final do ano passado, cobrando contratos da Petrobras para o estaleiro de Coruripe, surtiu efeito. A estatal acaba de anunciar a contratação do Eisa para fabricação de cinco navios-sondas.

ESTALEIRO 2
O raciocínio de Renan: sem contratos antecipados – ou seja, garantia de encomendas para fazer o estaleiro funcionar – não haveria como obter financiamento para o estaleiro. Agora, sim, o mega projeto naval vai finalmente sair da prancha.

O PT COM SURURAGY E O PT COM WAGNER
No levante feito por PMs, em 17 de julho de 1997, na Praça Pedro II (sem nenhum morto ou ferido), o PT fez um tremendo carnaval. Suruagy, então governador, era um ‘monstro’.
Em Salvador, a PM em greve, houve 200 assassinatos, mas não se ouviu um único petista chamar o companheiro Jaques Wagner, governador dos baianos, de ‘inconsequente’.

NOVA GARFADA 1
Tramita no Congresso Nacional projeto de lei que acaba com aposentadoria integral para os servidores públicos em geral. Conclusão: o que os outros deram, o PT está tirando.

NOVA GARFADA 2
São Paulo saiu na frente e já criou um sistema de aposentaria complementar. Por ele, o servidor paga 7,5%, além da contribuição normal de 11%, e assegura provento integral ao se aposentar.

TÉO PREFERIRIA UMA CANDIDATURA DE CONSENSO
Se gostasse de fazer política, de conduzir articulações de bastidores, Teotonio Vilela tentaria dissuadir os deputados Jéferson Morais e Givaldo Carimbão de concorrer à sucessão do prefeito Cícero Almeida. Por coerência partidária, entretanto, o governador ficará com o tucano Rui Palmeira, mas não esquecerá que PSB e DEM foram e são seus aliados para o que der e vier.

O TEMPO PASSA
Ao que se sabe, está tudo encaminhando, ótimo. Mas, quando sairá mesmo o primeiro edital de concurso público do Estado? O que ainda falta para sair o mais premente deles – o da Polícia Civil?

SEM REPERCUSSÃO
Pouco se divulgou a informação passada pela PF à Polícia Civil alagoana dando conta de que era infundado o depoimento de um pistoleiro acusando Cícero Ferro de mandar matar Dudu Hollanda.

JÁ SÃO 11 PROVÁVEIS CANDIDATOS EM MACEIÓ
Cresce o número de cogitáveis para disputar a prefeitura de Maceió este ano: Ronaldo Lessa (PDT), Rui Palmeira (PSDB), Rosinha da Adefal (PT do B), Givaldo Carimbão (PSB), Galba Novais (PRB), Alexandre Fleming (PSOL), Jéferson Morais (DEM), Mosart Amaral (PP), Maurício Quintella (PR), Marcelo Palmeira (PP), Judson Cabral (PT). E a campanha nem começou.

COLLOR E A SUCESSÃO
Dessa vez, o senador Collor não disputará a eleição, mas tudo indica que lançará Galba Novais à corrida sucessória na capital. Novais preside a Câmara de Maceió e topa qualquer parada.

NOVA FÓRMULA
A tese de Palmery Netto (AMA) é inteligente: os municípios devem se unir em consórcios para cobrar apoio do governo federal. Isolados, não têm força nenhuma. Como ‘bancadas’, terão.

HABEAS PRÓ TALVANE AINDA SERÁ JULGADO
O pedido de habeas-corpus a favor de Talvane Albuquerque (condenado pela morte de Ceci Cunha) foi negado pelo juiz Marcelo Navarro, do Tribunal Federal da 5ª Região (Recife), mas ainda vai ser avaliado pelo Ministério Público Federal, que dará parecer. Ou seja, juízes colegas de Navarro ainda podem modificar sua decisão.

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Por que Renan não será candidato a governador

13/02/2012 07:34

O senador Renan Calheiros poderia enumerar algumas razões para não concorrer ao governo alagoano em 2014, mas uma, em especial, justifica a posição já assumida em caráter inarredável: a consciência de que, lá em Brasília, pode fazer muito mais por Alagoas do que aqui, na condição de ‘governante de cuia na mão’.
Consciência que se apóia numa realidade flagrante: o Estado se debate com problemas acumulados ao longo de décadas, e não tem – sem ajuda de fora – como superar suas dificuldades. Sistema de saúde desintegrado, estrutura educacional em ruínas, segurança pública desmontada. E o governador Téo Vilela pedindo socorro ao governo federal e suplicando empréstimo a bancos estrangeiros.
Que papel faria Renan governando Alagoas carente de tudo, com seus indicadores sociais no fundo poço? O de levar o tempo viajando a Brasília, com a pasta cheia de projetos, para amealhar recursos nos ministérios ou em programas de investimento como o PAC. Ora, para cumprir essa agenda, ele pode muito bem fazê-lo como senador, líder do maior partido brasileiro (PMDB) e com trânsito livre nas mais altas esferas do governo federal.
Como senador, Renan tem sido recordista em obtenção de recursos para Alagoas, seja em forma de emendas ao orçamento federal, seja através de financiamentos a projetos encampados pelos ministérios. São recursos transformados em obras de educação, saúde, rodovias, habitação, urbanização, saneamento básico.
Claro que todo político bem sucedendo quer governar seu estado – é um direito e uma honra. E acontece que Renan já teve sua vez, em 1990, quando era tido como imbatível, liderou todas as pesquisas até o dia da eleição, mas acabou sendo vítima de uma fraude monumental. Tremenda rapinagem reconhecida pela própria Justiça Eleitoral que, premida pela dimensão do escândalo, acabou por anular parcialmente o pleito.
O revés maquinado, urdido nos subterrâneos da política menor, converteu o sonho em pesadelo, mas não alijou Renan do processo. Pelo contrário, em 1994 se elegeu senador, foi ministro da Justiça no governo FHC e, mais adiante, presidiu o Congresso Nacional. Hoje, ao completar o primeiro ano de seu terceiro mandato senatorial, é peça fundamental em qualquer articulação para ajudar Alagoas.
No final de 2011, encampou a luta pela conquista do estaleiro ao defender a antecipação de contratos da Petrobras para garantir a viabilidade do mega empreendimento. Contratos, aliás, já agora consolidados. Ou seja, atuando em Brasília, dentro e fora do Parlamento, Renan tem exercido sua verdadeira vocação e influenciado toda e qualquer iniciativa relevante com vistas a melhorar a situação de Alagoas.
E, justamente por isso, está cabalmente demonstrado que o líder peemedebista, nesse cenário que aí está, pode fazer muito mais pelo Estado como senador da República, tendo ainda, como tem, sete longos anos de mandato pela frente.


 

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CNJ - razão do impasse

06/02/2012 06:35

Quem não deve não teme. Se todo magistrado brasileiro (ou ao menos a grande maioria) não temesse investigação séria e isenta, a crise não teria se instalado na cúpula do Judiciário.
O ministro Marco Aurélio Mello, que em dezembro concedeu liminar impedindo a investigação de juízes pelo CNJ, argumenta: “O Conselho de Justiça não pode transformar tribunais em "meros órgãos autômatos". Para ele, a competência do CNJ “é subsidiária”.
Como subsidiária, se o Conselho foi criado precisamente para fiscalizar o funcionamento da magistratura? Se é para esvaziar, melhor decretar logo: o CNJ incomoda e, pois, deve ser abolido.
A questão crucial desse debate reside num ponto: as corregedorias dos tribunais agem com isenção quando apuram denúncias contra magistrados? Há isenção de ânimo para um magistrado investigar outro, sendo ambos do mesmo tribunal, da mesma convivência?
Um exemplo aqui em Alagoas: quando Washington Luiz, na condição de corregedor do TJ, expôs publicamente (através de notas) o desempenho dos juízes, o mundo veio abaixo (ou, melhor descrevendo, desabou sobre o próprio). É só um exemplo.
Retirar a competência investigativa do Conselho – ainda que invocando o trabalho ‘imprescindível’ das corregedorias – equivaleria a extinguir a própria razão de sua existência. Nos últimos anos, a sociedade elevou a credibilidade do Judiciário não porque as corregedorias de justiça agiram como deviam, mas graças à ação investigativa do CNJ dentro dos tribunais. Aliás, antes do Conselho, alguém ouvia falar em punição de magistrado?
De qualquer forma, ainda que por maioria precária (6x5) o Supremo Tribunal, ouvindo o clamor da sociedade e defendendo sua própria retidão, decidiu manter os poderes de investigação do CNJ.


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Dilma é melhor do que Lula?

31/01/2012 18:56

O fato de a presidente Dilma ter batido recorde de aprovação ao governo, conforme pesquisa Datafolha, remete a uma indagação inescapável: Dilma é melhor do que Lula? Não, até porque não se pode comparar um único ano de governo (Dilma) a oito anos de governo (Lula). Então, como explicar os números da pesquisa? O que sucede é que a economia brasileira evolui positivamente, mesmo em tempos de crises no exterior. Foi assim com Lula e está sendo com Dilma. Mas, alto lá: começou assim bem antes, pelos idos de 1995, quando Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso lançaram o Plano Real. A partir daí, com o fim da especulação financeira, o Brasil tomou jeito graças ao controle da inflação. O que Dilma fez ao longo de 2011? Dizer que não fez nada seria um exagero, mas o que chamou a atenção – e somente isso – foram os seus atos demitindo ministros. Os da cota de Lula, bem entendido, pois quando as denúncias começaram a atingir os de sua turma, ela não titubeou: “Resistam, como eu resisti na Pasta das Minas e Energia”. Fora disso, ações rotineiras sem nenhum impacto. Aliás, o governo trabalhou, sim, mas para conter a volta da ameaça inflacionária. Não dá para relevar: nos últimos 24 meses a inflação bateu no patamar de 7%, bem acima do desejável. Comida mais cara, aluguel mais caro, transporte mais caro, escola mais cara. Subiu tudo, motivando forte pressão em defesa dos salários. O que está aí vem de antes. A partir do Plano Real, o Brasil estabilizou-se. O dinheiro do mercado financeiro foi para a produção, os salários melhoraram, os impostos cresceram e o consumo também. O que faz o país crescer é o setor produtivo, a iniciativa privada, e não o presidente ou a presidente. Governo não cria emprego. Quem gera emprego são as empresas. Governo cria sinecuras. Para ser bom, o governo só precisa não atrapalhar. A pesquisa Datafolha apenas demole o mito de que Lula era um fenômeno. Se o foi em oito anos, o que dizer de dona Dilma em apenas 12 meses? Lula foi o herdeiro dos efeitos do Plano Real, como Dilma está sendo herdeira do que Lula deixou graças à estabilização econômica decretada por FHC e Itamar Franco. Quanto à postura da sociedade descrita na pesquisa Datafolha, há uma explicação plausível: pouco exigente, o brasileiro se contenta com a barriga cheia. Não cobra cultura, lazer, esporte. E tem sido contraditório ao longo do tempo, pois enquanto aprova a gestão Dilma, vive a denunciar a falência da saúde pública, a escalada da violência no País, o aumento do custo de vida, o desastre na educação. Então, dona Dilma é boa e má ao mesmo tempo?
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A 'volta' do júri popular

30/01/2012 04:35

O julgamento do ex-deputado Talvane e de seus ex-assessores, acusados como mandante e executores da Chacina da Gruta, serviu também para ressuscitar a credibilidade do júri popular.
Omar Coelho, presidente da OAB/AL, foi preciso ao qualificar o julgamento de um ‘marco’ na história de Alagoas, e o foi porque – como disse – antes, só os pobres se sentavam no ‘banco dos réus’.
O Tribunal do Júri é o instrumento mais liberal e democrático para fazer justiça, para arbitrar punições aos que, de forma dolosa, ultrajam a sociedade atentando contra a vida das pessoas.
Formado por membros do convívio social, o júri evoluiu. Para preservar os conselheiros de sentença, a votação deixou de ser conclusiva, ou seja, quando se encaminha para um veredicto sem chance de reversão, o julgamento se encerra.
Desse modo – e foi o que ocorreu no júri de Talvane e seus antigos parceiros – torna-se impossível saber quem votou. A fórmula engenhosa preserva a integridade física dos jurados.
O júri popular precisa de mais evidência, mais visibilidade. Para isso, claro, a justiça tem que agilizar os processos relativos a crimes de morte, remetendo-os a julgamento. Ao absolver inocentes e condenar culpados, o júri faz justiça em nome da sociedade.
O de Talvane, como sentenciou Omar Coelho, foi emblemático porque, ainda que tardiamente, permitiu que a sociedade julgasse um personagem influente – médico, político e empresário.

FATOR PREVALENTE
A oposição em Maceió está fragmentada, mas cada um de seus líderes tem consciência de uma coisa: se prevalecer o interesse individual, ou de blocos isolados, Rui Palmeira ganha a eleição.

CORREÇÃO SALARIAL
Além dos efeitos do Plano de Cargos, os servidores da ALE terão reajuste linear em junho para repor a inflação de 2011. Quem garante é o deputado Marcelo Victor, segundo secretário da Casa.

PREFEITO VETA REAJUSTE DE VEREADORES. ONDE?
Os vereadores de Belo Horizonte se deram um aumento salarial de 61%, elevando o subsídio de R$ 9 mil para R$ 15 mil, mas foram precipitados na comemoração: o prefeito Márcio Lacerda, indiferente a reações, vetou o reajuste sob aplausos da sociedade.

METAS A CUMPRIR
O governador Teotonio Vilela está satisfeito com o trabalho de Dário César na Defesa Civil, mas deve fixar metas de redução da criminalidade. Sem metas, desaparece o ‘fator compromisso’.

QUEM MANDA
Manchete da Folha Online, quarta-feira: “Lula avisa a deputado que pasta das Cidades não deve ficar com petista”. Alguém ainda tem dúvida sobre quem realmente manda no governo Dilma?

‘A FÓRMULA DA PACIFICAÇÃO’ NA ASSEMBLEIA
Do presidente do STPLAL, Ernandi Malta: “Ao adotar, na Assembleia – como pretende a Mesa Diretora – a política de reajuste salarial aplicada ao Executivo, o Legislativo se livrará das pressões e reações contrárias ao aumento de seu duodécimo. Isso porque terá a liberdade de reajustá-lo por força de uma lei copiada do próprio Poder Executivo. É a fórmula da pacificação definitiva”.

PIRANHAS NA LINHA
Melina Freitas promove pequena revolução turística em Piranhas. Depois de reativar a locomotiva ‘Maria Fumaça’, aposentada em 1964, a prefeita promete um teleférico para a Cidade Lapinha.

SUCATA EM PALMEIRA
Quem ganhou um teleférico, na década de 80, foi Palmeira dos Índios. Lamentavelmente, o equipamento adquirido pelo então prefeito Helenildo Ribeiro já chegou por lá sucateado.

LESSA CONFIANTE NO APOIO DOS SERVIDORES
Sem mandato e, portanto, com tempo disponível para fazer política, o ex-governador Ronaldo Lessa aposta no apoio do servidor público como fator capaz de definir a sucessão do prefeito Cícero Almeida este ano. Ele lembra que foi o peso do funcionalismo que o fez vencer Teotonio Vilela, na capital, no segundo turno da sucessão estadual de 2010.

TAXA ALARMANTE
Os números revelados pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) são alarmantes: 70% da população maceioense de baixa renda, atendida pelo CRAS, está desempregada.

PROPOSTAS DA SEMAS
Semana passada, o secretário Francisco Araújo revelou dados de uma pesquisa da Ufal, realizada em 2009/2010, e apresentou propostas viáveis para enfrentar os indicadores pesquisados.

NUDEZ E SEXO EM BUSCA DE AUDIÊNCIA
BBB e Fazenda, com artifícios lúdicos enganosos, têm o mesmo fim: obter audiência exibindo cenas de quase-nudez e quase -sexo. É tudo lixo, mas lixo cultivado pela sintonia espontânea. Ninguém é forçado a assistir. E os puritanos que protestam questionando minúcias, estão errados. Errados porque, quando criticam apontando detalhes, também confessam que fazem parte da assistência.
 

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