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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Por que Renan aposta em Célia

02/05/2012 14:40

O senador Renan Calheiros defende o retorno de Célia Rocha à Prefeitura de Arapiraca como condição imprescindível à continuidade do excelente trabalho realizado por Luciano Barbosa à frente do município que é exemplo de progresso no Nordeste.
Como a legislação só permite uma reeleição, a volta da deputada federal ao comando da Prefeitura é a única forma de evitar uma ruptura ou uma mudança de rumo na administração que imprimiu um crescimento extraordinário a Arapiraca.
Nenhum parlamentar tem mais autoridade para falar de Arapiraca do que Renan. Afinal, o líder do PMDB no Senado aparece como campeão na obtenção de recursos e na execução de projetos e obras que estão transformando a Terra de Manoel André.
Quem reconhece essa excepcional contribuição é o próprio arapiraquense, como acaba de atestar a deputada Célia Rocha durante as comemorações do Dia do Trabalho. Segundo ela, á atuação de Renan em Brasília se deve grande parcela dos avanços que o prefeito Luciano Barbosa vem obtendo em sua gestão nos últimos sete anos.
“Graças a essa parceria, a esse esforço conjunto continuado, Arapiraca ocupa hoje a 10ª posição no ranking das cidades mais dinâmicas do País, sendo, ainda, a segunda com maior índice de crescimento no Nordeste”, afirmou a deputada petebista.
Então, como dizem os arapiraquenses comprometidos com a terra, “por que mexer em um time que está ganhando todas?”.

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Dilma marca gol de placa

30/04/2012 14:39

A drástica redução dos juros bancários, adotada a partir de uma intervenção pessoal da presidente Dilma, constitui relevante contribuição ao esforço para nivelar o Brasil às economias mais civilizadas do planeta, como a dos Estados Unidos e Europa.
Em verdade, as taxas historicamente praticadas no mercado nacional não se justificavam. O argumento de que os bancos precisavam se proteger contra a inadimplência nunca convenceu, mesmo porque, quem empresta, deve saber a quem empresta, isto é, deve conhecer a capacidade de cada tomador.
Demais, se o peso do calote invocado pelos banqueiros fosse tamanho, os bancos não teriam – como tiveram ao longo de décadas – lucros estratosféricos. Logo, o que a redução das taxas vai produzir é simplesmente a diminuição dos lucros inflados.
Infelizmente, Lula não deu a essa questão a atenção devida. Compromisso com o sistema, em razão do processo político? Talvez sim, talvez não, mas o fato é que o ex-presidente perdeu ótima chance de tirar de quem tinha muito para dar a quem não tinha nada.
O discurso recorrente era de que o governo não podia intervir no sistema financeiro numa economia aberta. Podia, e Dilma demonstrou isso. Mais: podia porque quem manda no Banco do Brasil, no BNB, na Caixa Econômica e no BNDE é o governo.
Com a queda dos juros, os bancos vão continuar lucrando, e muito, mas os juros não exigirão mais tanto sacrifício daqueles que recorrem ao sistema para sanar suas pendências ou até para investir. Nesse particular, o governo Dilma marcou um gol de placa.

POBRES INDIGENAS
Mais uma vez, o Supremo Tribunal sai mal na foto. Afinal, o índio que pedia cotas e que por isso foi expulso à força do STF, representa a raça original desse país cheio de contradições.

MORTALIDADE INFANTIL
Novo estudo do IBGE indica queda acentuada dos incides de mortalidade infantil no Brasil. E revela que, ao contrário de outros estados, a população alagoana continua em franco crescimento.

DILMA OU LULA EM 2014?
Dilma ou Lula em 2014? A maioria dos brasileiros concede recorde de aprovação a presidente, mas prefere a volta de Lula ao governo. É o que garante a mais recente pesquisa Datafolha.

HELOÍSA IGNORADA
O PSOL e Heloísa Helena parecem entidades distintas. No programa televisivo levado ao ar na 5ª feira (26), a fundadora do partido não teve direito sequer a uma fugaz aparição.

RUI ESTÁ PRONTO PARA MÚLTIPLA ESCOLHA
Desde cedo, vendo o pai (Guilherme) disputar eleições, Rui Palmeira aprendeu que democracia é voto na urna. Nome já definido para PSDB para concorrer à sucessão de Cícero Almeida, o jovem deputado federal trabalha serenamente para ser um dos finalistas da corrida à Prefeitura, com direito a contar, no segundo turno, com o apoio dos demais postulantes do bloco liderado por Téo Vilela. Na bolsa de apostas, o nome de Rui é visto como o adversário final do ex-governador Ronaldo Lessa.

ESCOLHA LEGITIMADA
A ideia era protestar, mas a participação de procuradores, advogados e promotores de justiça na disputa pelo cargo no Tribunal de Contas acabou por legitimar a escolha de Fernando Toledo.

FAZENDO HISTÓRIA
Depois de peitar Gilmar Mendes e Cezar Peluso, o ministro Joaquim Barbosa prepara-se para julgar o processo do mensalão e, daqui a seis meses, assumir a presidência do Supremo Tribunal.

VEM AÍ O VLT DA POPULAÇÃO MACEIOENSE
Ao contrário do atual, que serve basicamente aos trabalhadores que se deslocam de Rio Largo e Satuba para Maceió, o VLT anunciado pela presidente Dilma será, pra valer, um transporte à disposição do usuário maceioense, fazendo o percurso Centro-Aeroporto. Outro ramal importante, mas para uma próxima etapa, deverá ligar a região central ao Maceió Shopping.

EFEITO CONTRÁRIO 1
Cotas raciais ajudam o negro a ingressar nas universidades, mas ajudam, também, a fortalecer a tese, defendida pelos puritanos radicais, de que a raça de matriz africana é inferior. E não é.

EFEITO CONTRÁRIO 2
O governo deveria era oferecer ao negro, condições de ter uma educação competitiva, credenciando-o a disputar vagas nas faculdades. Ensinar a pescar, em vez de doar o peixe.

INDEFINIÇÃO PETISTA NA SUCESSÃO DE ALMEIDA
O PT ainda não se posicionou no cenário da sucessão maceioense. O partido está entre lançar candidato próprio – que poderia ser Paulão ou Judson Cabral – ou indicar o vice para compor na chapa de Rosinha da Adefal. O sonho petista é ver Rosinha se eleger e abrir a vaga na Câmara Federal para Paulão, que está sem mandato e sem cargo na estrutura do governo de dona Dilma.

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Uma decisão contra a vida

23/04/2012 06:45

O tema é complexo, pra lá de polêmico, mas, talvez por isso, todos, especialistas e leigos, devam opinar: a liberação do aborto nos casos de anencefalia. Para leigos em geral, trata-se de criança gestada sem cérebro. É uma definição simplista demais.
Segundo a Wikipédia, trata-se de uma “má formação rara do tubo neural, caracterizada pela ausência parcial do encéfalo e da calota craniana, proveniente de defeito de fechamento do tubo neural nas primeiras semanas da formação embrionária”. Portanto, não se trata de feto acerebral, mas com o cérebro mal formado.
Ainda conforme a enciclopédia virtual, “ao contrário do que o termo possa sugerir, anencefalia não caracteriza casos de ausência total do encéfalo, mas situações em que se observam graus variados de danos encefálicos”. Ou seja, se se tratasse de criança sem cérebro, o debate seria em torno da ausência de vida.
Diante disso, cabe indagar: foi correta a decisão do Supremo Tribunal Federal de liberar o aborto para casos de anencefalia? Não, não foi uma boa decisão. Abriu um precedente perigoso baseado no conceito de ‘inutilidade existencial’ ou de ‘vida inútil’. Perigoso porque, amanhã, podem-se buscar soluções drásticas para outros tipos de vidas ‘inúteis’ como as dos cegos, tetraplégicos, loucos e idosos. O que fazer com essa gente feia, mal formada, deficiente e improdutiva? E os doentes terminais? É a vida que está em jogo.
A vida do anencéfalo é vida, e como tal deveria ser tratada e encarada. Os juízes do Supremo poderiam ter aprofundado mais o debate antes de chegarem a um veredicto. Considerando, sobretudo, o que poderá acontecer como reflexo de sua decisão. Num país onde o aborto é praticado à revelia de tudo, autorizá-lo, torná-lo legal, pode abrir as portas para outras práticas abortivas condenáveis mas, de ‘alguma forma’, amparadas em justificativas circunstanciais. Talvez se esteja diante de algo tão grave e questionável quanto a eutanásia. O futuro exporá a gravidade dessa decisão.


FRANCO FAVORITO
Pelo que está definido nos bastidores da ALE, Fernando Toledo não terá dificuldade para ganhar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas, objetivo que persegue desde que se elegeu deputado estadual.

SUCESSÃO INDEFINIDA
Indefinida é a sucessão de Toledo, caso se confirme sua ida para o TC-AL. Ao que se comenta, o vice Antônio Albuquerque assume a presidência e convoca eleição, mas não disputará o cargo.

O ESTALEIRO BEM PRÓXIMO DE SER IMPLANTADO
Para ser implantado em Alagoas, o estaleiro precisa de duas coisas: permissão do Ibama e contratos para operar. O governo e o Grupo Synergy estão viabilizando a parte burocrática. A outra, decisiva (porque sem encomenda nenhuma fábrica funciona), a Petrobras assumiu o compromisso de resolver, atendendo a uma cobrança insistente do senador Renan Calheiros.


SEM RETORNO
Se pudesse recuar, sem se desmoralizar, claro que o PT teria desistido da CPI do Cachoeira. Agora, depois que a oposição passou a exigi-la, os petistas ficaram sem a menor condição de voltar atrás.

SALTO NO ESCURO
De largada, o PT vai perder o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, por envolvimento com Cachoeira. E só Deus sabe quem mais, do PT, manteve ligações perigosas com o contraventor.

JOVEM COMERCIANTE QUER SER VEREADOR
Surge uma revelação política em Marechal Deodoro: embalado pelo apoio de amigos e clientes, o jovem comerciante Marcelo Moringa está pronto para se lançar candidato a vereador pelo PSDC. “Será uma experiência nova e posso garantir: se for eleito, meu único compromisso será com o povo de Marechal”, afirma Marcelo empolgado com a possibilidade de participar do movimento de renovação política em seu município.

CHORO DE PERDEDOR
O ministro Cezar Peluso deixou a presidência do Supremo atirando em colegas como Joaquim Barboza e Eliana Calmon. Foi mal. Passou a imagem nada reluzente de um perdedor ressabiado.

NOVO COMANDO
O novo presidente do STF, ministro Ayres Britto, assume com a determinação do julgar, logo (antes que os crimes prescrevam), os réus do mensalão, o maior escândalo político da República.

SECRETÁRIOS SÃO DESTAQUES COM ALMEIDA
O governo de Cícero Almeida é mercado pelo sucesso, mas poucos secretários vão deixar marcas tão positivas quanto Francisco Araújo e Mosart Amaral. Silencioso, sem alarde, Araújo fez uma pequena revolução na complicadíssima área da assistência social. Tanto que as críticas da oposição ao prefeito, por deficiência em sua política social, deixaram de existir com Francisco Araújo na Semas.

IMPÉRIO DAS DROGAS
O problema das drogas é um desafio nacional. Um estado pode estar mais atolado do que outro, mas a praga é ubíqua, generalizada. Portanto, a nação deve reagir para enfrentar a grave epidemia.

VÍTIMAS DAS DROGAS
Os moradores de rua assassinados em Maceió são, de fato, moradores de rua, mas são, também, pessoas envolvidas com drogas. De uma forma ou de outra, são vítimas dos traficantes.

BAGUNÇA SALARIAL EXIGE ATITUDE DO CONGRESSO
O Congresso Nacional precisa, com urgência, pôr ordem na casa. Como? Votando nova legislação para disciplinar a remuneração dos políticos com mandato – nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas, prefeituras, governos estaduais e no próprio Parlamento Nacional. Do jeito que está, virou casa de mãe Joana, com todo respeito que dona Joana merece.

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Collor na CPI do Cachoeira

20/04/2012 09:27

Em 1992, Fernando Collor era presidente da República e foi detonado por uma CPI criada para investigar o envolvimento do empresário Paulo César Farias, o PC, com o presidente e com o governo. Consequência: o Congresso Nacional decretou o impeachment (afastamento) de Collor, que renunciou ao mandato, mas, mesmo assim, foi julgado e ficou inelegível por 10 anos. Vitória de Lula e de seus seguidores petistas.
Agora, a roda-gigante da política andou e Collor é membro de uma CPI que terá como alvo, dentre outros, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT, pelo envolvimento com o banqueiro do bicho Carlos Cachoeira.
É isso aí. A CPI criada para investigar os negócios de Carlos Cachoeira terá entre seus integrantes o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), que foi afastado do cargo por corrupção e hoje é senador, e pelo menos outros 17 parlamentares com pendências na Justiça, como o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).
As indicações para a CPI vão ser formalizadas até terça-feira. Somente depois disso a comissão será formalmente instalada e poderá dar início às investigações.
Os partidos já indicaram 25 dos 32 integrantes da comissão, mas pode haver mudanças, porque o governo tem procurado selecionar parlamentares mais afinados.
A CPI vai investigar a ligação de Cachoeira com políticos e empresas privadas --entre elas a Delta, que mais recebeu verbas do Orçamento do Executivo federal desde 2007.
Entre as prioridades dos futuros membros da comissão, estão as convocações de Cachoeira e do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), suspeito de usar o mandato para favorecer negócios do empresário. (Com Folha Online)
 

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O novo conselheiro do Tribunal de Contas

19/04/2012 11:23

 

Em sucessivas matérias e registros, o PRIMEIRA EDIÇÃO vem afirmando uma obviedade: o deputado Fernando Toledo, presidente da Assembleia Legislativa, só não será indicado para conselheiro do Tribunal de Contas se não quiser.
Quem decide? A maioria dos deputados. E quem elegeu Toledo presidente da ALE? A maioria dos deputados. Elegeu para o atual mandato e para o próximo. Portanto, esses mesmos deputados, em número de 17, o escolherão para a vaga no TC-AL.
Aliás, em número de 17, não, em número de 16, porque um deles, Gilvan Barros, também se inscreveu (embora seja possível e provável que, diante de uma tendência consumada) acabe retirando sua candidatura na undécima hora.
Resumo da opereta: diante do quadro mais do que conhecido da Assembleia, dispensa-se bola de cristal para prever quem os deputados indicarão para a vaga do recém aposentado conselheiro Isnaldo Bulhões.
Agora: a primazia do cargo ainda é objeto de demanda judicial. A Assembleia diz que lhe cabe a indicação, posição que também é reivindicada pelo Ministério Público de Contas. Lembrando que quem nomeia é o governador do Estado. De qualquer modo, vale anotar que não se tem notícia de alguém que tenha sido nomeado conselheiro e depois defenestrado do posto.

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Primeira Edição © 2011