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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Crise política pode derrubar Dilma?

15/03/2012 19:21

A estabilidade política que o Brasil vive não permite sequer sonhar com algum tipo de golpe de estado.
Lula deixou que a corrupção campeasse e nem de longe esteve ameaçado de destituição.
Dilma cercou-se de políticos suspeitos, já demitiu um bando deles acusados de corrupção, e nem por isso está ameaçada.
O brasileiro tem sido francamente tolerante com a bandalheira patrocinada, isto é, bancada com o dinheiro público.
Então, perguntará o leitor, não existe possibilidade nenhuma de o governo se desestabilizar?
Existe, sim, apenas uma: a volta da inflação.
O povo só chia se tiver o bolso atacado. Reage, como reagiu quando Collor congelou a poupança e demais ativos financeiros.
A inflação, derrubada pelo Plano Real, é uma ameaça à economia popular. Por isso, o governo de Lula fez, e o de Dilma está fazendo de tudo para impedir que ela mostre as garras.
Brigas políticas, envolvendo o governo e seus parceiros no Congresso Nacional, podem ocorrer aos montes. A população não está nem aí, não dá a mínima.
Desde, claro, que seu bolso esteja preservado.
Sabendo disso, como sabe, Dilma dorme sossegada.
 

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PR de Maurício Quintella rompe com governo Dilma

14/03/2012 16:11

O Partido da República (PR) do deputado federal alagoano Maurício Quintella Lessa, acabas de romper com o governo da presidente Dilma Rousseff.
Com isso, o governo acaba de perder sete votos no Senado. O líder do PR, senador Blairo Maggi (MT), comunicou nesta quarta-feira, 14, à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que a negociação com o governo está encerrada e que acabou o apoio automático do partido ao Planalto.
A bancada da Câmara ainda está disposta a continuar a negociação, mas no que depender do presidente nacional do partido, senador Alfredo Nascimento (AM), o PR ficará independente.
A decisão pelo rompimento foi tomada após o encontro de Blairo Maggi com Ideli, na manhã desta quarta-feira, em que o líder cobrou do Planalto se o partido indicaria ou não o novo ministro dos Transportes. A resposta da ministra foi negativa. "Chega. Ninguém aqui é moleque. Não tem mais o que negociar", disse Alfredo Nascimento, resumindo o resultado da reunião.
Em Alagoas, além do deputado Maurício Quintella, o PR conta com uma filiada ilustre: a vice-prefeita de Maceió, Lourdinha Lyra. (Com Estadão Online)

 


 

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Renan, João Lyra e a sucessão em Maceió

13/03/2012 13:25

Com a experiência de quem disputou sucessivas eleições, vencendo a maioria delas, o senador Renan Calheiros sabe que a sucessão do prefeito Cícero Almeida será decidida, inevitavelmente, numa batalha de segundo turno.
Será um pleito de inúmeros candidatos, vários deles com capital político próprio, o que significa dizer que, com o fracionamento do eleitorado, nenhum postulante deverá obter votação suficiente para liquidar a fatura já no primeiro turno.
Consciente disso, o líder do PMDB buscará, naturalmente, formar um grupo coeso e mais amplo possível, mas sem a obsessiva preocupação de evitar concorrências, parta de quem partir.
Renan entende que a disputa plural é legítima e democrática, sobretudo num cenário em que nomes consideráveis – como os do ex-governador Ronaldo Lessa, do deputado federal João Lyra, do secretário Mosart Amaral – estão postos para análise dentro de um processo em que a multiplicidade de possíveis postulantes não constitui tendência exclusiva do bloco oposicionista.
Contido, até agora, em relação ao embate eleitoral iminente, o senador peemedebista apenas faz, aqui e ali, avaliações pessoais que, não por coincidência, convergem para o que ensina qualquer manual político: quanto menos dividida, mais forte marchará a oposição. Um conceito, como se nota, absolutamente racional e sem nenhum traço de lógica excludente.
O deputado João Lyra, ao seu turno, poderá até lançar-se candidato, mas não é, seguramente, o que recomenda o quadro eleitoral em formação. Mormente sabendo, como bem sabe o líder empresarial, que não se disputa eleição majoritária sem aliança múltipla, sem conjugação de forças, por mais consistente que pareça o poder da individualidade.
Dentro dessa análise, por outro lado, seria ingênuo supor que, movido pela empolgação própria de principiantes, entendesse JL de entrar numa campanha eleitoral árdua e desgastante, deixando de lado seus compromissos com o mandato legislativo em curso, apenas – e somente apenas – para cumprir orientação ditada pela cúpula nacional de um partido ainda em gestação.
Renan entende que ainda é cedo, não para discutir o processo eleitoral em si, não para avaliar estratégias de ação em nome do conjunto oposicionista, mas para definir nomes. E tem motivos para afirmar que o momento não é propício para precipitar candidaturas, mesmo considerando que vários nomes estão em cogitação, ocupando espaços na mídia, mobilizando a opinião pública, como já atestam, em sondagens preliminares, as pesquisas de intenção de voto.
Nessa linha de análise infere-se, entretanto, que a posição do senador, contrária a qualquer tipo de açodamento, não invalida ou embaça uma percepção cada vez mais consensual nos setores de oposição: a de que uma chapa liderada pelo ex-governador Ronaldo Lessa poderia representar o caminho mais curto e menos árduo para se atingir o sucesso eleitoral nas urnas de outubro.
Não por coincidência, idêntica percepção domina os setores governistas, cada vez mais convergentes para a união de forças em torno do nome do jovem deputado federal Rui Palmeira, muito embora, também nas hostes da situação, se pregue a liberdade – mas não a conveniência – de múltiplas candidaturas.
De mais a mais, não seria ocioso assinalar – parafraseando uma máxima cultuada nos Pampas – que o bom político, assim como o bom cavaleiro, não perde a ocasião de montar, se o cavalo passa selado. Para JL, então cheio de determinação e gana de assumir os destinos da capital alagoana, o cavalo eleitoral desfilou com vistosa sela há exatos oito anos, e não foi, como se sabe, o vitorioso industrial que lhe tomou as rédeas.
Cumpre aqui ressaltar ainda, por oportuno, o fato de que, como conseqüência do processo sucessório de 2010 – e apesar das rupturas resultantes de 2006 – João Lyra e Renan Calheiros se deixaram reaproximar por uma força gravitacional muito mais poderosa do que suas pontuais diferenças políticas, portanto, uma força determinada pela reciprocidade de interesses. E nada sugere que algo novo esteja conspirando para distanciá-los mais uma vez.

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Cai Romero Jucá. Dilma troca líder do governo, mas só depois de conversa com Renan

12/03/2012 16:05

Em crise com a base de sustentação no Senado Federal, a presidente Dilma Rousseff decidiu se livrar do senador Romero Jucá, líder do governo na Casa, mas só tomou a medida depois que conversar com o senador Renan Calheiros, líder do PMDB.
Romero Jucá é do PMDB de Roraima e será substituído pelo senador Eduardo Braga, do PMDB do Amazonas.
Em conversa com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do PMDB na Casa, a presidente Dilma Rousseff anunciou a troca na liderança. Na conversa com Renan, Dilma disse que seu objetivo com a substituição é fazer um "rodízio" na liderança do governo --o que deve atingir também o líder do governo na Câmara, Candido Vacarezza (PT-SP). As informações foram confirmadas pela assessoria de Renan.
Na prática, a troca atende ao chamado grupo "dissidente" do PMDB, que reclamava da pouca articulação com o governo. Braga tem trânsito com o Palácio do Planalto e também com a bancada do PMDB no Senado.
A decisão ocorre menos de uma semana depois de uma rebelião da base na Casa, que resultou na rejeição da recondução do diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Bernardo Figueiredo. Jucá não só participou da trama que levou à derrota no governo como ajudou a montá-la.
Na semana passada, Jucá desobedeceu o Planalto ao retirar da pauta um projeto que seria sancionado pela presidente Dilma nesta semana. A proposta em questão equipara os salários de homens e mulheres que ocupam a mesma função em uma empresa. Se não fosse contestado em cinco dias, seria sancionado na visita de Dilma ao Congresso para comemorar o Dia Internacional da Mulher.
Jucá foi líder do governo na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, mas também ocupou o posto no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). (Com Folha Online)

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Para onde caminhamos?

12/03/2012 07:03

Todos os dias, sem exceção, o noticiário do Jornal Nacional exibe flagrantes de uma realidade fatídica: a sociedade refém de um sistema inconseqüente, cada vez mais aliado da inversão de valores. O que no passado atentava contra os ‘bons costumes’, hoje é cultuado como ‘conquistas’, avanços dos tempos hodiernos.
Violência, drogas, cremação de moradores de rua, assassinatos ao volante, agressão a professores nas escolas, um fim de mundo. Nos telejornais, os apresentadores usam um tom de indignação e ‘cobrança’, enquanto os espectadores de bom senso se perguntam: cobrar a quem? Isso mesmo, a quem, se as leis que autorizam os desatinos resultam de decisões dos poderes constituídos?
O uso de drogas está liberado. Palmada em criança é agressão inominável. Surrar ladrão atenta contra os direitos humanos. Cadeia, só para quem matar o presidente. Assassinos livres de julgamento. O país vive sob a égide da tolerância a tudo. O ‘casamento’ entre gays, com direito à adoção de bebês, talvez sintetize esse cenário de crescente promiscuidade.
O apresentador do telejornal dirige um olhar de cobrança, mas, cobrança a quem? Quem liberou as drogas? Quem fez dos direitos humanos um escudo de bandidos? Quem acabou com prisão para criminosos ‘secundários’? Quem protege ladrões? Quem respalda a agressão de filhos e alunos a pais e professores? Quem?
Ainda assim, é possível que, nesse Brasil atribulado e invertido, muitos achem que hoje está melhor do que ontem. Então, que não reclamem das atrocidades. Até por que tudo que aí está é fruto consensual das instituições e do olhar indiferente da sociedade.

O SONHO REALIZADO
A frota automobilística nacional (70 milhões de carros) está longe da americana (230 milhões), mas o ritmo aqui segue firme: são 3,8 milhões de novos automóveis matriculados todos os anos.

PRESENTE DE MINISTRO
Se algum fiel da ‘Igreja Universal’ quiser presentear o ‘bispo’ Marcelo Crivela, o mais novo ministro de Dilma, não deve pensar duas vezes: que lhe envie um anzol com um manual de pesca.

SERÁ QUE O MESTRE FREUD EXPLICA?
Se você disser que misturar futebol e política não dá certo, está errado, pois está aí o deputado Marcos Barbosa esbanjando sucesso no comando do CRB. Mas, se disser que misturar futebol e política dá certo, também está errado, pois está aí o ex-vereador Jorge Lamenha amargando derrotas no comando do CSA.

DESTINO É DESTINO
A oposição na Assembleia Legislativa detém ‘minoria mínima’ no colegiado. Quando entender isso, deixará de perder tempo com recursos que, no máximo, conseguem adiar a vitória da maioria.

COLLOR INDENIZADO
Por ter chamado Collor de “corrupto desvairado’, a revista Veja foi condenada a pagar R$ 500 mil ao senador e ex-presidente da República. Como a sentença é do STJ, ainda cabe recurso ao STF.

TOLEDO TEM RECONHECIMENTO DOS SERVIDORES
Um dos patronos do Plano de Cargos dos servidores da Assembleia Legislativa, o presidente Fernando Toledo (PSDB) vai receber oportunamente o reconhecimento da categoria. Será uma homenagem da classe ao seu empenho pela aprovação do PCCS, uma conquista que, após duas décadas de luta, só foi possível graças ao seu empenho pessoal e ao apoio da Mesa por ele presidida.

MUDANÇA À VISTA
A Câmara Federal vai alterar a lei da tolerância zero. A ideia é criminalizar apenas o motorista flagrado bêbado ao volante. Beber um copo de cerveja ensejará multa e apreensão da habilitação.

LUCILA EM CAJUEIRO
Se depender da vontade popular, a ex-deputada Lucila Toledo pode responder afirmativamente à convocação para concorrer á prefeitura de Cajueiro com perspectiva de uma vitória tranqüila.

DANÇANDO DE ACORDO COM A MÚSICA
Feitas as contas, avaliado o custo-benefício, vereadores de Maceió optaram por priorizar a meta de reeleição e, em vez e buscar ajuda financeira junto à Transpal, como de costume, decidiram criar uma comissão para investigar os aumentos das passagens dos ônibus. Por que não fizeram isso por ocasião dos reajustes anteriores, em percentual maior, por sinal?

O NÚMERO UM
Não poderia ser diferente. Em entrevista a O Estado de S. Paulo, indagada sobre o que considerava o maior problema do Brasil, a intrépida ministra Eliana Calmon não pestanejou: “A corrupção”.

VOZ (QUASE) ISOLADA
Eliana Calmon é corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e tem pago um preço muito alto por se insurgir contra a corrupção, inclusive dentro do Poder Judiciário.

AS LÉSBICAS E O SÍMBOLO DO CRISTIANISMO
O que tem as lésbicas contra Jesus Cristo? A pergunta se justifica porque foi a pedido da ‘Liga Brasileira de Lésbicas’ que a Justiça do Rio Grande do Sul decidiu retirar os crucifixos de todas as salas do Judiciário gaúcho. E então: por acaso as lésbicas teriam ouvido por aí que o Salvador é contra o homossexualismo?

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