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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Oposição terá candidato em Alagoas - ou vira jogo de um lado só

16/07/2017 17:10

Por melhor quer seja o desempenho de Renan Filho e mais alta sua aprovação (e olhe que o governador já superou todas as expectativas do período eleitoral) o fato é que ninguém deve esperar por uma sucessão com chapa única. Nem mesmo por uma candidatura simbólica, encarnada por simples figurante, como o foi, em 2014, o hoje prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio César.

Não. Renan Filho terá adversário – nenhum, com certeza, que ponha um mandato certo em risco – porque faz parte do jogo. E o jogo tem dois lados – o da situação e o da oposição. Para atingir objetivos secundários, mas de grande importância, como a eleição de senadores, deputados federais e deputados estaduais, a oposição precisará de alguém para atuar como carro-chefe da campanha. Esse é o processo. Uma chapa oposicionista sem candidato a governador estaria fadada a comprometer os demais objetivos do bloco político. Portanto, Renan terá adversário.

E não se deve, por outro lado, achar que a reeleição vai ser um passeio. Eleição é um jogo em que os candidatos parecem, mas não são os grandes protagonistas. Os eleitores é que decidem. Nesse sentido, e até mesmo como advertência, é sempre oportuno lembrar a sucessão alagoana de 2006. Naquele ano, depois de liderar todas as pesquisas de intenção de voto, o industrial João Lyra foi dormir governador e amanheceu derrotado por Teotonio Vilela Filho. Sem direito a segundo turno, para completar.

Evidente que Renan Filho, hoje uma referência nacional, destaque reluzente na desbotada galeria de governadores em crise, realiza um trabalho digno de elogio, bem além do que dele se esperava. Destaque em obras, em ajuste fiscal, em equilíbrio financeiro, em projetos novos, em investimentos na educação, saúde e segurança – e isso a própria oposição reconhece. As críticas, rarefeitas, existem porque, do contrário, já não haveria dois lados.

Mas ninguém deve esquecer a regra fatal: assim como no futebol, o jogo só acaba quando o juiz trilha o apito final, em qualquer eleição só se conhecem os eleitos depois dos votos apurados.

 

CONTRA E A FAVOR

A votação da reforma trabalhista mostrou Renan e Collor do lado dos trabalhadores. Biu de Lira votou com o governo e poderá pagar caro por isso na corrida eleitoral do próximo ano.

 

TROCO DAS CENTRAIS

As centrais sindicais já decidiram que vão afixar faixas e cartazes nas ruas de Maceió e das principais cidades do interior mostrando como cada senador alagoano votou a nova lei trabalhista.

 

ALGUM PETISTA VOTOU CONTRA LULA OU DILMA?

Em tempos de patrulhamento midiático, eis a grande manchete da Folha de S. Paulo: ‘PMDB obriga deputados a votar contra denúncia de Temer no plenário da Câmara’. Ora, e o presidente é de qual partido? Ah! do PMDB? Por que, então, os peemedebistas deveriam votar contra Temer? Por acaso o PT votou contra Lula, no mensalão, ou contra Dilma, no impeachment?

 

DESMORALIZAÇÃO

O Senado foi desmoralizado. Meia dúzia de senadoras tomou os lugares na Mesa e impediu o acesso do presidente Eunício Oliveira. É caso, gravíssimo, para o Conselho de Ética decidir.

 

AINDA BEM...

No Senado, o grande receio era de que, na escuridão, as senadoras que ocuparam a Mesa pudessem, de repete, com medo de alguma represália, transformassem o local numa latrina a céu fechado.

 

JOALDO LANÇA LIVRO SOBRE CRISE DE 1997

O jornalista Joaldo Cavalcante lança nesta 2ª feira o livro ‘17 de julho - a gameleira, as lembranças e a história decidida à bala’. O volume busca reconstituir o episódio que forçou o governador Suruagy a se licenciar do cargo no auge da crise estadual em 1997. Joaldo define a obra como ‘jornalismo de reconstituição’. Lançamento será no Anamá (Ponta Verde) a partir das 19 horas.

 

CÍCERO AMÉLIO

Cícero Almeida está determinado a lutar, em todas as instâncias judiciais, para se manter no cargo de conselheiro do Tribunal de Contas. Sua grande batalha não é no TRF, mas no STJ.

 

CÍCERO ALMEIDA

Outro Cícero, o Almeida, vem trabalhando junto a suas bases com um objetivo: migrar da Câmara Federal para a Assembleia Legislativa. Mas com o olhar voltado para a Prefeitura em 2020.

 

PRECE PELO PADRE MANOEL HENRIQUE

O colunista se integra à corrente de familiares, amigos e católicos em geral que oram pelo pleno restabelecimento do padre Manoel Henrique, um homem de Deus, na incansável e abnegada missão evangelizadora, e um mestre de escol, na cátedra que ocupa com destaque na Escola Superior da Magistratura de Alagoas – Esmal.

 

OLHAR NO VIZINNHO

A criminalidade anda solta em Pernambuco e isso deve deixar a Segurança Pública de Alagoas de alerta. Sempre que acossados por lá, os bandidos fogem e preferem vir para Alagoas.

 

BOM DESEMPENHO

Magistrado jovem, que começou a se destacar na recente gestão de Washington Luiz, o juiz Hélio Pinheiro acaba de ser nomeado para o cargo de ‘juiz auxiliar da presidência’ do TJ-AL.

 

O QUE DEVOLVEU O RESPEITO AO BRASIL

Depois da derrocada econômica gestada pela incompetência de dona Dilma, o mundo passou a respeitar o Brasil – ou, mais especificamente, o governo brasileiro – graças a um gesto de coragem e correção de Michel Temer, que se impôs um rígido controle de despesas ao fazer o Congresso Nacional aprovar a PEC do limite de gastos. Foi o sinal de que o País ia mudar.

 

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O dinheiro liberado e as duas faces de uma mesma moeda

19/07/2017 21:31

O estampido do Jornal Nacional: ‘Governo libera milhões para deputados que votaram a favor de Temer na Comissão de Constituição e Justiça’. Outros meios preferiram frases incisivas do tipo ‘governo dá dinheiro a deputados para derrubar denúncia contra Temer’. Mas a intenção foi a mesma: expor o presidente, insinuando que praticou improbidade ao liberar emendas orçamentárias para aliados na Câmara.

O Temer comete seus erros, pisa na bola ao insistir com reformas radicais, mas a liberação de dinheiro de emendas orçamentárias do Parlamento faz parte do jogo. Quem pode, dá o lance e comemora, quem não pode, não oferece nada, e chora.

No Congresso, deputados de oposição esbravejaram e até ameaçaram ir ao Ministério Público contra Temer e contra os ‘colegas favorecidos’. Tudo bobagem ou, numa definição lotérica, choro tardio de quem perdeu um jogo absolutamente legal.

Dessa vez, aliás, a investida contra Temer, com aparência de ‘denúncia séria’, não passou de encenação barata, que sequer deveria ocupar espaço nobre de um telejornal da Globo. Mais, a ‘reportagem’ global, deliberadamente, omitiu que meses atrás, na decolagem do impeachment, Dilma liberou dinheiro de emendas, trocou ministros, distribuiu cargos a rodo, enfim, pintou a manta. E não caiu por buscar maioria, por procurar apoio no Congresso, e sim por crimes de responsabilidade investigados.

Bom, mas vamos à lógica e à matemática: se Temer, neste momento, liberou emendas ‘em excesso’ para deputados aliados – e isso motivou a divulgação estrepitosa – até o final do ano terá de liberar ‘em excesso’, igualmente, para os adversários, já que se trata de orçamento impositivo. Então, cabe perguntar: quando, nos próximos meses, soltar a grana dos petistas e aliados, para cumprir a lei, a TV Globo divulgará com o mesmo alarde, com o mesmo tom ‘indignado’ de agora? Ou nada noticiará para não chamar a atenção dos desmemoriados?

Continuo achando que a Globo não é contra Temer, mas a favor de si própria. Significa dizer: para uma TV que vem sofrendo violenta queda de audiência e cuja referência, mais do que nunca são as novelas, investir em factoides e superestimar eventos com verniz de escândalo é mero esforço de sobrevivência.

Mas como tem um batalhão de repórteres cobrindo a ‘crise’ em Brasília, o comando global poderia, ao menos, acionar esse pessoal para investigar números do Congresso Nacional. Pois soa pobre e apelativo se valer dos dados compilados por uma organização não-governamental e, portanto, extraoficial.

 

PRÓXIMA

Derrubada na CCJ, que aprovou um parecer substitutivo ao que pedia a abertura de processo, a denúncia do (ainda) procurador-geral da República, Rodrigo Janot, será agora votada no plenário da Câmara, a quem cabe dar a palavra final. Para ser aceita, ela precisará de no mínimo 342 votos, que também é o quórum já estabelecido pelo presidente Rodrigo Maia para votar a matéria.

Nem governo, e muito menos a oposição, tem essa legião de parlamentares.

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Quem será e quem não será adversário de Renan Filho

22/07/2017 19:26

Não se sabe, ainda, quem será o (principal) adversário de Renan Filho na batalha sucessória do ano que vem. Mas já se sabe, com segurança, quem não entrará nessa luta: Benedito de Lira (PP), Thomaz Nonô (DEM) e Teotonio Vilela Filho (PSDB).

O senador Benedito de Lira não disputará o governo porque tem maturidade suficiente para saber onde deve e onde não deve entrar. Após fragorosa derrota para Renan Filho em 2016, não cometeria a bobagem de encará-lo novamente – agora enfrentando, não promessas de palanque, mas realizações. Vai, prudentemente, tentar mais um mandato senatorial.

O ex-deputado e ex-vice-governador José Thomaz Nonô tem exata noção de seu capital eleitoral. Foi mal ao disputar certa vez a Prefeitura de Maceió e se reconhece como um vocacionado para a atividade parlamentar. Se ceder aos estímulos dos amigos e aliados, deverá concorrerá a uma vaga na Câmara dos Deputados. Ou, talvez, uma cadeira inédita na Assembleia Legislativa.

O ex-governador Teotonio Vilela Filho cumpriu dois mandatos consecutivos de governador, integralmente, e desde que passou o cargo para Renan Filho, em janeiro 2015, nunca escondeu seu desejo político de retornar ao Senado Federal. Deverá se compor com o senador Renan Calheiros, reeditando a dobradinha vitoriosa de 1994, quando ambos se elegeram senadores.

Os que buscam um nome para atuar como ‘carro-chefe’ da campanha eleitoral de 2018, pelas oposições, certamente já trabalham com a exclusão dos nomes aqui mencionados e torcem pelo projeto que julgam mais certo e oportuno: a candidatura do tucano Rui Palmeira. Contudo, por uma série de razões, o prefeito de Maceió está cada vez menos propenso a sacrificar mais da metade de seu mandato conquistado no ano passado. Tem mais: Rui sabe que, para largar tudo e se lançar adversário de Renan Filho, precisará de autorização de Teotonio Vilela Filho. O ex-governador é presidente regional do PSDB e tem a competência legal de decidir quem deve e quem não deve obter legenda para disputar a próxima sucessão estadual.

 

CRÍTICAS A TEMER

Contra as reformas, mormente a trabalhista, Renan Calheiros tem ampliado o tom das críticas a Michel Temer, mas convém lembrar que o senador alagoano nunca foi ‘aliado’ do atual presidente.

 

POSIÇÃO ANTIGA

Tanto não foi que, então presidente do Senado, Renan não viu o impeachment de Dilma como solução para a crise brasileira. Até porque Temer era, sim, figura de destaque do governo federal.

 

TEMA ATUAL PARA VÁRIOS LIVROS

Em clima de guerra civil, o Rio de Janeiro registra todo dia um ‘17 de julho’ alagoano. Perto da tempestade financeira do Estado fluminense, a crise de Alagoas em 1997 parece uma marola. Lá, já invadiram a sede do Poder Legislativo, já houve quebra-quebra com prisões e feridos. E o governador Luiz Fernando Pezão já se afastou do cargo duas vezes. Sem salários, servidores estão recebendo esmolas. O Rio vive sua maior tragédia, com quase 100 PMs executados a tiros desde janeiro último.

 

MEDIDA AÇODADA

Preocupado com as críticas por causa da buraqueira na malha asfáltica da capital, Rui tem agido com pressa e poderá se dar mal: o tapa-buraco emergencial está sendo anulado pela chuva.

 

ENXUGANDO GELO

Não é preciso ser técnico para saber que tapar buraco com a chuva caindo é o mesmo que enxugar gelo com pano. O que todos veem são buracos novos surgindo e velhos (tapados) ressurgindo.

 

QUINTELLA QUER RUI DISPUTANDO O GOVERNO

Deputado federal com olho fixo na reeleição, o ministro Maurício Quintella, dos Transportes, torce para Rui Palmeira sai candidato a governador em 2018. É o desejo de Quintella e de muitos políticos que precisam de ‘carro-chefe’ na campanha eleitoral no ano que vem. Enquanto isso, Palmeira se divide entre ouvir os estímulos dos correligionários e contemplar a malha viária da capital totalmente destroçada pela chuva do inverno rigoroso.

 

PROVA DE VIDA

Na próxima semana começa o recadastramento para aposentados e pensionistas da Assembleia Legislativa. A atualização de dados serve também como ‘prova de vida’, como faz o INSS.

 

13º DO INSS

E por falar em INSS, a primeira parcela do 13º salário dos aposentados da Previdência Social deverá ser liberada no final de agosto ou início de setembro. É um compromisso de Temer.

 

PAULÃO NA LUTA, COM OU SEM LULA

Lulista inveterado, o deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, está pronto para disputar seu segundo mandato federal. E o fará com ou sem Lula no páreo. Com, para ajudar o líder petista a voltar ao Planalto. Sem, para denunciar perseguições ao ex-presidente. Ou seja: Paulão será candidato de qualquer jeito.

 

O ESTRATEGISTA

Das duas, uma: ou Janot não tem base para uma segunda denúncia contra Temer ou aguarda o julgamento da primeira. Mas, por questão lógica, a segunda seria mais fraca e, pois, sem chance.

 

MENTES CRIATIVAS

Com o Congresso Nacional em recesso, a imaginação dos ‘articulistas políticos’ anda solta. Os sites precisam de notícia e toda hora são abastecidos com teses e teorias de toda sorte.

 

BOLSONARO À PROCURA DE PARTIDO

Jair Bolsonaro anda em busca de um partido para disputar a presidência da República. O deputado do PSC sinalizou interesse em migrar para o PSDC, mas a direção da legenda negou interesse em admiti-lo. Em pesquisa de intenção de voto recente, Bolsonaro aparece empatado tecnicamente com Lula. É visto como o ‘candidatos dos totalmente desenganados’.

 

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