seta

442 postagens no blog

Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Um caso único no cenário nacional

13/05/2017 21:59

A exceção nacional

Com dois anos e cinco meses de ações e um conjunto de obras excepcional, num cenário de grave crise econômica, o governador Renan Filho ganhou merecida projeção nacional.

Primeiro, cercou-se de uma equipe competente, sem disputas internas, um grupo comprometido com os objetivos traçados pelo comandante. Depois, estipulou metas e, com isso, passou a contar com uma máquina operante, produzindo resultados.

Quando se elegem – é um caminho natural – os governantes se apressam em atender aos seus, aos que o ajudaram na campanha. Renan Filho tomou um rumo diferente. Avaliou o cenário nacional, sentiu a gravidade da crise, e conteve os gastos. Fez mais: cortou despesas. Deixou de preencher milhares de cargos comissionados, extinguiu secretarias, fundiu órgãos, enfim, reduziu a máquina habituada a devorar receitas.

Os efeitos não tardaram. Dois anos de trabalho, e o Estado hoje está cortado por rodovias novas ou recapeadas. Após 40 anos sem ganhar um só hospital, Alagoas vai contar com quatro grandes: o do Coração Infantil (já operante) o Metropolitano de Maceió, o da Mulher e o do Câncer, no Agreste. Com recursos da Sefaz, o Estado ativou três UPAs, que estavam prontas, mas fechadas.

A Segurança Pública nunca recebeu tantos investimentos – em armas, viaturas, equipamentos. Um recorde. E nunca nomeou tantos policiais militares em período tão curto. A violência repica aqui e ali, mas, no contexto, está diminuindo. Vitória do Estado.

Na Educação, pode-se resumir os feitos num avanço estupendo: Alagoas não tinha uma só escola de tempo integral, no âmbito estadual, hoje conta com 35. E outras estão sendo construídas.

Mais do que tudo isso, o governador conseguiu conduzir a nau alagoana estável, em plena turbulência. Pagando em dia aos servidores, corrigindo salários, pagando aos fornecedores. Impressiona, mas em toda a trajetória da crise, Alagoas apareceu no plano nacional como uma interrogação positiva: como isso foi possível? Como, se outros estados, grandes estados, estão vivendo momentos de trauma beirando a convulsão social? Isso explica porque os demais governadores olham para o alagoano com ar de incredulidade. Explica, também, porque não se ouvem críticas ao governador. Afinal, como criticar, como atacar algo que está dando certo, visível e concretamente certo?

 

OPÇÕES DE VILELA

Teotonio Vilela Filho tem dois caminhos a seguir na corrida eleitoral de 2018: primeiro, se compor com o PMDB, de Renan Calheiros; segundo, aliar-se ao PP, de Benedito de Lira.

 

SEGUNDA VAGA

Como a eleição para o Senado terá duas vagas – e uma será a meta de Téo Vilela – a segunda cadeira, ou o segundo voto, passará por uma composição ou com Renan ou com Biu.

 

O QUE MAIS IMPRESSIONA

O que mais impressiona, nesse cenário promíscuo da política nacional, não é ver Lula insistindo em aparecer como inocente. Negar os crimes é um direito seu. Mas, o que realmente impressiona e afronta, é ver Lula todo enfronhando para disputar mais uma eleição presidencial – como se o Brasil fosse uma Bolívia de Morales ou uma Venezuela de Maduro.

 

FREIO NA SMTT

A decisão de Rui Palmeira, de só implantar a Zona Azul nos chamados ‘bolsões’, deixou claro que a fixação por dinheiro, nesse campo, é coisa própria da SMTT, e não do prefeito.

 

FREIO NO TRÂNSITO

Tem gente rezando para que Rui consiga algum empréstimo de porte no exterior. Com o caixa cheio, o prefeito poderia aliviar a indústria de taxas e multas, operante hoje no trânsito da capital.

 

UM GRANDE NOME, MAS COM OUTRO OBJETIVO

Rui Palmeira vê potencial em Rogério Teófilo para o governo do Estado ou o Senado na batalha eleitoral do próximo ano. A indicação é um elogio, claro, mas Teófilo tem outro desafio: reequilibrar as finanças, viabilizar a Prefeitura e investir tudo na reconstrução de Arapiraca. Sem ambições, pois Rogério já foi deputado estadual, congressista, secretário estadual da Educação e influente articulador do governo do Estado.

 

CARA DE PAU

Da tribuna do Senado, o senador petista Humberto Costa ignorou a bandalheira comandada por dona Dilma e acusou o governo Temer, com apenas um ano de ações, de ter ‘quebrado o Brasil’.

 

VIVA O CORRUPTO!

Sem o menor constrangimento, os petistas andam homenageando o presidiário José Dirceu, um dos ases da máfia petista. Ou seja, exaltar um artífice da corrupção virou ato puramente rotineiro.

 

PEDIDO DE DILMA AO TRIBUNAL ELEITORAL

Soa como anedota, mas Dilma entrou no TSE com um pedido para que a corte desconsidere os depoimentos dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Falta, ainda, pedir que o Tribunal Eleitoral, agindo com inigualável isenção, só considere o que no processo existir de favorável à ex-presidente.

 

ISENÇÃO ILEGAL

Terminou, mas não acabou. Explico: o TJ-AL detonou a lei que isentava os clientes da taxa de estacionamento nos shoppings de Maceió, mas não significa que o assunto está encerrado.

 

ISENÇÃO ILEGAL 2

É que, de tempos em tempos, surge alguém achando que pode legislar no Município ignorando decisões do Supremo Tribunal. Não pode. Tanto que as tentativas morrem aqui mesmo no TJ.

 

DIRCEU E OS CACHORROS DA DITADURA

Arrogante incomparável, Zé Dirceu comparou os delatores da Lava-a-Jato a ‘cachorros da ditadura’. A senadora Ana Amélia, da tribuna do Congresso, revidou: “É, mas foram esses cachorros da ditadura que abasteceram a conta bancária das vestais petistas”.

seta

Apesar dos protestos...

19/05/2017 23:31

É evidente que, pela ótica do momento, nenhuma reforma estrutural deveria ser implementada. Não, com um governo central derivado de tumultuado processo de impeachment e um Congresso Nacional moralmente decomposto. Portanto, independentemente do que vier a ser contabilizado, ao final deste período, o fato é que o presidente Michel Temer será avaliado por sua obsessão reformista e por uma teimosia sem limites.

Tirando isto, entretanto, a verdade é que o governo Temer está no caminho certo, não, obviamente, pelos efeitos das mudanças de base que só se farão sentir nos próximos anos. O governo vai bem pela clara constatação de indicadores positivos apontando que o período crítico da recessão está chegando ao fim. A saber:

- a inflação que, em 2014, com Dilma, varou a casa dos 10 por cento, já caiu para apenas 4%, abaixo do centro a meta oficial;

- os juros, que atingiram um patamar absurdo no governo passado, estão sendo reduzidos drasticamente pelo Banco Central, graças, evidentemente, à queda do índice inflacionário;

- o Produto Interno Bruto avançou, este ano, como antecipado pelo crescimento de 1,12% do nível de atividade econômica.

Para coroar esses indicadores, um registro digno de celebração: País registrou a geração de 60 mil empregos em abril último. Foi a soma desses fatores positivos, com destaque na mídia nacional, que levou o influente Financial Times a publicar, na semana passada, um caderno inteiro dedicado ao novo momento vivido pelo Brasil, com um registro especial na manchete que serviu de chamada para 11 reportagens: “A recessão está chegando ao fim”.

Traduzindo: com Temer no comando, estamos conseguindo superar, em tempo curtíssimo, a maior crise econômica da historia da República. Crise que pode, em resumo, ser mensurada por dois dados críticos: um déficit orçamentário de mais de 120 bilhões de reais e uma legião de mais de 13 milhões de desempregados - os maiores legados do desastroso governo Dilma.

Em suma, a realidade nacional mudou tanto nesses meses, que a rejeição natural às reformas de Temer cada dia perde fôlego, vencida pelo sentimento nacional de que a retomada chegou e o Brasil, finalmente, começa a respirar sem aparelhos.

seta

Primeira Edição © 2011