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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Acordão: CPI do Cachoeira acaba em tremenda pizza

17/05/2012 14:45

O relato é dos repórteres José Ernesto Credendio e Andreza Matais, da Folha Online em Brasília:
A CPI do Cachoeira livrou, nesta quinta-feira (17), governadores e parlamentares da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico e de serem convocados a explicar suas relações com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
A empreiteira Delta, apontada pela Polícia Federal como braço financeiro do esquema, também não terá seus sigilos quebrados nacionalmente, "por falta de indícios", no entendimento da maioria da comissão. A CPI livrou ainda da investigação o presidente licenciado da empreiteira, Fernando Cavendish.
Os deputados e senadores aprovaram apenas a quebra do sigilo da empresa Delta na região Centro-Oeste, além dos sigilos de pessoas sem foro privilegiado que assessoravam Cachoeira e já foram investigadas pela Polícia Federal, conforme antecipou a Folha de S. Paulo na edição de hoje.
A votação foi orquestrada pelo PT e PMDB, que comandam a CPI, e contou com ajuda da oposição. O relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), sequer colocou em votação os requerimentos acerca dos governadores e da Delta nacionalmente. Esses requerimentos só devem constar na pauta da CPI no dia 5 de junho. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Fernando Franceschini (PSDB-PR), da oposição, apoiaram a proposta de adiar a discussão.
"Nós não vamos fazer devassa", afirmou o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). "A generalização cheira a devassa", complementou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).
PIZZA
Conforme a Folha antecipou na edição de hoje, foi feito um acordão entre caciques do PT, PMDB e PSDB para poupar os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ). No pacote dos governistas entrou ainda a preservação da Delta nacionalmente, que tem obras com o governo federal.
"Reuniu-se um grupo numa sala e decidiram quem vai morrer. O Rio de Janeiro está enterrado até a alma. O que vamos dizer?", afirmou a senadora Kátia Abreu (PSD-TO). "Na minha opinião, estamos convocando os bagrinhos da história. Os importantes estão de fora", complementou.
"Dá impressão de estarem selecionando alvos por orientação político-partidária", criticou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). "É um mau começo desta CPI", disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), um dos poucos a insistir na convocação dos governadores. "Estamos amarelando", afirmou o senador Pedro Taques (PDT-MT).
DELTA
O que provocou maior polêmica foi a decisão do comando da CPI de não quebrar os sigilos da Delta em todo o país. O relator e parlamentares do PT e PMDB afirmaram que não existem indícios contra a atuação da empresa em todo o país, o que gerou protestos.
"Estamos passando vergonha aqui. A Delta recebeu mais de R$ 4 bilhões do governo federal e não vamos quebrar o sigilo da empresa? Como vamos explicar isso ao Brasil?", afirmou o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR).
"É a CPI do conta-gotas. O dinheiro do Centro-Oeste vai para a central da empresa", afirmou o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR). "Em relação à Delta não existem apenas indícios, existem provas", disse o senador Álvaro Dias, em referência a vários diálogos interceptados pela PF que citam a empresa. Apesar das críticas, a oposição ajudou a aprovar o requerimento de quebra do sigilo apenas da Delta Centro Oeste.
ACORDÃO
O relator e deputados do PT e PMDB se esforçaram para negar um acordão para poupar alguns das investigações. "Não vamos resumir nossos trabalhos em apenas uma reunião", disse Odair Cunha. "Eu não participei de acordão nenhum. Temos que ter serenidade", disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). "Vossa excelência não consegue convencer a uma criança de três anos que essa Delta não tem que ter seu sigilo aberto em todo país", rebateu o deputado Silvio Costa (PTB-AL), em resposta ao relator.
A votação desta quinta-feira praticamente sepulta a CPI. As investigações devem ficar restritas ao que já foi apurado pela Polícia Federal sobre os membros do grupo de Cachoeira sem avançar para os pontos não apurados pela PF, até o momento, por envolverem políticos, que têm direito ao foro privilegiado. A PF também não investigou a Delta porque seu trabalho era voltado para Cachoeira.

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A Copa do Brasil está ameaçada?

15/05/2012 15:09

Até agora, não há nada que afirme nessa direção, mas a Fifa – a entidade que manda no futebol mundial – diz que é crítica a situação dos estádios brasileiros para o mundial de 2014.
Já o alagoano Aldo Rebelo, ministro dos Esportes, minimiza relatório feito para a Fifa e ataca os consultores que apontaram risco de 5 das 12 arenas não ficarem prontas para o Mundial. Em que se fundamenta Rebelo? Na alegação de que o estudo encaminhado à Fifa, de 83 páginas, datado de 1º de maio, está desatualizado.
Aldo diz mais: "Não é um relatório da direção da Fifa, mas de um consultor. A tradição na área de consultoria é o consultor sempre botar um defeito, um problema, porque senão ele não tem como prosseguir o seu trabalho". Pode ser, mas o Brasil nunca foi um exemplo de cumprimento de cronogramas.
Pela avaliação feita, a situação mais crítica é a do estádio de Natal, classificado como de "alto risco" de não ficar pronto para o Mundial.
Conforme revelado, o estudo também põe em dúvida a possibilidade de os estádios do Rio, Belo Horizonte e Brasília serem concluídos antes da Copa das Confederações de 2013, competição que deverão sediar.
A rigor, das sedes da competição que antecede o Mundial, somente a arena de Fortaleza está sendo construída de acordo com o cronograma.
Mas Aldo esbanja confiança: “O governo não trabalha com a possibilidade de troca de sede na Copa do Mundo ou na Copa das Confederações em nenhuma das cidades candidatas", diz o ministro.
Rebelo afirma ainda que o governo recebe informações detalhadas do andamento das obras nos 12 estádios diariamente.
O relatório da Fifa, contudo, foi comemorado pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), porque aponta as obras do estádio de Salvador, ao lado do de Fortaleza, como tendo baixo risco de atraso. Wagner disse que o relatório ajuda na pretensão baiana para incluir a Fonte Nova como um dos palcos da Copa das Confederações.
"Já que a imprensa vazou, agora eu vou comemorar que Salvador está entre as duas sedes mais avançadas", disse o governador em entrevista à imprensa, ao lado do ministro. (Com Folha Online)

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Ministro do Supremo adia depoimento de Cachoeira à CPI

14/05/2012 19:29

 

 

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello acatou nesta segunda-feira, 15, pedido da defesa do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para que ele seja dispensado de prestar o depoimento marcado para esta terça-feira,15, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga suas relações com agentes públicos e privados.
Na ação protocolada no STF, o advogado de Cachoeira e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos alegou que Cachoeira não deveria comparecer à CPI antes de conhecer os documentos que servirão de base para as indagações dos parlamentares.
Celso de Melo baseou o seu despacho em várias decisões anteriores do STF que reconhecem o direito de qualquer pessoa sob investigação ter acesso ao material sobre o caso, antes de prestar depoimento.
Antes de protocolar o pedido de habeas corpus no STF, a defesa de Cachoeira tinha solicitado ao presidente da CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), que fornecesse as informações. No entanto, o requerimento foi negado. Segundo os advogados, Cachoeira está "impedido de conhecer com inteireza o que pesa contra ele".
A defesa sustentou que para decidir se vai falar ou se vai silenciar na CPI o bicheiro precisa conhecer o material. "De toda sorte, para decidir se fala ou se cala, ele precisa antes saber o que há a seu respeito", afirmam. (Do Estadão Online)

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Renan: "Judiciário é o guardião da cidadania"

11/05/2012 15:07

O senador Renan Calheiros ocupou a tribuna do Senado Federal para prestar sua homenagem ao tricentenário do Poder Judiciário alagoano. Afinal, foi justamente em maio de 1712 que o primeiro Ouvidor Geral, José da Cunha Soares, com formação jurídica de Coimbra, em Portugal, que passou a administrar a vida judiciária na então Comarca de Alagoas.
Renan parabenizou o Tribunal de Justiça de Alagoas e cumprimentou o desembargador Sebastião Costa Filho por sua iniciativa de instituir uma Comissão para planejar e coordenar as comemorações do tricentenário. O senador saudou também o dr. Claudemiro Avelino, magistrado e historiador, que está presidindo a Comissão do Tricentenário do TJ.
Em vários trechos de seu pronunciamento Renan destacou que “é o judiciário a principal instância garantidora e reparadora dos abusos contra a cidadania”. O líder do PMDB afirmou saber que “Alagoas ainda enfrenta muitos desafios para superar as mazelas sociais, mas que tem, no Poder Judiciário, verdadeiramente, uma instância de defesa dos interesses dos mais fragilizados”.
O senador também fez questão de informar que “o Poder Judiciário em Alagoas vez cada vez mais se aproximando da população”. Mais: disse que posso “testemunhar, os magistrados estão conscientes da importância dessa integração com a comunidade; e isto é fundamental, porque as pessoas precisam, de fato, conhecer o real papel do Poder Judiciário e lá buscar direitos que são negados em outras esferas”.
Emocionado, Renan relembrou que, quando esteve à frente do Ministério da Justiça, lutou “pela implementação de uma justiça cidadã, célere e mais próxima das pessoas e fiz disso uma das principais metas daquela Pasta”.
Publicamente, agradeceu ao Tribunal de Justiça de Alagoas que “reconhecendo esse trabalho pela aperfeiçoamento do Judiciário, me concedeu a Comenda Desembargador Moura Castro, a mais importante comenda do Judiciário Alagoano”.
No seu discurso, o senador insistiu na criação de novos juizados especializados “na violência contra a mulher e nas questões da infância e da juventude, porque esses segmentos realmente necessitam de maior proteção dos seus direitos, pela crescente exposição a abusos de toda ordem”. Cumprimentou os Correios, também, pelo lançamento do selo comemorativo aos 300 anos da Justiça em Alagoas.
 

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Sem citar nome, procurador-geral rebate Collor

10/05/2012 09:55


Sem citar nomes, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, atribuiu a réus do mensalão ou a pessoas que já foram alvos de investigação do Ministério Público as críticas que têm sido feitas a ele pela condução das investigações contra o contraventor Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
Quem bateu duro em Gurgel, durante sessão secreta da CPI, foi o senador Fernando Collor, amigo e correligionário do ex-deputado Roberto Jefferson, autor da denúncia sobre o mensalão. Jefferson, então deputado e presidente nacional do PTB, denunciou o esquema de compra de votos no Congresso, mas acabou sendo cassado junto com o petista José Dirceu, então deputado licenciado e chefe da Casa Civil do presidente Lula.
"Eu tenho dito que são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão", afirmou. "É compreensível que pessoas ligadas a mensaleiros queiram atacar o procurador-geral da República", acrescentou. "Eu acho que, se não réus, protetores de réus do mensalão estão como mentores (das críticas)", disse.
Gurgel não quis nominar quem estaria por trás das críticas que têm sido feitas a ele. Disse apenas, ao ser questionado se seria o ex-ministro José Dirceu, que é "notório quem está por trás das críticas". Gurgel disse ainda que as críticas têm como objetivo impedir as investigações do Ministério Público e imobilizar o procurador-geral da República. (Com Estadão Online)


 

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