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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Um caso único no cenário nacional

13/05/2017 21:59

A exceção nacional

Com dois anos e cinco meses de ações e um conjunto de obras excepcional, num cenário de grave crise econômica, o governador Renan Filho ganhou merecida projeção nacional.

Primeiro, cercou-se de uma equipe competente, sem disputas internas, um grupo comprometido com os objetivos traçados pelo comandante. Depois, estipulou metas e, com isso, passou a contar com uma máquina operante, produzindo resultados.

Quando se elegem – é um caminho natural – os governantes se apressam em atender aos seus, aos que o ajudaram na campanha. Renan Filho tomou um rumo diferente. Avaliou o cenário nacional, sentiu a gravidade da crise, e conteve os gastos. Fez mais: cortou despesas. Deixou de preencher milhares de cargos comissionados, extinguiu secretarias, fundiu órgãos, enfim, reduziu a máquina habituada a devorar receitas.

Os efeitos não tardaram. Dois anos de trabalho, e o Estado hoje está cortado por rodovias novas ou recapeadas. Após 40 anos sem ganhar um só hospital, Alagoas vai contar com quatro grandes: o do Coração Infantil (já operante) o Metropolitano de Maceió, o da Mulher e o do Câncer, no Agreste. Com recursos da Sefaz, o Estado ativou três UPAs, que estavam prontas, mas fechadas.

A Segurança Pública nunca recebeu tantos investimentos – em armas, viaturas, equipamentos. Um recorde. E nunca nomeou tantos policiais militares em período tão curto. A violência repica aqui e ali, mas, no contexto, está diminuindo. Vitória do Estado.

Na Educação, pode-se resumir os feitos num avanço estupendo: Alagoas não tinha uma só escola de tempo integral, no âmbito estadual, hoje conta com 35. E outras estão sendo construídas.

Mais do que tudo isso, o governador conseguiu conduzir a nau alagoana estável, em plena turbulência. Pagando em dia aos servidores, corrigindo salários, pagando aos fornecedores. Impressiona, mas em toda a trajetória da crise, Alagoas apareceu no plano nacional como uma interrogação positiva: como isso foi possível? Como, se outros estados, grandes estados, estão vivendo momentos de trauma beirando a convulsão social? Isso explica porque os demais governadores olham para o alagoano com ar de incredulidade. Explica, também, porque não se ouvem críticas ao governador. Afinal, como criticar, como atacar algo que está dando certo, visível e concretamente certo?

 

OPÇÕES DE VILELA

Teotonio Vilela Filho tem dois caminhos a seguir na corrida eleitoral de 2018: primeiro, se compor com o PMDB, de Renan Calheiros; segundo, aliar-se ao PP, de Benedito de Lira.

 

SEGUNDA VAGA

Como a eleição para o Senado terá duas vagas – e uma será a meta de Téo Vilela – a segunda cadeira, ou o segundo voto, passará por uma composição ou com Renan ou com Biu.

 

O QUE MAIS IMPRESSIONA

O que mais impressiona, nesse cenário promíscuo da política nacional, não é ver Lula insistindo em aparecer como inocente. Negar os crimes é um direito seu. Mas, o que realmente impressiona e afronta, é ver Lula todo enfronhando para disputar mais uma eleição presidencial – como se o Brasil fosse uma Bolívia de Morales ou uma Venezuela de Maduro.

 

FREIO NA SMTT

A decisão de Rui Palmeira, de só implantar a Zona Azul nos chamados ‘bolsões’, deixou claro que a fixação por dinheiro, nesse campo, é coisa própria da SMTT, e não do prefeito.

 

FREIO NO TRÂNSITO

Tem gente rezando para que Rui consiga algum empréstimo de porte no exterior. Com o caixa cheio, o prefeito poderia aliviar a indústria de taxas e multas, operante hoje no trânsito da capital.

 

UM GRANDE NOME, MAS COM OUTRO OBJETIVO

Rui Palmeira vê potencial em Rogério Teófilo para o governo do Estado ou o Senado na batalha eleitoral do próximo ano. A indicação é um elogio, claro, mas Teófilo tem outro desafio: reequilibrar as finanças, viabilizar a Prefeitura e investir tudo na reconstrução de Arapiraca. Sem ambições, pois Rogério já foi deputado estadual, congressista, secretário estadual da Educação e influente articulador do governo do Estado.

 

CARA DE PAU

Da tribuna do Senado, o senador petista Humberto Costa ignorou a bandalheira comandada por dona Dilma e acusou o governo Temer, com apenas um ano de ações, de ter ‘quebrado o Brasil’.

 

VIVA O CORRUPTO!

Sem o menor constrangimento, os petistas andam homenageando o presidiário José Dirceu, um dos ases da máfia petista. Ou seja, exaltar um artífice da corrupção virou ato puramente rotineiro.

 

PEDIDO DE DILMA AO TRIBUNAL ELEITORAL

Soa como anedota, mas Dilma entrou no TSE com um pedido para que a corte desconsidere os depoimentos dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Falta, ainda, pedir que o Tribunal Eleitoral, agindo com inigualável isenção, só considere o que no processo existir de favorável à ex-presidente.

 

ISENÇÃO ILEGAL

Terminou, mas não acabou. Explico: o TJ-AL detonou a lei que isentava os clientes da taxa de estacionamento nos shoppings de Maceió, mas não significa que o assunto está encerrado.

 

ISENÇÃO ILEGAL 2

É que, de tempos em tempos, surge alguém achando que pode legislar no Município ignorando decisões do Supremo Tribunal. Não pode. Tanto que as tentativas morrem aqui mesmo no TJ.

 

DIRCEU E OS CACHORROS DA DITADURA

Arrogante incomparável, Zé Dirceu comparou os delatores da Lava-a-Jato a ‘cachorros da ditadura’. A senadora Ana Amélia, da tribuna do Congresso, revidou: “É, mas foram esses cachorros da ditadura que abasteceram a conta bancária das vestais petistas”.

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Apesar dos protestos...

19/05/2017 23:31

É evidente que, pela ótica do momento, nenhuma reforma estrutural deveria ser implementada. Não, com um governo central derivado de tumultuado processo de impeachment e um Congresso Nacional moralmente decomposto. Portanto, independentemente do que vier a ser contabilizado, ao final deste período, o fato é que o presidente Michel Temer será avaliado por sua obsessão reformista e por uma teimosia sem limites.

Tirando isto, entretanto, a verdade é que o governo Temer está no caminho certo, não, obviamente, pelos efeitos das mudanças de base que só se farão sentir nos próximos anos. O governo vai bem pela clara constatação de indicadores positivos apontando que o período crítico da recessão está chegando ao fim. A saber:

- a inflação que, em 2014, com Dilma, varou a casa dos 10 por cento, já caiu para apenas 4%, abaixo do centro a meta oficial;

- os juros, que atingiram um patamar absurdo no governo passado, estão sendo reduzidos drasticamente pelo Banco Central, graças, evidentemente, à queda do índice inflacionário;

- o Produto Interno Bruto avançou, este ano, como antecipado pelo crescimento de 1,12% do nível de atividade econômica.

Para coroar esses indicadores, um registro digno de celebração: País registrou a geração de 60 mil empregos em abril último. Foi a soma desses fatores positivos, com destaque na mídia nacional, que levou o influente Financial Times a publicar, na semana passada, um caderno inteiro dedicado ao novo momento vivido pelo Brasil, com um registro especial na manchete que serviu de chamada para 11 reportagens: “A recessão está chegando ao fim”.

Traduzindo: com Temer no comando, estamos conseguindo superar, em tempo curtíssimo, a maior crise econômica da historia da República. Crise que pode, em resumo, ser mensurada por dois dados críticos: um déficit orçamentário de mais de 120 bilhões de reais e uma legião de mais de 13 milhões de desempregados - os maiores legados do desastroso governo Dilma.

Em suma, a realidade nacional mudou tanto nesses meses, que a rejeição natural às reformas de Temer cada dia perde fôlego, vencida pelo sentimento nacional de que a retomada chegou e o Brasil, finalmente, começa a respirar sem aparelhos.

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Temer: a saída mais que provável

29/05/2017 17:52

Michel Temer vai entrar para a história como o presidente da República derrubado pela trapaça de um açougueiro. Cairá, inapelavelmente, não pelo que o delinquente milionário da JBS lhe atribuiu, mas porque foi o homem que ajudou a defenestrar Dilma e a derrubar o governo do PT.

E fácil demais observar: quem está indo às ruas não é o ‘povo brasileiro’, mas a militância petista e suas ramificações, financiadas pela milionária Central Única dos Trabalhadores, braço direito do PT. A baderna da quarta-feira em Brasília, o vandalismo exacerbado, não teve nada a ver com protesto ou com manifestação democrática: foi um ato de raiva, de vingança, uma explosão de ódio. Aliás, cumpre ressaltar: as bravatas da CUT, neste momento, não sequer por lealdade a Lula ou por compromisso com o PT. A CUT luta desesperadamente, usando todas as armas, contra a reforma que deve deixá-la sem a mama milionária do velho e autoritário imposto sindical.

Mas, o ‘recado’ dos contras não se encerra nos eventos contra Temer. A militância que perdeu seu espaço de poder no melhor da festa organizada por Lula e Dilma, não quer apenas a saída de Temer. Seu grande objetivo é ‘a volta’. Antes da cilada tramada pelo mafioso da JBS, os órfãos de Dilma apostavam tudo no retorno de Lula em 2018, após a sucessão presidencial do próximo ano. Era a imposição inescapável do calendário eleitoral. A real preocupação era com a possibilidade – cada vez mais próxima e concreta – de verem o salvador da pátria condenado e preso.

O grito por ‘diretas já’ era apenas o ensaio de uma orquestra pífia.

Mas veio o episódio da JBF, cujo principal protagonista, de nome Joesley Batista – transformou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, numa marionete tonta e obteve, com a anuência do Supremo Tribunal, o maior prêmio da história da República: a liberdade plena concedida a um bandido que desestabilizou o País.

O que JBS disse não tinha força para nada, foi a repetição do que dezenas de outros delatores venais haviam dito. Mas ele tramou e gravou uma conversa indutiva com o presidente. Uma bomba de mil megatons. Uma gravação clandestina, com cortes e edições, enfim, uma montagem criminosa que, lastimavelmente, obteve aprovação do procurador-geral e do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal.

Era o que faltava. O estopim de uma bomba-política incendiária. O ‘golpe de mestre’ aplicado por um salafrário que, com o absurdo consentimento da Justiça, mandou-se para Nova Iorque, onde leva vida principesca e arrota arrogância sobre as autoridades brasileiras e o povo brasileiro. O que faltava surgiu de uma delação indecorosa e está servindo de mote para a militância vermelha pedir não a saída de Temer, mas eleição já, por cima da Constituição, porque assim Lula, na sua convicta previsão, subiria a rampa do Palácio do Planalto, em vez de ser levado para uma cadeia do Paraná. É a certeza de que estão próximos de ver Lula preso que está animando essa gente a exigir que a Constituição seja jogada na lata do lixo, porque, se ela for respeitada, o grande chefe autor de uma montanha de delitos criminosos não terá chance de recompor o esquema de corrupção que expôs o Brasil ao mundo como uma ‘república de ladrões’.

Agora, dizem que o Congresso não tem moral para eleger o sucessor de Temer. “Somente o povo”, bradam raivosos. Ora muito bem.  E quem elegeu esse Congresso que aí está? O que o País está vendo é um espetáculo deprimente: uma dúzia de inconformados e meia dúzia de arruaceiros querendo passar por cima da Constituição, como se o Brasil saído da cartola de Lula tivesse se transformado numa Venezuela do tirano Nicolás Maduro. Para essa gente, desde que Lula volte, o Congresso, que o próprio povo elegeu, não passa de um antro dispensável, e a Constituição não vale mais do que uma cartilha pornográfica.

Por isso, e para que a bandalheira não se instaure mais uma vez, a mudança – com sucessão constitucional – deve vir com a cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral. Com isso, primeiro imputa-se à ex-presidente a pena adicional de suspensão dos direitos políticos, que o Senado deixou de aplicar no desfecho do impeachment. Depois, propicia-se que, dentro da mais absoluta normalidade constitucional, o novo presidente seja escolhido pelo Congresso, e no poder permaneça até que o sucessor seja eleito no pleito presidencial do ano vindouro.

Essa é a saída democrática: um sim ao cumprimento das regras constitucionais, e um não rotundo aos que, valendo-se de golpes e trapaças, querem tomar o poder da República a qualquer custo.

 

 

MAL NA FOTO

O ministro Edson Fachin, relator da Lava-a-Jato, ficou muito mal na foto depois da revelação de que senadores receberam dinheiro da JBS para aprovar sua indicação para o Supremo Tribunal Federal.

 

BAITA REPRIMENDA

Após pedir que o STF declarasse Gilmar Mendes impedido para atuar no processo de Eike Batista, o procurador-geral Rodrigo Janot tomou uma baita reprimenda público do ministro e presidente do TSE.

 

MAIS UM NORDESTINO NO PALÁCIO DO PLANALTO?

Tasso Jereissati, senador do PSDB, ex-governador do Ceará, começa a despontar como nome consensual para suceder Temer em eleição indireta. Tem o apoio do PMDB, o partido de Temer, do seu próprio e até o PT sinaliza ver sua escolha com bons olhos. No estilo, na maneira de ser e de agir, Jereissati destaca-se como um político moderado e poderá, sim, conduzir a nau Brasil com equilíbrio e competência.

 

ÚLTIMA PALAVRA

Salvo por decisão do TSE, Michel Temer só deixará a presidência se o Congresso Nacional assim decidir. Mesmo que o STF queira processá-lo, terá de obter autorização da maioria da Câmara dos Deputados.

 

VONTADE PRÓPRIA

Renan Calheiros não está sendo enxotado da liderança do PMDB por iniciativa da bancada. O senador está largando a função por deliberação própria, ao discordar da permanência de Temer na Presidência.

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O que levou a Globo a pegar no pé de Temer?

02/06/2017 14:13

Uma questão inicial: o que teria levado a Globo a, de repente, insurgir-se contra o presidente Michel Temer, com um ímpeto e uma determinação jamais vistos em sua trajetória de empresa conhecida por viver aliada ao governo de plantão?

Mesmo na fase antes, durante e pós impeachment de Dilma, a empresa dos Marinho manteve o mínimo de isenção em sua cobertura sobre os fatos de então, ainda que, historicamente, nunca tenha visto a experiência do PT no poder com bons olhos.

Por que, então, todo esse radicalismo apoiando a mobilização para derrubar o atual governo, a ponto de publicar editorial defendendo a renúncia do presidente, fato que, por si, já mostra e demonstra o interesse da organização por uma mudança no comando do poder, mesmo tendo consciência do alto custo que o País, ainda se debatendo com a crise, pode pagar por isso?

No auge do processo de destituição de Dilma, a Globo (as Organizações Globo, vale salientar) não abandonou a saudável prática jornalística de ‘ouvir os dois lados’. Agora, como ressaltou o jornalista Reinaldo Azevedo, a Globo destaca e dimensiona, apenas, o que é contra Temer.

O que explica tal atitude? Seria uma questão de natureza financeira? Uma busca desesperada para alavancar a audiência de uma TV que, embora ainda liderando com folga o público auditado pelo Ibope, só faz perder telespectadores ao longo do tempo? Audiência e finanças, cumpre anotar, são pontos que se entrelaçam e confluem para um único fator: sobrevivência.

Houve época em que a TV Globo monopolizava a audiência, de tal forma que, as demais emissoras juntas não atingiam a metade de seu público ‘certo e cativo’. Mas a realidade mudou. O Jornal Nacional, que pontificava com mais de 50 pontos, caiu para a casa dos 20 pontos. Poder da concorrência? Não. A Globo e as demais são ‘vítimas’ de um fenômeno chamado internet. As TVs e também os jornais diários, os grandes matutinos. Todos encolheram com o advento dos sites que tornam velhas e digeridas as notícias que o JN divulga depois das 20h.

A queda da audiência, obviamente, faz a Globo faturar menos. Por isso o Jornal Nacional, que antes inseria um dois anúncios em seus intervalos, hoje encaixa uma sequência. Menos audiência, anúncios mais baratos, menos faturamento.

Teria a Globo se decepcionado com o gasto contido, exageradamente modesto, do governo Temer com propaganda?

Eis o que informa a Carta Capital, citando a fonte em junho de 2015: “Segundo dados divulgados pelo UOL, a Rede Globo e as cinco emissoras de sua propriedade teriam recebido R$ 6,2 bilhões em publicidade federal durante os últimos doze anos de governo petista”. É muito dinheiro, o suficiente para dar sustentação a uma estrutura descomunal como a da Globo.

Em julho do ano passado, o site do jornal O Estado de S. Paulo informava: “O Estado apurou que o governo Temer vai cortar no mínimo 25% dos gastos com publicidade em 2017. O Planalto quer focar suas propagandas em ações de utilidade pública e menos em publicidade institucional”. Isso incomodou alguém? Preocupou? Afetou interesses? Ameaçou planos?

Claro, não há elementos concretos para associações, mas o fato incontestável é que a Globo entrou, como se diz, ‘de cabeça, corpo e alma’ no tabuleiro das apostas na queda de Temer.

Pelo seu histórico, por sua trajetória na relação com governos, a Globo dificilmente assumiria posição tão ostensiva e tão determinada contra o governo Temer, salvo se lutando em razão de interesses contrariados.

A propósito: se, como se viu, a TV Globo caiu de porrete em cima de Temer, por que será que o ex-presidente Lula se considera o principal alvo do Jornal Nacional?

 

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A 'esperteza' que só agride os agentes da Polícia Federal

04/06/2017 12:06

O direito de espernear – desde que sem ofender outrem – é extensivo ao direito de dizer bobagem. Afirmar que Michel Temer transferiu o advogado Torquato Jardim para o Ministério da Justiça com a missão de acabar com a Lava-a-Jato não passa de uma bobagem sem tamanho. Aliás, mais do que bobagem: mera exploração de uma medida de rotina, com fins políticos. Nomear, exonerar e trocar ministro é atribuição ordinária do presidente. Por que, então, esse ganido e essa vociferação?

Muito simples. Qualquer ato de Temer que possa ter o sentido distorcido para prejudicá-lo, assim será feito. Antes, o corrupto e imprestável era Osmar Serraglio. Agora, virou anjo. Para a oposição, o mau, o perigoso, o novo ‘sniper’ mirando a República chama-se Torquato Jardim. Advogado consagrado, respeitado e admirado no universo jurídico nacional, assume a Pasta da Justiça não como paraquedista. Jardim acaba de ser remanejado do Ministério da Transparência. Não se trata de nenhum alienígena, nenhum estranho ao conjunto do atual governo.

Seria pura ignorância dizer que o novo ministro foi posto ali para obstruir a Lava-a-Jato, mas não é. Trata-se de esperteza. Malandragem de quem faz oposição e aposta no ‘quanto pior melhor’. O ataque ao ministro e ao presidente é politicamente intencional. O que os lulopetistas, junto com os apoiadores circunstanciais, puderem fazer para detonar o governo, farão sem cerimônia e sem compromisso ideológico.

Mas, vamos ao cerne da questão: o que pode um ministro da Justiça fazer contra a Lava-a-Jato? Rigorosamente nada. Delegados e agentes federais não cumprem ordem nem do ministro nem do diretor-geral da Polícia Federal. Cumprem ordens dos juízes. Se o ministro da Justiça tivesse poderes para tal, o petista José Eduardo Cardozo teria implodido a Lava-a-Jato e salvado a pele do chefe Lula. Por que não o fez? O máximo que Cardozo poderia fazer – e deve ter feito – era passar informações sobre o andamento da operação a presidente Dilma. E só. Portanto, afirmar que o novo ministro da Justiça está ali para bombardear a Lava-a-Jato não atinge o advogado nomeado, o presidente Temer nem o governo. Ofende, isto sim, os integrantes da Polícia Federal, assim como os procuradores do Ministério Público e os juízes que atuam corajosamente nesse longo e escandaloso processo.

 

REAJUSTE À VISTA

O prefeito Rui Palmeira deve apresentar nesta terça-feira (6) sua proposta de reajuste salarial para os servidores. Se for aumento pequeno, de uma canetada. Uma correção mais em conta, em duas parcelas.

 

ALVO ERRADO

Lula anda vociferando contra William Bonner e o Jornal Nacional. Jura que o apresentador global ainda vai lhe pedir desculpa. O erro fatal de Lula é culpar Bonner, quando o vírus está nas notícias a seu respeito.

 

O JOÃO PLENÁRIO DA VIDA REAL

O Gilmar Mendes lembra cada vez mais o João Plenário, o impagável personagem da ‘Praça e Nossa’ interpretado pelo ator Saulo Laranjeiras. Em sua última intervenção como mestre do humor, o ministro do Supremo Tribunal Federal comparou o Brasil à ‘Organização Tabajara’, entidade fictícia do extinto ‘Casseta e Planeta’, da TV Globo.

 

PROCESSO NO TSE

Na bolsa de apostas, a maioria prevê que algum ministro vai pedir vistas do processo que trata da ação contra a chapa Dilma-Temer. O julgamento está previsto para começar nesta terça-feira (6).

 

MATÉRIA COMPLEXA

Gilmar Mendes, presidente do TSE, diz que os pedidos de vistas na Corte costumam demorar pouco, mas há um detalhe: o processo contra Dilma e Temer é complexo e requerer análises mais detidas.

 

NO MEIO DO FURACÃO, ROGÉRIO FAZ O QUE PODE

Ninguém ignora que Rogério Teófilo assumiu a Prefeitura de Arapiraca com uma dívida milionária, sem ter como saná-la no curto prazo. O que lhe cabia fazer, já fez: reduziu a máquina, extinguindo secretarias e órgãos, e deixou de preencher 80% dos cargos comissionados. Cortou a própria carne, preservando apenas a Educação e a Saúde. E tem priorizado os servidores, na exata medida do possível, claro. Pagando inclusive salários atrasados, herança amarga da gestão passada.

 

ONTEM E HOJE

Desde que Temer assumiu a presidência: a inflação despencou, os juros caíram, as ações da Bolsa de Valores subiram, os empregos voltaram, o dólar caiu e a economia voltou a crescer, segundo dados do BC.

 

LÓGICA BRILHANTE

Os petistas, sobretudo, os órfãos da mãe Dilma, defendem uma lógica brilhante: pregam o ‘fora Temer’, que não é réu em nenhum processo da Lava-a-Jato, e para sucedê-lo querem Lula, réu em seis processos...

 

NOVO LIVRO DE ROSTAND  LANVERLY NA PRAÇA

Engenheiro (especialista em trânsito), escritor e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, Rostand Lanverly acaba de lançar seu mais novo livro – ‘Mexendo nas Raízes’, leitura obrigatória para quem aprecia crônicas de alto nível. Lanverly também integra as Academias Alagoana e Maceioense de Letras. Um craque.

 

ALTOS E BAIXOS

A Lava-a-Jato tem prestado relevante serviço ao Brasil, mas sua execução tem feito também vítimas inocentes. Por exemplo: políticos que receberam ajuda legal estão misturados à turma do caixa 2.

 

DUPLA PERIGOSA

Joesley Batista e seu irmão Wesley Safadão, quer dizer, Wesley Batista, deverão ser extraditados para pagar, aqui, pelo que fizeram. O Supremo Tribunal não pode deixar que a dupla permaneça impune.

 

REFORMA NO PLENÁRIO, BARULHO NA RUA

Apesar da pressão, o presidente Temer tem apoio para levar a reforma trabalhista para votação no plenário do Senado, nesta semana. Por isso, pode-se prever mais uma onda de protestos na capital. Olho na turma que usa capuz e só participa para fabricar notícia via quebra-quebra.

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Primeira Edição © 2011